DEPUTADO ÁLVARO ANTÔNIO (PSB)
Discurso
Lê o Relatório das Atividades da Assembléia Legislativa relativo ao ano
de 2001.
Reunião
321ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 14ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 22/12/2001
Página 42, Coluna 3
Assunto (ALMG).
Legislatura 14ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 22/12/2001
Página 42, Coluna 3
Assunto (ALMG).
321ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª
LEGISLATURA, EM 20/12/2001
Palavras do Deputado Álvaro Antônio
O Sr. Secretário (Deputado Álvaro Antônio) - (- Lê:)
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS NA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª LEGISLATURA
A Mesa da Assembléia, no exercício da competência que lhe confere
o inciso III do art. 79 do Regimento Interno, apresenta o
relatório das atividades desta Casa na 3ª Sessão Legislativa
Ordinária da 14ª Legislatura.
I - Apresentação
Um parlamento moderno não pode ser avaliado apenas pelo número de
leis que produz. A instituição possui junto à sociedade uma missão
muito mais complexa, que se desdobra em suas funções
institucionais: legislar, fiscalizar e oferecer um espaço à
manifestação do pensamento e da vontade dos diversos segmentos
sociais, visando transformar as diferenças em diálogo e este em
soma de esforços para a construção do bem comum.
Nesse sentido, a lei de qualidade, capaz de introduzir
transformações positivas nas relações sociais, é fruto de um longo
processo, que passa necessariamente pela consulta à população e
pelo debate exaustivo.
A fiscalização não se esgota na verificação contábil, mas inclui
necessariamente uma avaliação das políticas públicas, tanto no que
toca à sua execução quanto à efetividade de seus resultados.
Por outro lado, o parlamento deve constituir-se em um lugar em
que a diversidade de interesses, de opiniões e de opções
ideológicas se expresse e se componha, dirigindo a ação do Estado
em benefício de todos, especialmente dos excluídos.
Essas premissas fundamentaram as diretrizes da Mesa para os
trabalhos desta Assembléia em 2001, seja em Plenário, seja no
âmbito das comissões permanentes e temporárias, seja nos eventos
institucionais que a Casa promoveu ou apoiou.
Os tempos difíceis que o Estado atravessa exigiram que as ações
fossem pautadas pelo realismo, mas por um realismo sempre
temperado com a preocupação social. Com os pés na terra, buscou-se
tirar o máximo dos recursos escassos, investindo-os em três
projetos prioritários:
- o incremento do processo de interiorização do trabalho da
Assembléia, com ênfase nas questões regionais;
- o aprimoramento do exercício da função fiscalizadora, mediante
a avaliação e o controle sistemáticos da execução das políticas
públicas;
- o aperfeiçoamento da integração com a sociedade.
Com o objetivo de tornar a Assembléia cada vez mais presente no
interior do Estado, as comissões se deslocaram para todos os
quadrantes de Minas, para conhecer de perto os problemas e as
reivindicações das comunidades locais. Em Almenara, Curvelo,
Divinópolis, Governador Valadares, Juiz de Fora, Machado, Montes
Claros, Passos, Patos de Minas, Paracatu, Teófilo Otôni e Uberaba
aconteceram audiências públicas da CPI do Preço do Leite, criada
para apurar os mecanismos de formação do preço do leite na
indústria e no comércio e investigar indícios de cartelização. A
Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia deslocou-se
para todas as regiões mineiras, para discutir com representantes
da sociedade o quadro de nossa educação pública e colher
informações para avaliar o plano de carreira do magistério. A
Comissão de Turismo, Indústria e Comércio foi a Jacutinga,
Alfenas, Pompéu, Ubá e Lima Duarte para analisar, junto com as
populações desses municípios, estratégias para o incremento da
atividade turística e o desenvolvimento regional. A Comissão de
Meio Ambiente e Recursos Naturais foi a Nova Lima para verificar o
resultado do desastre ecológico provocado pelo rompimento da
barragem de contenção de rejeitos da Mineração Rio Verde. Os danos
ambientais causados pela extração do minério de ferro levaram os
Deputados a promover audiências públicas em Itabirito e Vazante e
visitas para inspeção em Sabará, Caeté, Confins e Lagoa Santa.
Por meio do Fórum Desenvolvimento Econômico Regional, os eventos
promovidos pela Assembléia deixaram o Palácio da Inconfidência
para facilitar a participação dos cidadãos do interior do Estado e
estudar os problemas onde eles se fazem sentir com mais
intensidade.
Integrando esse fórum, o Encontro Cultural da Província de
Ardósia de Minas Gerais, que teve lugar em setembro, no Centro
Social da Cidade de Papagaio, foi de grande importância para os
segmentos ligados à extração, ao beneficiamento e à
comercialização do produto, que é um dos pilares da economia do
Centro-Oeste mineiro.
O seminário Modernização do Comércio como Alternativa para o
Desenvolvimento Regional mobilizou Divinópolis e Nova Serrana em
torno do debate dos problemas e das perspectivas da indústria do
vestuário, culminando no lançamento do Plano de Ações Estratégicas
para o Desenvolvimento Sustentável de Divinópolis.
