DEPUTADO PADRE JOÃO (PT)
Discurso
Declaração de posição favorável, com ressalva, ao projeto de lei, de
autoria do Governador Aécio Neves, que reajusta os valores das tabelas de
vencimento básico das carreiras do Poder Executivo.
Reunião
14ª reunião EXTRAORDINÁRIA
Legislatura 16ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 07/04/2010
Página 34, Coluna 3
Assunto EXECUTIVO. PESSOAL.
Proposições citadas PL 4387 de 2010
MSG 484 de 2010
Legislatura 16ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 07/04/2010
Página 34, Coluna 3
Assunto EXECUTIVO. PESSOAL.
Proposições citadas PL 4387 de 2010
MSG 484 de 2010
14ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA
16ª LEGISLATURA, EM 29/3/2010
Palavras do Deputado Padre João
O Deputado Padre João - Sr. Presidente, nobres colegas Deputados
e Deputadas, o encaminhamento que fazemos, como Líder do Bloco PT-
PMDB-PCdoB, é favorável. Temos a consciência de que esse projeto
tem um impacto na vida de mais de 1 milhão de servidores públicos.
Embora o encaminhamento seja favorável, não podemos deixar de
questionar o desrespeito do Governador para com esta Casa e,
sobretudo, para com os servidores públicos do Estado de Minas
Gerais, ao não permitir um aprofundamento na discussão desse
projeto. Houve impacto positivo desse reajuste de 15% para a
Polícia Civil e para a Polícia Militar e de 10% para a educação.
Porém, Sr. Presidente, é preciso fazer para o servidor público o
mesmo que acabamos de fazer para a Polícia Civil: a correção das
tabelas salariais.
Tenho em mão um contracheque com o vencimento básico do auxiliar
da Polícia Civil, que é de R$383,67. Somos favoráveis ao projeto.
Entendemos que é preferível pingar a faltar, ou seja, aprovar
esses 10%, mas isso não garante a justiça ao servidor público do
Estado de Minas Gerais. Nesse projeto, temos emendas destacadas em
relação ao piso e aprofundaremos cada uma delas. Na verdade, o
Governador está estabelecendo o teto da remuneração, e não o piso;
está estabelecendo a remuneração máxima. Na Secretaria de Saúde,
na Secretaria de Educação e na Secretaria de Defesa Social, temos
carreiras em que o piso é de R$319,00. É o início de carreira.
Temos quinquênios, adicional de desempenho, tantas outras
conquistas, que podemos chamar até mesmo de penduricalhos, porque
não são garantidos para o pensionista nem para o aposentado. Vejam
bem, quando as pessoas se aposentam, elas perdem. Isso porque,
mesmo quando os servidores recebem uma complementação, como o pó
de giz, a insalubridade e o adicional de desempenho, ao se
aposentarem, que é o momento em que eles têm mais tempo, o momento
em que gastam mais, a remuneração total acaba sendo achatada.
Somos favoráveis ao projeto, pois não impediremos que recebam pelo
menos esse pequeno aumento.
O Governador enviou a mensagem para cá num tempo curtíssimo,
segunda-feira. A mensagem chegou a esta Casa há oito dias, foi
publicada na terça-feira e, num único dia, foi apreciado um
projeto tão importante. E ele é tão importante porque trata de
pessoas, de quem é fundamental para o Estado - ou deveria ser tido
como mais importante -, os servidores públicos. Porém, tem de ser
discutido com esse impedimento, um prazo tão curto, oito dias. Na
terça-feira, o projeto foi apreciado nas Comissões de Constituição
e Justiça, de Administração Pública e de Fiscalização Financeira,
impedindo o debate entre os Deputados, sobretudo o debate com os
servidores públicos do Estado de Minas Gerais.