Pronunciamentos

DEPUTADO CLEITINHO AZEVEDO (CIDADANIA)

Discurso

Defende a derrubada do veto parcial à proposição de lei que dispõe sobre a revisão geral do subsídio e do vencimento básico dos servidores públicos civis e militares da administração pública direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo, altera a lei delegada que reestrutura a remuneração do pessoal da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais - PMMG.
Reunião 6ª reunião EXTRAORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 14/04/2022
Página 18, Coluna 1
Assunto EXECUTIVO. PESSOAL. PESSOAL MILITAR.
Proposições citadas PL 3568 de 2022
VET 34 de 2022

Normas citadas LDL nº 37, de 1989

6ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 12/4/2022

Palavras do deputado Cleitinho Azevedo

O deputado Cleitinho Azevedo – Bom dia, Sr. Presidente, bom dia, deputados e deputadas, servidores desta Casa, população presente e todos os servidores que estão aqui hoje.

Vou começar a minha fala dizendo... Tem até gente aí filmando. Pode filmar. Por que estou falando isso? Porque eles falam: “Ah, não, o Cleitinho é populista!”. Populista, popular, o adjetivo vem de povo; amigo do povo. Eu sou fiel a vocês. Eu não devo satisfação a governador; eu não devo satisfação a deputado, a vereador, a político, a meu irmão que é prefeito. Eu devo satisfação a vocês, que pagam meu salário rigorosamente em dia. Entenderam?

Eu recebi, de ontem para hoje, acho, mais de 7 mil mensagens. A Polícia Penal, que está aqui, conta comigo. Recebi mais de 7 mil mensagens pedindo para a gente derrubar o veto. Podem me mandar 15 mil mensagens! É muito fácil! O político é o seguinte: na época da campanha, ele está on-line, você pode chamá-lo meia-noite, 1 hora da manhã que ele responde; depois que ele ganha o mandato, fica off-line e não pode receber a mensagem de cobrança do povo. Entendeu? Aqui meu telefone: 37 99923-0707; 37 99923-0707.

É preciso entender o seguinte: a gente vai mudar a política do Brasil na hora em que a gente parar de bajular político e começar a cobrar. O político tem de dar resultado. O político é só um empregado do povo. Está bom? Então, quem quiser pode me chamar, pode me cobrar.

Agora, eu queria falar o seguinte – sabe, gente? – sobre essa situação, e isso vale para todos os servidores do Estado de Minas Gerais. Meu respeito a todos os professores, à segurança pública em geral, à Polícia Penal, aos policiais militares, à Polícia Civil, aos socioeducativos, aos enfermeiros que salvaram vidas aí, enfim, a todos os servidores. Todos! Vocês são patrimônio público da administração pública; vocês não têm culpa da incompetência do passado. Que fique claro isso! Nenhum de vocês aqui tem culpa pelo que aconteceu. Vocês são tão inocentes quanto o pagador de impostos.

Agora eu quero fazer uma pergunta ao pagador de impostos, àquele que paga vários impostos rigorosamente em dia: você prefere investir no professor, pagar um salário melhor para ele ou pagar auxílio-paletó para o político? Ou prefere pagar auxílio-moradia para o político? Ou prefere pagar a taxa de escassez hídrica, a taxa por falta de água? Porque penalizaram a população por falta de água. Ou taxa de licenciamento, de que hoje você não precisa mais, porque você vai lá e imprime sozinho? Hoje você tem que pagar uma taxa de mais R$100,00 por uma coisa que você mesmo pode fazer. E aí eu faço esta pergunta ao pagador de impostos: você prefere investir o imposto que você paga para ensinarem melhor a seu filho, na educação, para que seu filho tenha conhecimento e se torne um cidadão do bem, de verdade mesmo, sem ser hipócrita nem demagogo; para pagar melhor à polícia... É o seguinte, na hora em que precisam da polícia, falam: “Chame a polícia, chame a polícia”. Não hora em que precisam, numa pandemia... Quem salvou vidas aí? Quem estava salvando vidas? Não foram os enfermeiros? Então o que eu quero falar para o pagador de impostos é isso. O pagador de impostos paga com um prazer maior ao professor, gente! Se a gente quiser mudar este país, só conseguiremos isso por meio de vocês, da educação. Vamos colocar isso na cabeça! Isso aqui nunca foi despesa; isso aqui é investimento. Educação é investimento. Quanto mais você investir na educação, mais seremos um País melhor.

Então, podem ter certeza de uma coisa: qualquer outro governador que esteja aqui, eu vou sempre estar do lado da população. Eu serei sempre justo! Pode ser o governador que for. Pode ser o governador que for, qualquer governador, eu estarei sempre independente aqui, do lado da população. Já diz a Bíblia: “Quando o governo é justo, o povo se alegra”. Então eu vou ser sempre justo, sempre equilibrado. Não estou aqui para defender partido, para defender sindicato. Eu defendo ideias e pessoas. Eu defendo vocês. Está bom?

Eu queria falar isso porque houve um discurso aqui dizendo que dinheiro não cai de árvore. Realmente, dinheiro não cai de árvore. Mas, para pagar a consultor da Copasa mais de não sei quantos mil reais, o dinheiro cai da árvore. Não é? Aí pode! Para pagar a conselheiro da Cemig mais de R$500.000,00, o dinheiro cai da árvore; para pagar auxílio-moradia, o dinheiro cai da árvore; para pagar auxílio-saúde não sei para quem, o dinheiro cai da árvore, mas, para pagar melhor ao professor, o dinheiro não cai da árvore! Não é?

Eu quero só finalizar, quero só finalizar dizendo o seguinte: quando eu entrei na política... Lá na minha cidade, eu era tachado de doido, de maluco, não é? E assim: eu fui boicotado dentro da minha cidade. Quando eu entrei na política, eu falei para... Isso é uma questão de justiça. Eu entrei na política por isto: para combater injustiça e ir para cima do sistema que me boicotou. E eu falei isso no meu pronunciamento quando virei vereador e hoje estou como deputado. Eles tiraram de mim, na época, o que eu mais gostava que era cantar. Hoje eu entrei na política para tirar dessa turma o que eles mais gostam de fazer que é roubar. Então eu sou Robin Hood, entendeu? (– Manifestação nas galerias.) Então, agora nós vamos tirar. Tirem de onde for; tirem de onde for! Tirem do auxílio-moradia, do auxílio-paletó, do auxílio-alimentação. Vão tirar do sistema e dar para o povo. Vão dar para o professor, para o policial, para o enfermeiro. Se virem! Se virem! Não tem aquele quadro do Faustão: “Se vira nos 30”? Se vira nos 30 e pague o seu professor! (– Manifestação nas galerias.) É o seguinte: para aumentar salário, para aumentar salário, privilégio, o que for, sempre tem dinheiro, mas, quando é para aumentar para o servidor, não tem dinheiro. Eu nunca vi isso! Eu nunca vi isso!

Então, o meu encaminhamento aqui para todos os servidores que estão aqui, o meu encaminhamento é para derrubar o veto com prazer. Muito obrigado.

O presidente – Muito obrigado, deputado Cleitinho. Com a palavra, para encaminhar a votação, a deputada Ana Paula Siqueira.