Em Alto Rio Doce, o Seminário de Desenvolvimento Regional
Microrregião da Mantiqueira reuniu os Municípios de Alto Rio Doce,
Brás Pires, Capela Nova, Catas Altas da Noruega, Cipotânea,
Desterro do Melo, Dores do Turvo, Divinésia, Itaverava, Lamim,
Mercês, Paula Cândido, Piranga, Porto Firme, Presidente Bernardes,
Rio Espera, Santana dos Montes, Senador Firmino, Senhora de
Oliveira, Senhora dos Remédios e Silveirânia para propor
estratégias de desenvolvimento por meio da elaboração de projetos
sociais e políticas públicas em áreas prioritárias.
O 1º Fórum Interestadual sobre Preservação e Desenvolvimento
Sustentável do Grande Lago, em Tupaciguara, foi mais uma
iniciativa desta Casa para discutir os problemas regionais no
lugar em que eles se apresentam.
Com grande sucesso, foi promovido, em cidades-pólo, o seminário
Administração Pública Competente, com a finalidade de oferecer aos
quadros administrativos municipais a oportunidade de aprofundar e
reciclar conhecimentos sobre temas importantes, como técnica
legislativa, redação oficial, organização e procedimentos
regimentais, gestão financeira e orçamentária, aspectos jurídicos
e securitários da Lei de Responsabilidade Fiscal. A iniciativa foi
pioneira e contribuiu para responder a uma grande demanda por
informações, num tempo de mudanças substanciais nas regras da
administração pública. O trabalho foi complementado com a formação
de 28 novas turmas do curso de Administração Pública Competente,
que funcionaram em Belo Horizonte. Ao todo, inscreveram-se no
programa 3.187 participantes.
No esforço visando à capacitação de agentes públicos municipais,
utilizaram-se, além de cursos presenciais, recursos como
publicações e vídeos didáticos.
Em seu diálogo com o interior, a instituição incrementou o uso
dos recursos da mídia e da informática. Foram inauguradas 15 novas
estações da TV Assembléia, levando a um público ampliado uma grade
de programação variada, que alia a cobertura do trabalho
legislativo a informações de utilidade pública, cultura e lazer.
Hoje são disseminadas informações para mais de 160 emissoras de
rádio.
Em 2001, o aprimoramento da função fiscalizadora da Assembléia
deu-se, principalmente, por uma utilização eficaz das comissões
parlamentares de inquérito e das comissões especiais.
Entre as primeiras, três concluíram os trabalhos durante este
ano, encaminhando suas conclusões ao Executivo, ao Judiciário e ao
Ministério Público, para as providências cabíveis. As CPIs das
Licitações, do Fundo Somma e da Saúde obtiveram, ainda durante seu
funcionamento, resultados importantes no sentido de coibir
práticas administrativas inadequadas e prejudiciais ao Estado.
Espera-se que, com os respectivos desdobramentos nos órgãos para
os quais foram remetidas as conclusões, seus efeitos ganhem ainda
mais efetividade.
Instaladas no segundo semestre deste ano, as CPIs do Preço do
Leite, das Carvoarias e da Mina de Morro Velho, pelo ritmo que
imprimiram às apurações, têm sido acompanhadas com vivo interesse
pelos segmentos sociais relacionados aos respectivos objetos de
investigação. A CPI do Preço do Leite já mostra seus primeiros
resultados, sob a forma do Projeto de Lei nº 1.900/2001, que
modifica a política tributária sobre o leite e seus derivados,
favorecendo, de modo especial, os pequenos e médios produtores e
tornando o setor mais competitivo.
Entre as comissões especiais que funcionaram em 2001, destacam-se
a da Lei Robin Hood, que procedeu a estudos sobre a legislação
relativa ao rateio da parcela de arrecadação do ICMS destinada aos
municípios, a do Ensino Superior, a das Máquinas “Off-line”, a do
BDMG, a do Esporte, a do Programa de Concessão de Rodovias e a da
Prostituição Infantil.
Ainda em funcionamento, a Comissão Especial do Código de
Trânsito, das Multas e Taxas já conseguiu a redução de diversos
tributos e deu início à discussão, pela sociedade, da justeza e da
eficácia das multas de trânsito.
A função fiscalizadora tem sido, ainda, exercida incansavelmente
pelas comissões permanentes em seu âmbito de competência,
ressaltando-se o encaminhamento dado às denúncias apresentadas
pelos cidadãos.
No que se refere à integração entre o Legislativo e a sociedade,
a Casa assegurou, em 2001, a continuidade dos projetos integrantes
do programa Educação para a Cidadania: Cidadão Mirim, voltado para
estudantes do ensino fundamental; Caminhos da Democracia, cujo
público-alvo são os alunos do ensino médio, e Jornada
Universitária, dedicada aos que cursam o ensino superior. Merece
destaque o projeto Melhor Idade, estruturado para atender aos
representantes da terceira idade. O curso de Educação para a
Cidadania, disponibilizado pela Internet, foi reformulado,
adquirindo o formato de cartilha eletrônica.
O Programa de Formação de Lideranças Comunitárias, concebido para
dar apoio às organizações não governamentais, especialmente no que
se refere à formação e capacitação de lideranças efetivas e
comprometidas, ofereceu 3 turmas para o Curso de Lideranças
Comunitárias, atingindo um universo de 340 inscritos, entre
representantes de associações comunitárias, entidades de classe,
agentes públicos, Prefeitos e Vereadores.
Neste ano, o Curso Básico de Assessoria Parlamentar, que
dissemina informações sobre o trabalho da Assembléia a integrantes
de diversos órgãos públicos e entidades da iniciativa privada,
teve a adesão de 98 participantes.
