Pronunciamentos

DEPUTADO CLEITINHO AZEVEDO (CIDADANIA)

Discurso

Informa que não aceitou o convite da Minas Arena, gestora do estádio Mineirão, para assistir de graça ao jogo entre Brasil e Argentina, ressaltando que considera incoerente criar uma comissão parlamentar de inquérito - CPI - para investigar a empresa e deputados aceitarem o convite. Defende as privatizações da Companhia Energética de Minas Gerais - Cemig - e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais - Copasa. Agradece ajuda do deputado Douglas Melo a moradora do Município de Divinópolis.
Reunião 60ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 09/07/2019
Página 43, Coluna 1
Assunto COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI). COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS (COPASA). COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS (CEMIG). ESPORTE E LAZER.
Aparteante ALENCAR DA SILVEIRA JR., LÉO PORTELA, JOÃO VÍTOR XAVIER, BRUNO ENGLER

60ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 4/7/2019

Palavras do deputado Cleitinho Azevedo

O deputado Cleitinho Azevedo* – Boa tarde, Sr. Presidente. Sabendo que, nesta Casa, o verdadeiro presidente é o Alencar, dou a palavra para você, nosso presidente. Fique à vontade.

O deputado Alencar da Silveira Jr. (em aparte)* – Cleitinho, tinha certeza que não ia negar, mas eu não podia completar o João Vítor Xavier, que fez uma colocação boa, ali. Agora, aqui eu vi, anteontem, Sr. Presidente... Todo mundo fala: avião, falou que não ia usar e está usando; morar no Mangabeiras é para fim de semana; Mineirão e jeton. Eu resolvi o problema dele no puxadinho, Cleitinho, e agora ele vetou! Vamos esperar o veto, mas a maior que tem, entre você, telespectador da TV Assembleia, que eu criei e o governador acha que não vale a pena... Eu criei, há 24 anos, essa televisão. Você que acompanha, agora, a nossa televisão, Cleitinho, entre no Instagram do Zema, do governador Zema, do dia 1ª de março - viu, Virgílio Guimarães? -, 1º de março! O governador, João Vítor Xavier, chegou e falou o seguinte: “Vamos acabar com a farra até dos secretários. A partir de agora, não existe mais esse negócio de ingresso gratuito para ninguém do governo. O governo não pode receber ingresso gratuito, o governador não pode, o povo não pode pagar a sala do Palácio das Artes, ali e aquilo; a Assembleia de Minas não tem camarote, e o governo de Minas não tem mais camarote no Mineirão. Agora, se quiser ir ao Mineirão assistir a qualquer partida de futebol, tem que pagar, moralização total”. O Zema falou! Tenho até que mostrar. O Zema colocou e falou que vai acabar.

Presidente, eu me assusto quando, no último jogo do Brasil, chegou o governador bicão, o governador bicão – porque entrar de graça é ser bicão –, entrou o governador sem pagar ingresso, e o pior, Cleitinho, ele e mais 32 assessores, secretários. A farra do Novo estava no Mineirão. O governador, que no dia 1º de março colocou no Twitter que ia acabar com isso, foi lá de graça. Por que ele não fez igual ao presidente da Assembleia, que mandou comprar ingresso? O presidente da Assembleia comprou ingresso! Quantos aqui compraram ingresso? E o governador de Minas de bicão, entrando de graça! Peguem o Instagram. É um absurdo! Falou demais e está fazendo de menos. Está fazendo muito menos do que falou e não está mostrando ainda…

Quero parabenizar o João Vítor, e peço a você, que acompanha a TV Assembleia, e ao deputado Virgílio Guimarães que entrem no Instagram. O Virgílio não conhece o que é Instagram, esses negócios, Facebook. É meio ultrapassado, é um dinossauro, mas tenho certeza que ele, agora, vai pedir o telefone e vai ver, Cleitinho. É um absurdo! O governador desceu o pau, e estava entrando de graça.

