Pronunciamentos

DEPUTADO TENENTE LÚCIO (PDT)

Discurso

Transcurso do Dia do Exército Brasileiro e do Dia do Índio. Comenta a importância do trabalho realizado pelos Vereadores.
Reunião 26ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 16ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/04/2009
Página 55, Coluna 3
Assunto CALENDÁRIO. SEGURANÇA PÚBLICA. ÍNDIO. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

26ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª LEGISLATURA, EM 16/4/2009 Palavras do Deputado Tenente Lúcio O Deputado Tenente Lúcio* - Sr. Presidente em exercício, Deputado Sargento Rodrigues, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, venho à tribuna para, com muita honra e orgulho, fazer uma saudação ao Exército brasileiro, que em 19 de abril comemora o seu dia. Aliás, também nessa data comemora-se o Dia do Índio, criado por decreto do Presidente Getúlio Vargas, em 1943. Os índios aqui encontrados e os africanos que chegaram posteriormente muito contribuíram para a formação cultural do Brasil. São inúmeras as contribuições da cultura indígena na culinária, na língua, nos hábitos e costumes, no artesanato e nas lendas que enriqueceram o nosso folclore. O primeiro a conduzir de forma pacífica a aproximação com as tribos e a mostrar respeito pela sua integridade cultural e territorial foi o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Em 1892, como Tenente, iniciou a instalação de linhas telegráficas do Centro-Oeste até a Amazônia. É desse insigne militar a expressão “Morrer se preciso for, matar nunca”, numa demonstração de que era um homem além do seu tempo. O embrião da atual Fundação Nacional do Índio - Funai - foi o Serviço de Proteção ao Índio, criado por Rondon em 1910. É o patrono da Arma de Comunicações do nosso Exército. Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, sou oriundo dessa instituição secular, que me acolheu ainda jovem, na minha querida Uberlândia, onde prestei o serviço militar, freqüentando o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva - NPOR. Formado Oficial, servi durante um ano em Jataí, Goiás, no 41º Batalhão de Infantaria Motorizado. Voltando a Uberlândia, ao nosso glorioso 36º Batalhão de Infantaria Motorizado, coloquei em prática os meus conhecimentos adquiridos sob a doutrina militar. A carreira militar sedimentou em mim os valores apreendidos em casa junto ao meu velho pai, caminhoneiro, depois mecânico de balanças. Passei a ser um cidadão responsável, amante da paz e da ordem, além de cultuar a hierarquia e a disciplina, os pilares da organização militar. Fui comandante de muitos Soldados da minha região que hoje são parte de uma sociedade emergente e progressista. As recordações, o carinho e o respeito com que sou tratado pelos meus antigos subordinados, hoje amigos e irmãos, fizeram com que, ao ingressar na carreira política, adotasse como prenome o posto da hierarquia militar que me envaidece muito: Tenente. Sr. Presidente, Srs. Deputados, o serviço militar é a essência da cidadania. Vou falar-lhes agora sobre o berço da formação do Exército brasileiro, que teve origem na 1ª Batalha dos Guararapes, em Pernambuco, no dia 19/4/1648. Índios, brancos e negros se uniram em torno de um mesmo ideal: a defesa do nosso território contra o invasor holandês. Aí nasceu o Exército. Os holandeses chegaram ao Brasil em 1624 e tinham como propósito estabelecer colônias no litoral brasileiro a fim de obter o domínio do Atlântico Sul e o monopólio de alguns produtos. Insatisfeitos com a dominação que se prolongava, os habitantes de Pernambuco resolveram pegar as armas em junho de 1645, a princípio sem apoio da Coroa Portuguesa, para expulsar os invasores. Era o compromisso imortal dos patriotas unidos sem distinção de classes ou raças. Vestidos e armados de forma rudimentar, usaram a malícia, a surpresa e uma inigualável capacidade de improvisação para cercar o inimigo, impedir o seu avanço e cortar-lhe os caminhos de suprimento. Já em 1647, contando com o apoio do Rei de Portugal, as lutas se intensificaram, culminando na 1ª Batalha de Guararapes, ocorrida em 19/4/1648. Os brasileiros eram comandados pelo índio Felipe Camarão, o branco André Vidal de Negreiros e o negro Henrique Dias. Destaque também para o Mestre em Patrulhas Antônio Dias Cardoso, que hoje é o patrono da Tropa de Forças Especiais do nosso Exército brasileiro. Podemos concluir que a vitória dos Guararapes não foi obra do acaso, mas o resultado da ação vigilante e da liderança dos chefes, da bravura e do espírito combativo dos Soldados que constituíam o berço da formação do Exército Brasileiro. Justifica-se, assim, ter sido o 19 de abril consagrado oficialmente como o Dia do Exército. Como Oficial da reserva, e hoje como parlamentar, não posso