Entre os principais instrumentos para o aprimoramento das
relações entre o Legislativo e a sociedade, estão os eventos
promovidos ou apoiados pela Casa. Além do seminário Administração
Pública Competente e do fórum Desenvolvimento Econômico Regional,
foi realizada uma série importante de encontros.
A Assembléia de Minas, que sempre foi sensível às questões do
gerenciamento das águas e da produção de energia, redobrou, em
2001, seus esforços para buscar soluções para os problemas
atinentes a esses setores.
Motivada, de um lado, pela preocupação ambiental; de outro, pelas
íntimas relações entre o gerenciamento das águas e a própria
soberania; de outro, ainda, pelas dúvidas sobre as privatizações e
pelo acirramento da crise energética, a instituição liderou um
grande movimento, intitulado “Minas em Defesa das Águas”, que
envolveu os mais significativos segmentos da população mineira. O
ponto alto da mobilização foi a realização de seis ciclos de
debates, que tiveram por temas a desverticalização da CEMIG, a
defesa das águas de Minas, o colapso energético brasileiro, o
gerenciamento das águas em âmbito interamericano, a gestão das
águas no caso do rio Uberaba e a proteção ambiental na bacia do
rio das Velhas. Os eventos foram complementados por um fórum
técnico sobre as alternativas energéticas e pela comemoração dos
500 anos do rio São Francisco.
A preocupação com o social e a resistência a um modelo inadequado
de globalização econômica motivaram outra série de eventos.
Legislativo e sociedade se uniram na busca de respostas nos fóruns
técnicos Alternativas para o Desenvolvimento Social e Minas por um
Outro Mundo, esse último em preparação para o Fórum Social Mundial
de 2002. As iniciativas em prol de um novo modelo de sociedade
tiveram o ápice num grande seminário legislativo sobre o
voluntariado. Ainda na linha do social, foram realizados os ciclos
de debates A Educação que Nós, Surdos, Queremos e Acupuntura e
Terapias Afins: Métodos Complementares de Assistência à Saúde.
Ao lado das outras missões do Poder Legislativo, o exercício da
função legiferante apresentou resultados notáveis no corrente ano.
Cerca de 673 proposições foram cuidadosamente analisadas pela
Casa, sob os diversos aspectos de constitucionalidade e mérito,
várias delas debatidas exaustivamente com os segmentos sociais
interessados e 91 transformadas em normas jurídicas.
Em 2001, foram promulgadas pela Assembléia de Minas três emendas
à Constituição.
A Emenda à Constituição nº 49 originou-se de proposta cujo
primeiro signatário foi o Deputado Antônio Júlio. Por ela, a Carta
mineira foi adequada ao disposto na Emenda à Constituição nº
19/98, que lançou as bases da reforma administrativa. A Emenda nº
49 veio para resolver sérios problemas do funcionalismo público
estadual, especialmente dos ocupantes de função pública, que, por
falta de legislação adequada, vinham sendo vítimas de inaceitável
injustiça.
A Emenda à Constituição nº 50/2001, oriunda de proposta do
Governador do Estado, tem por objetivo a proteção do patrimônio do
Estado, ao obrigar que a alienação de empresas públicas e de
sociedades de economia mista estaduais tenha a autorização de seu
dono - o povo mineiro -, ouvido mediante um plebiscito ou um
referendo.
A Emenda à Constituição nº 51/2001 teve como origem uma
iniciativa cuja primeira signatária foi a Deputada Elbe Brandão.
Ela visa ao incentivo ao turismo em Minas, por meio do estudo do
tema nas escolas mineiras.
Duas leis complementares de grande importância foram promulgadas
em 2001. A Lei nº 60/2001 modifica a Lei Básica de Organização da
Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, visando enfatizar o
policiamento florestal e rural. A Lei de nº 61/2001 altera a Lei
Orgânica do Ministério Público, criando novas Promotorias
especializadas e consolidando o PROCON.
Neste ano, 81 novas leis passaram a figurar no ordenamento
jurídico estadual, abrangendo matérias de diversas áreas. Sobre a
saúde, por exemplo, produziram-se normas sobre o controle dos
preços dos medicamentos e sobre a prevenção e detecção de casos de
lesão por esforço repetitivo. Sobre segurança pública, foram
editadas, entre outras, leis sobre a proibição do trote nas
calouradas e sobre a utilização, de forma integrada, pelas
Polícias Civil e Militar, dos sistemas de informação pertencentes
a órgãos e entidades da administração pública. Sobre o incentivo
ao comércio e à industrialização de produtos típicos mineiros, foi
promulgada uma lei sobre a cachaça de Minas e outra criando o Pró-
Pequi, para incentivar o cultivo, a extração, o consumo e a
comercialização dos frutos nativos do cerrado.
Também no âmbito da prática legiferante, esta Assembléia
contribuiu para a solução da crise energética, ao aprovar a lei
que destina recursos à implantação da Usina Hidrelétrica de Irapé.
O meio ambiente foi contemplado com dispositivos legais que
criaram a Área de Proteção Ambiental Fazenda Capitão Eduardo,
declararam o trecho mineiro do rio São Francisco patrimônio
cultural, paisagístico e turístico do Estado e criaram a Medalha
500 Anos Rio São Francisco.
O modelo administrativo do Estado foi aperfeiçoado com a
aprovação de duas leis. Uma delas transformou cargos no Quadro de
Pessoal da Educação, e outra instituiu o cadastro de fornecedores
impedidos de licitar e contratar com a administração pública
estadual.