Agora, no jogo do América, no próximo jogo do América, nós, que somos americanos, vamos fazer o seguinte: ele vai pagar o ingresso, e eu vou convidá-lo para assistir, no camarote, ao meu lado, no próximo jogo do América. Mas tem que pagar o ingresso, viu, governador Zema? Porque você falou que é um absurdo o governo dar ingresso de graça. Obrigado, Cleitinho.

O deputado Cleitinho Azevedo* – Eu que agradeço. É importante uma fala dessa, do Alencar, porque sempre eu falo aqui: o que a gente tem que falar a gente tem que praticar. E ele deu uma deixa muito grande para mim. Então eu estou muito importante neste estado aqui. Porque deputado mesmo ligou me dando convite de camarote, para eu ir lá terça-feira, e eu falei: não. Eu até conversei com o Léo Portela, falei para acabar com a CPI. Porque é muito fácil a gente fazer uma CPI da Minas Arena, e os deputados estarem todos lá, a convite da Minas Arena. Que CPI é essa? Não vem falar que só o governador que ganha, não, porque todos os deputados ganharam camarote, com puxa-saco do lado de deputado. Então está tudo errado.

Mas eu posso falar, porque minha mão é limpa, meu coração é puro. A hora que o deputado me ligou e falou: “Cleitinho, você quer ir para o Mineirão hoje?”, eu respondi: não quero, não. Não quero, não. Se eu quiser ir, eu pago. Sabe o que eu vou fazer? Eu vou estudar os projetos que estavam dando problema ontem aqui. “Ah, não pode votar projeto, não, porque eu não estudei.” Eu peguei os três projetos e fui estudar. E, depois de estudar, fui ver o jogo na televisão. Então, quando precisar de ir ao Mineirão... Vou mandar um recado para a Minas Arena, para governador, não sei de onde vem essas cortesias: eu, graças a Deus, dia 1º agora, recebo em dia - como nenhum trabalhador recebe, mas eu recebo em dia - e tenho condição de ir lá comprar um camarote e assistir ao jogo. E não precisa olhar com cara feia para mim, porque cara feia para mim é fome.

E já vou dar outro recado. Aqui você tem que sair igual no Moonwalker. Já viu aquele Moonwalker, do Michael Jackson? É de costas. Porque aqui é um falando mal do outro. Já tem um monte falando mal de mim. E, se precisar falar mal de mim, em vez de falar nas costas, pega o microfone e vem debater comigo aqui, que eu estou disposto a debater. E debater com muita educação. Então, antes de ficar falando conversa fiada com meu nome, vem debater comigo aqui.

Fique à vontade, meu amigo Léo.

O deputado Léo Portela (em aparte)* – Obrigado, deputado Cleitinho Azevedo. Eu quero aqui enaltecer a sua presença, a sua seriedade. O seu mandato tem sido de grande relevo em todo o nosso estado. E aqui, como testemunha, do que você conversou ontem – ou melhor dizendo, anteontem. Durante o jogo, você me ligou dizendo exatamente isso: “Léo, eu não poderia aceitar. Onde você está vendo o jogo?” - você me perguntou. Eu falei: estou vendo de casa, com a minha família. E você falou: “Eu também”.

Eu não poderia jamais aceitar esse tipo de regalia, porque foi com um discurso de fim de regalias que o Zema chegou ao poder. A nova política, que o Zema disse que era nova, e de nova nós não temos visto nada, porque cada dia ele retrocede, cada dia ele volta, cada dia ele mostra que não tem palavra.. E a última foi essa de aceitar ingressos para levar a sua trupe de apaniguados pagos pelo povo. Porque, quando eles vão para o Mineirão, o ingresso deixa de ser vendido, e a Minas Arena deixa de aferir lucro com aquilo. E ali então o Estado deixa de receber. Então o Zema, ao levar a sua trupe, os seus familiares... Porque ele estava com familiares, que certamente não pagaram.

