DEPUTADO CORONEL SANDRO (PSL)
Declaração de Voto
Legislatura 19ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 27/03/2020
Página 13, Coluna 1
Assunto CALAMIDADE PÚBLICA. FINANÇAS PÚBLICAS. SAÚDE PÚBLICA.
Observação Pandemia coronavírus 2020.
Proposições citadas PRE 20 de 2020
Normas citadas DEC nº 47891, de 2020
5ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 25/3/2020
Palavras do deputado Coronel Sandro
O deputado Coronel Sandro – Boa tarde, telespectadores da TV Assembleia, deputados e deputadas, é histórica hoje esta reunião em que nós votamos, de forma remota, o estado de calamidade pública em Minas Gerais. Eu estou aqui para fazer mais um esclarecimento, considerando tudo que se fala em relação à pandemia que o mundo vive – e o Brasil também. Nó estamos diante de duas decisões a serem tomadas, que, de igual maneira, vão provocar danos: o isolamento social ou o vertical. Isso significa, gente, que, se adotarmos o isolamento vertical, nós poderemos ter uma retomada da economia mais rápida que do isolamento social. Vejam todos vocês: as empresas não funcionam, os trabalhadores não vão trabalhar, a indústria é fechada, só funcionam pouquíssimas de bens de primeira necessidade como venda de remédios, supermercados abertos. Mas imaginem o resto: todo o comércio fechado. Aí, a empresa não tem recurso para pagar o salário – e não vai ter mesmo. Então, vai acontecer, em curto espaço de tempo, um aumento do desemprego no Brasil – se persistir o isolamento social – que pode chegar a 40 milhões de pessoas. E eu pergunto: quem vai pagar por isso? Aí, o Estado, que teria de dar o socorro, como está dando, não tem arrecadação tributária suficiente para fazer isso. Quem vai pagar? Então, nós vamos ter fome, pobreza, miséria e correr o risco da retomada de doenças já erradicadas no País que irão provocar muito mais mortes. Ainda bem que, nessa maior crise da nossa geração, nós temos um líder que tem coragem de tomar a decisão e não está preocupado com questão eleitoral. A opção por isolamento vertical não é por vontade própria, não; é uma necessidade ou, se não fizermos isso, mataremos as pessoas, mataremos a economia, daí mataremos mais. Então, Sr. Presidente, os mais jovens devem, sim, ir para o trabalho, e o grupo de risco deve ser protegido em casa pelo isolamento vertical. Um abraço e obrigado.