No segundo semestre deste ano, a Assembléia promulgou a Resolução
nº 5.200/2001, que fixa as normas sobre a remuneração e as verbas
indenizatórias do Deputado Estadual. Esse diploma legal oferece
resposta a uma demanda da opinião pública por maior transparência
nas práticas empreendidas no interior dos parlamentos.
Visando a dar maior publicidade aos atos da administração e a
promover o equilíbrio entre a receita e a despesa na gestão do
Estado, tramitam na Casa proposições que merecem ser destacadas. A
Proposta de Emenda à Constituição nº 61/2001, cujo primeiro
signatário é o Deputado Rogério Correia, pretende instituir o teto
salarial na administração pública estadual. A Proposta de Emenda à
Constituição nº 73/2001, da Bancada do PL, proíbe a concessão, na
mesma legislatura, de mais de uma anistia fiscal. O Projeto de Lei
nº 1.775/2001, da CPI das Licitações, determina que a divulgação
de informações sobre as licitações seja feita por meio da
Internet. O Projeto de Resolução nº 1.803/2001, da Mesa da
Assembléia, dispõe sobre a criação e a implementação do Sistema
Integrado de Administração Financeira da Assembléia Legislativa do
Estado de Minas Gerais (SIAFI-Assembléia), que promete dar total
transparência à administração da instituição.
Mudanças positivas nas rotinas parlamentares, com real benefício
para a população, é o que promete a Proposta de Emenda à
Constituição nº 69/2001, cujo primeiro signatário é o Deputado
Ivair Nogueira, e que amplia a duração da sessão legislativa,
reduzindo consideravelmente o recesso parlamentar. Na mesma linha
e em consonância com o que já ocorreu na Câmara dos Deputados, o
Projeto de Resolução nº 1.802, de autoria da Mesa, institui
procedimentos disciplinares relativos à ética e ao decoro
parlamentar.
Na área da segurança pública, tramitam na Casa algumas
proposições que merecem menção especial. Tendo como primeiro
signatário o Deputado Agostinho Silveira, a Proposta de Emenda à
Constituição nº 72 cria a Polícia Ambiental Militar.
De iniciativa do Governador do Estado, encontram-se em tramitação
três proposições: o Projeto de Lei Complementar nº 41/2001, que
contém o novo estatuto da Polícia Militar; o Projeto de Lei nº
1.439/2001, que institui o Código de Ética da Polícia Militar, e o
Projeto de Lei nº 1.613/2001, que dispõe sobre a prevenção contra
incêndios e pânico, já encaminhado ao Governador do Estado, para
sanção.
Um dos resultados da CPI da Saúde foi a Proposta de Emenda à
Constituição nº 74, que fixa o prazo para o encaminhamento à
Assembléia dos nomes dos titulares designados para o provimento de
cargo de Presidente de autarquia e de fundação pública.
Num tempo em que muito se fala em responsabilidade fiscal, está
sendo examinada nesta Casa uma proposição que trata da
responsabilidade social. É o Projeto de Lei nº 1.478/2001, do
Deputado Ambrósio Pinto, que cria o Índice Mineiro de
Responsabilidade Social. Na mesma linha, tendo como preocupação a
geração de emprego e renda, tramita o Projeto de Lei nº
1.512/2001, do Deputado Chico Rafael, que dispõe sobre o programa
de fomento ao desenvolvimento das microempresas e das empresas de
pequeno porte, já encaminhado ao Governador do Estado, para
sanção.
Finalmente, cumpre ressaltar que a Mesa da Assembléia promoveu,
em 2001, concurso público para o preenchimento de vagas nos
quadros técnicos da instituição, desfalcados pelo grande número de
aposentadorias, ocorridas principalmente em razão da Emenda à
Constituição nº 20, que promoveu, em âmbito nacional, a reforma da
Previdência. O órgão determinou, ainda, várias medidas de
racionalização do uso de energia, como estratégia para colaborar
para a redução da crise energética. Graças à adequação dessas
providências, conseguiu-se substancial economia de eletricidade,
sem prejudicar o andamento dos trabalhos legislativos.
O ano de 2001 foi um tempo em que a Casa conciliou a consolidação
e o amadurecimento de projetos já em execução com o lançamento de
novas iniciativas. Com realismo e preocupação social, a Assembléia
de Minas conseguiu avanços notáveis no sentido de prestar um bom
serviço à gente mineira, especialmente aos mineiros do interior do
Estado e àqueles afetados pelo modelo excludente que comanda a
globalização econômica.
2 - Atividade institucional
Neste relatório, a atividade institucional abrange o trabalho de
elaboração legislativa e controle externo, desenvolvido no âmbito
do Plenário e das comissões, a atuação da Mesa da Assembléia no
exercício de sua competência regimental, além das diversas ações
que tiveram como objeto estimular o exercício da cidadania e
fortalecer os mecanismos de participação da sociedade civil.
2.1 - Elaboração legislativa e controle externo
2.1.1 - Plenário
Durante a 3ª Sessão Legislativa Ordinária da 14ª Legislatura, em
197 reuniões deliberativas de Plenário, tramitaram mais de 670
proposições, das quais 92 foram transformadas em normas jurídicas.