Eu quero convidar o governador, Cleitinho, a apresentar os canhotos dos ingressos, mostrando que ele pagou, mostrando que ele tem palavra. Porque ele disse que não aceitaria cortesia e tiraria dos políticos as cortesias. Então eu quero ver.

Quero aqui convidá-lo também a dizer isso ao governador, você que esteve lá anteontem conversando com ele, e não sei se ele cumpriu a palavra que deu a você de que mandaria os ônibus e faria um vídeo mostrando que você estava mandando os ônibus para Divinópolis. Creio que não mandou, não é, Cleitinho? Porque não é um homem de muita palavra.

Então eu queria dizer a você: convide o governador também a mostrar os canhotos do pagamento dos ingressos do Brasil e Argentina.

O deputado Cleitinho Azevedo* – Obrigado. Vou ceder um aparte também para o nosso amigo João Vítor Xavier. Fique à vontade.

O deputado João Vítor Xavier (em aparte)* – Meu querido amigo, só tenho que me posicionar por dever da minha vida, da minha carreira, do meu ofício. Eu tenho 20 anos de trabalho com o futebol profissional, e, no meu caso, eu não preciso de convite da Minas Arena para assistir a jogo no Mineirão. Eu trabalho numa grande emissora de rádio; eu pago – pago – todos os anos a minha carteira da Associação Mineira de Cronistas Esportivos; sou sindicalizado, do Sindicato dos Jornalistas; a minha vida toda tive o hábito de frequentar estádios e nunca precisei pedir convites para a Minas Arena. Então me sinto em total condição de fazer qualquer enfrentamento aqui, numa CPI à Minas Arena, porque eu estava lá, assisti ao jogo, mas não estava no Mineirão a convite da Minas Arena. Inclusive o espaço onde eu estava era bem diferente do espaço onde estavam os convidados da Minas Arena, que era um camarote chiquérrimo, com comes e bebes. Eu estava lá, na fila, para pagar meu tropeirão e comprar meu refrigerante, e aliás estava muito mal organizado.

Então eu não estava lá a convite da Minas Arena, e sei também de muitos deputados que estavam lá não a convite da Minas Arena. A Minas Arena pelo menos a mim não convidou, e, pelo que eu saiba, não convidou outros deputados desta Casa.

Talvez tenha convidado um ou outro, esporadicamente, mas também não tenho conhecimento. Agora, quero deixar claro: o deputado João Vítor Xavier não foi ao Mineirão assistir ao jogo a convite da Minas Arena, nem nesse nem nos milhares de outros jogos em que estive ao longo dos últimos 20 anos, seja como torcedor, porque adoro futebol, seja como jornalista esportivo que sou também.

O deputado Cleitinho Azevedo* – Parabéns, João. Acho o seguinte: se foi convite da Minas Arena... Quem administra o Mineirão é a Minas Arena. Então, se liberou para governador, para deputado ou para quem for, foi a Minas Arena que liberou. Enquanto isso um cidadão comum, um cidadão normal paga um ingresso, num jogo desses, de R$800,00 ou R$1.000,00. Vocês estão entendendo? Quando falo, gente, não estou aqui para bater em político, não. Estou aqui para falar do sistema, como o sistema é vicioso, como o sistema é covarde. Enquanto você vai ver um jogo desse... Um monte de gente falou: “Tinha vontade de ir ao jogo do Brasil e Argentina”. Mas, com um ingresso de R$600,00, R$800,00, R$1.000,00, R$1.500,00, quem vai? Que trabalhador vai a um jogo desse? Mas, podem dar de cortesia: cortesia para o governador, para o deputado, para quem for. Aí é que está o erro. Quer dizer: faz graça para quem tem condição, e aquele que não tem condição tem que pagar mais de R$1.500,00.