deixar de olhar o presente e exaltar o Soldado que defende as nossas fronteiras no Sul, no Centro-Oeste e na Amazônia. Nessas imensas regiões, também presta assistência à população, constrói e faz manutenção das nossas estradas. Homenageio o Soldado da caatinga, do pampa e do pantanal. Nas terras mineiras, o meu tributo vai para o Soldado da montanha, para os atiradores do tiro- de-guerra do nosso querido cerrado. Uma saudação especial para os Soldados brasileiros que estão a serviço da ONU, chefiados por um Oficial-General brasileiro, em missão de paz no Haiti. Além da imposição da paz, os nossos Soldados levam a mão amiga da ajuda humanitária para reconstrução e organização desse país. E agora, uma homenagem à mulher militar. Desde 1992, as mulheres passaram a fazer parte da força terrestre com as mesmas dificuldades e responsabilidades dos homens. Atuam em áreas específicas de administração, magistério, saúde e engenharia. Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, esse é o meu, o seu, o nosso Exército. Das três raças unidas em Guararapes. Dos tempos de Caxias, o Patrono. Dos pracinhas comandados por Mascarenhas de Moraes, na Segunda Guerra Mundial. De todos, enfim, que atuam sempre a favor da liberdade, da paz e da democracia. Eu aqui, perfilado, presto uma continência de respeito e de admiração a essa instituição modelar da nossa Nação. Parabéns, Exército brasileiro! Sr. Presidente, quero agradecer a presença de dois companheiros e amigos: meu ex-instrutor, Cel. Orlando Efrem Natividade, e Cel. Luiz Carlos Loureiro, que muito nos honram com a presença. Sabemos que o nosso Exército, como já disse, é uma instituição secular, com quase 400 anos de existência. Encontra-se aqui hoje representado pelo Cel. Orlando e pelo Cel. Loureiro. Muito obrigado por sua presença. Tenho a certeza de que o Exército se sente representado aqui, neste momento. Como parlamentar, Vereador que fui em Uberlândia, e hoje como Deputado, com maior representatividade, nunca me esquecerei dos 10 anos que passei no Exército brasileiro. Tenho a honra de dizer que tudo o que aprendi com a minha família, com os meus pais, levei para o Exército brasileiro, onde aprendemos a hierarquia e a disciplina nos pilares da democracia. Realmente, essas características devem reinar em meu coração, em minha mente e também na dos nossos familiares - minhas filhas, minha esposa e minha mãe. Hoje já não tenho meu pai, há um ano e meio, mas tenho a certeza de que ele estaria muito feliz, ao ver seu filho aqui hoje falando sobre o Exército, porque é uma entidade que tanto amamos. O Exército pode ficar 100 anos sem ser utilizado, mas não pode ficar 1 minuto sem estar preparado. Por isso a essa instituição, os nossos cumprimentos. Parabéns ao Cel. Orlando e ao Cel. Loureiro. Tenho a certeza de que o Cel. Teotônio está nos assistindo em Uberlândia e talvez esteja até emocionado. Agradeço a todos. Para finalizar, agradeço a todos os Vereadores das cidades que estamos visitando. Eu, por ter sido Vereador por quatro mandatos, tenho consideração, carinho e respeito muito grande por todos, porque quem verdadeiramente representa o povo nessas cidades é, sem dúvida alguma, o Poder Legislativo, em especial cada Vereador. É aquela pessoa que entra pela porta da sala e sai pela porta da cozinha ou vice-versa, chama as pessoas pelo nome, é o anteparo da sociedade. Às vezes, o Prefeito é criticado, mas quem o defende é o Vereador, ou, às vezes, acontece o contrário, mas o Vereador está sempre ali ao lado da sociedade trazendo e levando, buscando benefícios para suas cidades. Portanto, este Deputado que lhes fala tem todo o carinho, respeito e consideração para com os Vereadores e certeza absoluta sobre sua valorização. Eles tiveram absoluta participação em nossa campanha, em nossa vitória. Não houve um Prefeito que me apoiou, a não ser o ex-Prefeito de Iraí de Minas, o Pedrão. Recebo com carinho especial cada Vereador e sou muito grato por ser muito bem recebido em cada cidade que visito como Deputado, como Presidente da Comissão de Turismo ou como parlamentar simplesmente. Sou muito bem recebido pelos Vereadores, pelas Câmaras Municipais, pelos seus Presidentes, e agradeço de forma especial. Podem contar sempre com o Deputado Tenente Lúcio, um ex-Vereador, um admirador, pessoa que sabe respeitar e entender as dificuldades pelas quais passam os Vereadores. Na hora de ganhar o voto, o Vereador ajuda o Prefeito, realmente resolve e ganha os votos, leva para o Deputado, mas, na hora de receber ajuda, tanto na esfera federal quanto na estadual, os Deputados preferem o Prefeito. Então, às vezes, o Vereador fica renegado. Podem ter certeza: o Deputado Tenente Lúcio prefere trabalhar com os Vereadores. Muito obrigado, Sr. Presidente. * - Sem revisão do orador.