Cerca de 370 matérias foram submetidas a deliberação conclusiva
das comissões, e 233 delas integram hoje o ordenamento jurídico do
Estado.
Entre as inúmeras matérias de interesse da sociedade mineira
aprovadas na Assembléia, ao longo desta sessão legislativa,
merecem destaque as seguintes:
- Emenda à Constituição nº 49, cujo primeiro signatário é o
Deputado Antônio Júlio, tem por objetivo adequar o texto da
Constituição mineira ao disposto na Emenda à Constituição nº
19/98. A aprovação dessa emenda representa um importante passo
para a solução de sérios problemas relacionados com o
funcionalismo estadual, especialmente com os ocupantes de função
pública.
- Emenda à Constituição nº 50/2001 - originada de proposta do
Governador do Estado, visa inserir na Constituição dispositivo
prevendo que seja submetido à aprovação popular, mediante
plebiscito ou referendo, o processo de alienação de empresas
públicas e de sociedades de economia mista estaduais.
- Emenda à Constituição nº 51/2001 - tendo como primeira
signatária a Deputada Elbe Brandão, a proposta, aprovada e
promulgada, objetiva valorizar o turismo em Minas Gerais, por meio
da promoção, nas escolas, de estudos acerca do tema.
- Lei Complementar nº 60/2001 - modifica a Lei Básica de
Organização da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais,
incluindo, em suas unidades operacionais, grupamentos voltadas
para o policiamento florestal e rural.
- Lei Complementar nº 61/2001 - altera a lei orgânica do
Ministério Público, criando novas Promotorias especializadas,
voltadas, principalmente, para a proteção dos direitos difusos, e
efetiva, no âmbito da instituição, a existência do PROCON.
Além dessas matérias, foram sancionadas ou promulgadas, no
corrente ano, mais de 300 leis ordinárias, entre as quais vale
citar as seguintes:
- Lei nº 13.818/2001 - proíbe a prática do trote e de atividade
violenta nas calouradas realizadas em instituição ou órgão
integrante do sistema estadual de ensino.
- Lei nº 13.820/2001 - dispõe sobre a criação de sistema
centralizado de controle de preços de medicamentos no Estado.
- Lei nº 13.824/2001 - altera dispositivos da Lei nº 13.163, de
20 de janeiro de 1999, que promove a adequação da lei orgânica do
Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais
- IPLEMG - às normas constitucionais e dá outras providências.
- Lei nº 13.866/2001 - dispõe sobre procedimentos especiais para
a prevenção e a detecção de casos de lesão por esforço repetitivo
- LER.
- Lei nº 13.913/2001 - altera a redação do art. 3º da Lei nº
11.721, de 29 de dezembro de 1994, que cria e transforma cargos no
Quadro de Pessoal da Educação e dá outras providências.
- Lei nº 13.928 /2001 - cria a Medalha 500 anos - Rio São
Francisco.
- Lei nº 14.007/2001 - declara o trecho mineiro do rio São
Francisco patrimônio cultural, paisagístico e turístico do Estado
e dá outras providências. Essa norma, como a anteriormente citada,
integra um conjunto de atividades realizadas no Estado para
comemorar os 500 anos da descoberta da foz do rio São Francisco.
- Lei nº 13.949/2001 - estabelece o padrão de identidade e as
características do processo de elaboração da cachaça de Minas e dá
outras providências.
- Lei nº 13.954/2001 - autoriza o Poder Executivo a destinar,
para a implantação da Usina Hidrelétrica de Irapé, recursos
provenientes de dividendos ou juros sobre o capital próprio
recebidos da Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG - e dá
outras providências.
- Lei nº 13.958/2001 - cria a Área de Proteção Ambiental - APA -
Fazenda Capitão Eduardo e dá outras providências.
- Lei nº 13.965/2001 - cria o programa mineiro de incentivo ao
cultivo, à extração, ao consumo, à comercialização e à
transformação do pequi e dos demais frutos e produtos nativos do
cerrado - Pró-Pequi.
- Lei nº 13.968/2001 - regulamenta o art. 297 da Constituição do
Estado, determinando a utilização, de forma integrada, pelas
Polícias Civil e Militar, dos sistemas de informação relativos a
segurança pública pertencentes a órgãos e entidades da
administração pública estadual.
- Lei nº 13.994/2001 - institui o cadastro de fornecedores
impedidos de licitar e contratar com a administração pública
estadual.
- Lei nº 14.044/2001 - dispõe sobre a realização de referendo e
plebiscito no Estado.
Deve-se salientar, ainda, a Resolução n.º 5.200/2001, que fixa
normas sobre a remuneração e as verbas indenizatórias do Deputado
Estadual. Essa proposição, elaborada pela Assembléia no momento em
que grande parte da imprensa e da opinião pública questionavam os
mecanismos de remuneração dos parlamentares estaduais, constitui
um inegável avanço rumo à transparência dos atos do Poder
Legislativo.
Apreciadas e aprovadas pelo Plenário, nas últimas reuniões
realizadas em 2001, são dignas de registro, entre outras, as
seguintes proposições: Projeto de Resolução nº 1.803/2001, da Mesa
da Assembléia, que dispõe sobre a criação e a implementação do
Sistema Integrado de Administração Financeira da Assembléia
Legislativa do Estado de Minas Gerais – SIAFI-Assembléia. A
apresentação desse projeto demonstra a preocupação da Assembléia
de conferir maior transparência ao processo de representação
político-parlamentar e de estreitar a relação - tão necessária
para o fortalecimento da democracia em nosso País - do Legislativo
com a sociedade.