E só para falar que eu estive com o governador, jamais vou… No dia em que o seu Agostinho estiver aqui, ele é prova disto: nunca fui ao presidente para pedir nada para ele, cargo ou o que for. Então, quero mostrar que o que falo aqui – sou novidade aqui também –, tudo que falo pratico. Então, se o Agostinho quiser me desmentir, aqui, pode fazer o mesmo. Se o Romeu Zema quiser me desmentir também, pode. Estive lá com ele, para a gente tratar sobre as questões dessa fiscalização que estou fazendo dos ônibus. Falou que vai entregar agora, na semana que vem. Fui tratar também sobre os hospitais regionais. Jamais vou ao governador para pedir cargo para ele, indicação. Estou tentando aguentar os que trabalham comigo. Dá o maior trabalho para mim, e vou ter que indicar mais gente? É nisto que a política tem que mudar: o toma lá, dá cá. Não estou nem aí para PSDB; para PT; para MDB; para Cidadania, que é o meu; para Novo. É tudo farinha do mesmo saco, gente. Parem, pelo amor de Deus, de defender partido. A gente chegou a esse estado caótico, num Brasil caótico, foi por causa de ficar defendendo partido e ficar defendendo político de estimação.

O próprio Moro, se ele foi certo ou se foi errado… Estou vendo gente idolatrando o Moro. O que ele fez na Justiça, se fez certo, não fez mais que a obrigação. Se eu trabalhar por quatro anos aqui e for honesto, não é mais que a minha obrigação. Quero que as pessoas me respeitem, não quero que as pessoas me idolatrem, não. A única pessoa que a gente idolatra neste mundo é Jesus Cristo. Esse amor por política, essa idolatria por partido… Vamos idolatrar o povo, vamos idolatrar as pessoas! Parem com esse trem de partido, gente, com essa briga, essa égua aí.

Quero ver quem vai ser contra a privatização aqui. Vou pegar a lista, na hora em que vierem falar que são contra a privatização. Vou pegar a lista e ver as indicações que têm na Copasa e na Cemig. Indicação do PT, do PSDB, do Novo, do MDB, do PSL, do PTB, de tudo. Na hora em que vierem criticar, na hora em que vierem falar: “Não, não devem privatizar a Copasa, não”, a gente traz uma lista, aqui, enorme, uma lista grande mesmo, e mostra o que é a Copasa. Sabem o que é a Copasa? A Copasa é um cabide de empregos. É só para isso que ela serve aqui, em Minas Gerais. É simples: se você perguntar ao povo mineiro, hoje… Faça uma pesquisa, vá a qualquer canto de Minas Gerais onde a Copasa presta serviço e pergunte se o povo está satisfeito. Alguma mudança, neste estado, a respeito da Copasa, tem que se fazer. Hoje, um cidadão, para colocar um poste, tem que pagar o poste; para colocar um braço de luminária, tem que pagar um braço de luminária. Está tudo errado. Está tudo errado. Se precisar privatizar, até falei com o Zema: Zema, Copasa e Cemig, pode trazer para cá que a gente desembola aqui, a minha parte eu vou fazer.

O deputado Bruno Engler (em aparte) – Deputado Cleitinho, concordo com V. Exa. na questão das privatizações. Acho que isso tem que ser muito bem trabalhado aqui, nesta Casa.

Queria só voltar à questão que V. Exa. tinha colocado em relação ao jogo do Brasil, no Mineirão, às autoridades que estavam presentes. Estive no Mineirão, nessa terça-feira. Tive a honra de integrar a comitiva da Presidência da República. Gostaria de dizer que o presidente da República, os seus ministros e autoridades… Infelizmente, a gente vive um cenário em que não dá para ficar na arquibancada, porque a gente viu que existem pessoas que, lamentavelmente, não sabem divergir na política e partem para a violência. Tanto que ele sofreu uma tentativa de assassinato. Mas ele foi convidado pela organização. Tive o prazer de ver o presidente sendo ovacionado pelas pessoas, com aplausos, aos gritos de “mito”. E, numa posição de liderança política, o presidente não pode se distanciar do povo, ficar confinado no Palácio do Planalto ou no Palácio da Alvorada. Então, acho que foi uma posição, sim, para estar próximo do povo, acompanhando a Seleção Brasileira, que é orgulho do Brasil, jogando o nosso futebol, que é o esporte nacional.