Também foram aprovados, no final desta sessão legislativa, os
Projetos de Lei nºs 1.478/2001, do Deputado Ambrósio Pinto, que
cria o Índice Mineiro de Responsabilidade Social, e 1.512/2001, do
Deputado Chico Rafael, que dispõe sobre o programa de fomento ao
desenvolvimento das microempresas e das empresas de pequeno porte
do Estado de Minas Gerais- Micro Geraes - e estabelece tratamento
diferenciado nos campos administrativo, tributário, creditício e
de desenvolvimento empresarial a elas aplicável.
Após muita polêmica, foi aprovado o Projeto de Lei nº 162/99, do
Deputado Ronaldo Canabrava, que dispõe sobre o parcelamento dos
débitos do IPVA.
De iniciativa do Governador do Estado, foi aprovada pelo Plenário
a proposição que dispõe sobre a prevenção contra incêndios e
pânico no Estado de Minas Gerais. Essa matéria assumiu importância
ainda mais ampla, tendo em vista o trágico incêndio ocorrido
recentemente, em casa de espetáculos de Belo Horizonte. Além de
outras matérias do interesse da população mineira, o Governador
Itamar Franco submeteu ao exame do Plenário diversos projetos
versando sobre modificações a serem introduzidas na administração
pública do Estado.
Outra proposição relevante do Governador do Estado aprovada pelo
Plenário desta Casa é o Projeto de Lei nº 1.422/2001, que dispõe
sobre a criação do Instituto de Desenvolvimento do Norte e
Nordeste de Minas Gerais – IDENE – e dá outras providências.
Com relação às matérias cuja tramitação ainda não foi encerrada,
cabe assinalar o Projeto de Resolução nº 1.802/2001, da Mesa da
Assembléia, que estabelece procedimentos disciplinares relativos à
ética e ao decoro parlamentar e dá outras providências. A
regulamentação da atividade parlamentar, consubstanciada na
apresentação, na discussão e na aprovação de um código de ética, é
matéria que se encontra no centro da agenda política nacional,
especialmente após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do seu
Código de Ética e Decoro Parlamentar, em tramitação há cerca de
dez anos.
Estão, ainda, sob o exame do Plenário proposições de iniciativa
deste Poder que devem ser ressaltadas: as Propostas de Emenda à
Constituição nºs 16/2001, da lavra do Deputado Rogério Correia,
que institui o teto salarial na administração pública estadual de
Minas Gerais; 69/2001, do Deputado Ivair Nogueira, que visa
alterar o art. 53 da Constituição do Estado, visando à ampliação
da sessão legislativa e à conseqüente redução do recesso
parlamentar; 72/2001, cujo autor é o Deputado Agostinho Silveira e
tem por objeto a criação da Polícia Ambiental Militar e permitir
que os Praças e Oficiais lotados em unidades do Batalhão da
Polícia Florestal façam a opção pela permanência na PMMG ou pela
integração à Polícia Ambiental Militar; 73/2001, da Bancada do PL,
que acrescenta o parágrafo 3º ao art. 152 da Constituição do
Estado, proibindo a concessão, na mesma legislatura, de mais de
uma anistia fiscal relativa a débitos decorrentes de arrecadação
de receitas tributárias, e 74/2001, da CPI da Saúde, que pretende
acrescentar parágrafo ao art. 62 da Constituição do Estado, com o
objetivo de fixar o prazo para o encaminhamento à Assembléia dos
nomes dos titulares designados para o provimento do cargo de
Presidente de autarquia e fundação pública; os Projetos de Lei nºs
1.756/2001, do Deputado Amilcar Martins, que revoga e altera
dispositivos da Lei nº 13.803, ao modificar critérios para a
distribuição da parcela da receita do produto da arrecadação do
ICMS pertencente aos municípios; 1.775/2001, da CPI das
Licitações, que altera a Lei nº 9.444, ao determinar a divulgação
de informações sobre as licitações e os contratos por meio da
Internet; 1.877/2001, do Deputado Paulo Piau, que visa à criação
do Programa Estadual de Incentivo à Produção de Leite – Pró-
Leite.
2.1.2 - Comissões
No decorrer do ano 2001, visando acompanhar as constantes
mudanças observadas na sociedade e atender às exigências dos novos
tempos, as comissões permanentes desta Casa intensificaram seus
trabalhos, com a discussão de temas atuais e de relevância, no
âmbito da competência legislativa e fiscalizadora da Assembléia e,
especialmente, na esfera de atuação de cada um desses órgãos
colegiados. Para tanto, foi realizado um grande número de
audiências públicas, com a participação cada vez mais
significativa de cidadãos, órgãos e entidades públicas ou
privadas, além de várias reuniões com convidados.