Eu até entendo a crítica que V. Exa. faz ao governador, porque, na campanha, ele disse que era contra esse tipo de coisa. Eu faço essa defesa. Eu sei que V. Exa. não citou o presidente, mas faço a defesa do presidente, dos ministros, dos nossos líderes políticos, que estavam ali, próximos à população, representando o governo em um evento esportivo.

O deputado Cleitinho Azevedo* – Parabéns, Bruno. Se a Seleção Brasileira é um orgulho, é um orgulho para você; para mim, ela não é um orgulho. Para mim, orgulho vou ter na hora em que a gente cuidar mais da saúde do Brasil, na hora em que a gente cuidar mais da segurança do Brasil. Aí, sim, para mim vai ser orgulho. Na hora em que a gente deixa de se preocupar com o Estado, na hora em que a gente deixa de se preocupar com as crianças, com os professores, para dar importância à seleção, não.

Na Copa do Mundo, em 2014, foram roubados bilhões e bilhões. O 7 a 1 foi só uma justiça de Deus, para este Brasil tomar vergonha na cara. Acho que está tudo errado. Vamos dar importância a quem chora. Quem está alegre, que continue alegre, mas vamos pegar essas pessoas que estão chorando e fazer essas pessoas se alegrarem também.

Para finalizar a minha fala, como é que a política tem o dom de mudar! Eu queria enaltecer o nosso deputado estadual que está aqui, o Douglas Melo. Uma conterrânea minha de Divinópolis veio me questionar uma coisa. Eu quero mostrar isso aqui, porque eu acho que a hora que é para falar bem a gente tem que falar. A política, quando você faz o bem, é uma das melhores formas que existe para transformar uma vida. Ela veio me questionar que… Só para terminar, presidente Cristiano, essa estava precisando de uma cirurgia, mas não conseguia fazer a cirurgia dentro de Divinópolis de maneira nenhuma. Ela tentou, fez de tudo. Ela procurou o Douglas no ano passado, quando ele era deputado estadual. O Douglas Melo interveio e fez toda a diferença na vida dela. Se hoje ela está viva, como ela me disse, foi por causa dele.

Política, para mim, é isso. Ela é minha conterrânea, da minha cidade. E porque ela é conterrânea eu tenho que ficar é feliz por ela. Aí eu não vou valorizar o Douglas, que fez isso por ela? Eu tenho que valorizar o Douglas, sim. “Ah, mas, se você valorizar ele, você vai fazer ele ter votos em Divinópolis”. E daí se ele tiver votos lá em Divinópolis? Se for para ajudar a minha cidade e a minha cidade melhorar com emprego, com saúde, eu tenho que ficar é feliz por ele e pela minha cidade.

Então a minha política é diferente. Quando eu vou a uma cidade - “Ah é do fulano, é do beltrano” –, eu vou lá é para ajudar, é para agregar, é para somar. Eu não vou lá para atrapalhar. Então, vamos parar de fazer essa política de individualismo, de egoísmo, porque isso não leva a nada. A política é coletiva, e qualquer deputado que quiser ir a minha cidade para poder ajudar a cidade vai me deixar muito feliz. Há deputado que está mandando emenda lá para o Hospital São João de Deus.

Eu estou esperando a sua visita, viu, presidente? Você foi bem votado lá. Você olhe para Divinópolis. Eu quero que vocês mandem muito para Divinópolis. Quanto mais mandar para a minha cidade, para mim é melhor. A minha cidade vai melhorar, e eu tenho que ficar é feliz com isso. Eu não tenho que ficar triste por causa disso. Graças a Deus, na política, uma coisa que eu nunca vou ter – vocês podem conviver comigo, 4, 8, 10 anos – é vaidade. Muito obrigado, Sr. Presidente.

* – Sem revisão do orador.

O presidente – Com todo o respeito, deputado Cleitinho, a minha ajuda ao Município de Divinópolis será definida pelo critério do mandato do deputado.