Entre os assuntos importantes discutidos nas comissões,
destacamos, na Comissão de Saúde, a apresentação de trabalho sobre
a regionalização da saúde e a destinação dos recursos da área. Na
Comissão de Turismo, houve ampla discussão sobre a terceira idade,
a preservação da Lagoa da Pampulha e o potencial turístico dessa
região. A Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização dedicou-
se, especialmente, ao problema da piscicultura, semidesativada do
vale do Jequitinhonha. Na Comissão do Trabalho, da Previdência e
da Ação Social, o debate sobre a massa falida da UNISA gerou
várias reuniões e uma visita ao Fórum de Contagem; discutiu-se,
também, a paralisação dos servidores do IMA, a correção dos
proventos dos aposentados do INSS e a Campanha Nacional de
Valorização da Residência Médica. Na Comissão de Defesa do
Consumidor, houve discussão sobre a falta de água em diversos
bairros da Capital e os erros verificados nas contas dos
consumidores. Na Comissão de Transporte, Comunicação e Obras
Públicas, houve debates sobre a liberação dos recursos financeiros
do PRONAF para as obras de infra-estrutura nos municípios; na
Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial, a fiscalização
sanitária e a inspeção da produção artesanal do queijo-de-minas,
feito à base de leite cru, foi motivo de grande discussão. A
Comissão de Direitos Humanos, com o objetivo de atender às
inúmeras reivindicações da sociedade, abriu espaço para as
denúncias das pessoas que acreditam no trabalho desenvolvido pela
comissão na defesa dos direitos e das garantias individuais. Um
grande número de denúncias foi recebido, também, por intermédio do
Fale com as Comissões. A Comissão de Fiscalização Financeira e
Orçamentária, atenta a suas competências regimentais, preocupou-se
em discutir amplamente os projetos mais polêmicos, com ênfase para
os projetos da anistia fiscal e do FUNDERUR. As Comissões de
Administração Pública e de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia
realizaram debate público, respectivamente, sobre os temas “A
Extensão do SIMPLES para as Empresas Prestadoras de Serviços” e “A
Inserção Social da Raça Negra”.
Há, ainda, que se ressaltar a importante atuação das Comissões
Interestaduais Parlamentares de Estudos para o Desenvolvimento
Sustentável das Bacias dos Rios São Francisco e Doce.
Mas, certo de que as reuniões e debates realizados na Capital não
bastavam para detectar as reais necessidades da população das
diversas regiões do Estado, o Legislativo mineiro deu início, já
há algum tempo, a um processo de interiorização de suas ações. Foi
segundo esse propósito que a Assembléia, no decorrer do ano,
manteve aberto um canal direto de comunicação com o interior de
Minas, possibilitando efetiva participação do cidadão nas
discussões dos problemas sociais e econômicos que afetam
diretamente a comunidade a que pertence e permitindo aos
parlamentares aprofundar seus conhecimentos sobre a realidade de
cada município.
Movidas por esse espírito e conscientes de suas responsabilidades
democráticas, as comissões permanentes e especiais da Assembléia
marcaram presença nas diferentes regiões do Estado, com o objetivo
de identificar os problemas que mais afligem a população, discutir
e apontar soluções concretas e específicas para cada caso. Cumpre
ressaltar o trabalho efetuado pela CPI do Preço do Leite, criada
com o objetivo de apurar os mecanismos de formação do preço do
leite na indústria e no comércio e investigar indícios existentes
de cartelização. Essa CPI realizou audiências públicas nos
Municípios de Montes Claros, Almenara, Curvelo, Juiz de Fora,
Paracatu, Patos de Minas, Passos, Uberaba, Teófilo Otôni,
Governador Valadares, Machado e Divinópolis.
Ciente da necessidade de democratização do trabalho legislativo,
a Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia realizou
audiências em todas as regiões do Estado, com a finalidade de
discutir com representantes da sociedade organizada o panorama da
educação pública em Minas Gerais e colher subsídios para o Plano
de Carreira do Magistério. Por sua vez, a Comissão de Turismo,
Indústria e Comércio promoveu audiências públicas para discussão,
em Jacutinga, de temas como a implementação do turismo no
município e nos demais, que compõem o Circuito das Malhas; em
Alfenas, a implantação do circuito sul-mineiro de turismo; em
Pompéu, a potencialidade turística da região; em Ubá, o movimento
popular pró-desenvolvimento da região e, finalmente, no Município
de Lima Duarte, os problemas que envolvem o Parque Estadual do
Ibitipoca.
A Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais teve, também,
efetiva participação no processo de interiorização e realizou
visitas e audiências públicas em várias cidades do interior do
Estado. Destaca-se a visita da Comissão para a verificação, “in
loco”, do desastre ecológico ocorrido na região de Nova Lima,
quando do rompimento da barragem de contenção de rejeitos da
Mineração Rio Verde, o que motivou a realização de importante
debate nesta Casa, com a presença de autoridades, técnicos e
representantes da comunidade local. A discussão sobre os danos
ambientais causados pela extração de minério de ferro foi uma
outra preocupação da Comissão, que, para tratar do assunto,
realizou audiências públicas nos Municípios de Vazante e Itabirito
e visitas aos Municípios de Sabará, Caeté, Confins, Lagoa Santa.
Além dos temas citados, a execução da política estadual de
gerenciamento dos recursos hídricos do Estado constituiu
importante foco de debate da Comissão.
Neste ano de 2001, vale reiterar que, com a intensificação do
processo de interiorização das ações do Legislativo mineiro, as
reuniões realizadas fora da Capital contaram com a participação
crescente e efetiva de parlamentares, técnicos e da sociedade
local, atuando conjuntamente no levantamento e na discussão das
questões afetas às diversas regiões do Estado. Acrescente-se,
ainda, que diversas proposições em tramitação nesta Casa são fruto
do trabalho desenvolvido junto às comunidades, na tentativa de
solucionar os problemas suscitados nas audiências públicas e nas
visitas realizadas. É importante ressaltar, também, o papel
desempenhado pelos técnicos da Casa, com a finalidade de subsidiar
a ação dos Deputados e contribuir para a tradução, em atos
concretos, dos anseios e das demandas da sociedade.
Além das atividades mencionadas, o pleno exercício das
atribuições constitucionais do Poder Legislativo requer, ainda,
que este Poder se preocupe com a criação de comissões temporárias,
de acordo com as normas regimentais, para o estudo de matérias
determinadas e a apuração de acontecimentos de relevante interesse
para a vida pública e para a ordem constitucional, legal,
econômica e social do Estado. Assim, para atender essa previsão
constitucional e as pressões sociais, foram criadas inúmeras
comissões parlamentares de inquérito e comissões especiais, ao
longo desta sessão legislativa. Entre as comissões especiais que
funcionaram e tiveram seus trabalhos encerrados em 2001, destacam-
se a Comissão Especial da Lei Robin Hood, que procedeu a estudos
sobre a legislação relativa ao rateio da parcela de arrecadação do
ICMS destinada aos municípios; a Comissão Especial do Ensino
Superior, que discutiu a política de educação superior e
possibilitou a abertura de um fórum permanente de ensino superior
no Estado; a Comissão Especial do BDMG, que realizou estudos sobre
o processo histórico de capitalização e a situação financeiro-
orçamentária atual do BDMG. Além dessas, concluíram suas
atividades ao longo dessa sessão legislativa, entre outras, as
Comissões do Código de Trânsito, das Multas e das Taxas. Esta
última, é bom lembrar, obteve resultados concretos, com a redução
de diversas taxas.
Continuarão seus trabalhos, na próxima sessão legislativa, a
Comissão Especial das Máquinas “Off-Line”, que está realizando
estudos sobre o funcionamento das máquinas interativas “off-line”
no Estado de Minas Gerais e já realizou viagens a São Paulo, Rio
de Janeiro, Forianópolis e Joinville, com a finalidade de
pesquisar formas de legalização desse tipo de máquinas nessas
cidades; a Comissão Especial do Esporte, que empreende estudos
sobre a formação de uma política para o desenvolvimento do
esporte, de políticas de apoio e incentivo à formação de atletas
no Estado e sobre a privatização do Mineirão; a Comissão Especial
do Programa de Concessão de Rodovias, que procede a estudos sobre
a viabilidade do Programa de Concessão de Rodovias Federais em
Minas Gerais, especialmente a BR-459 e a Comissão Especial de
Prostituição Infantil no Estado. Constituídas no final do ano em
curso, deverão estar em atividade, na próxima sessão legislativa,
a Comissão Especial dos Servidores Designados, que tem por meta
analisar a situação funcional dos servidores estaduais designados,
em especial, na área da educação, e a Comissão Especial dos
Projetos de Prevenção de Incêndio, que tem por objetivo apurar os
fatos denunciados pela imprensa mineira com relação ao possível
favorecimento, pelo Centro de Atividades Técnicas - CAT - do Corpo
de Bombeiros, na aprovação de projetos de prevenção de incêndio em
construções urbanas e promover a apuração desses fatos junto à
Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.
Com a instituição de várias comissões parlamentares de inquérito,
o Poder Legislativo, além de exercer sua função fiscalizadora,
procurou sanear irregularidades administrativas e, ao final dos
trabalhos, propôs mudanças, encaminhou suas conclusões ao Poder
Judiciário, ao Ministério Público ou à Procuradoria do Estado,
conforme o caso. Os membros das diversas CPIs criadas em 2001
realizaram audiências públicas com a participação de entidades da
sociedade civil, convocaram autoridades, além de convidar cidadãos
para prestar depoimento e repassar informações a respeito dos
fatos investigados. As Comissões Parlamentares de Inquérito
constituídas, na forma do art.102 do Regimento Interno, que
atuaram no corrente ano foram as seguintes:
- CPI das Licitações
Início: 24/3/2000. Término: 26/4/2001. Objetivo: apurar as
possíveis irregularidades nos processos licitatórios realizados
com dispensa ou inexigibilidade de licitação pelo Governo do
Estado, a partir de janeiro de 1995.
- CPI do Fundo SOMMA
Início: 3/4/2000. Término: 23/4/2001. Objetivo: apurar as
possíveis irregularidades na execução de obras municipais
financiadas com recursos do Fundo SOMMA.
- CPI da Saúde.
Início: 5/7/2001. Término: 13/9/2001. Objetivo: apurar as
denúncias sobre corrupção na Secretaria de Estado da Saúde,
apontadas pelo ex-Secretário, Deputado Adelmo Carneiro Leão,
abrangendo desde a emissão de notas falsas a superfaturamento na
FUNED, além da terceirização desnecessária para a lavagem de
roupas na FHEMIG.
- CPI do Preço do Leite.
Início: 23/8/2001. Objetivo: apurar os mecanismos de formação do
preço de leite na indústria e no comércio e investigar indícios
existentes de cartelização.
- CPI das Carvoarias.
Início: 20/9/2001. Objetivo: investigar as condições de trabalho
dos profissionais que atuam na indústria extrativa de Minas
Gerais.
- CPI da Mina do Morro Velho
Início: 15/11/2001. Objetivo: apurar possíveis irregularidades
nas minas exploradas pela Mineração Morro Velho Ltda., com sede no
Município de Nova Lima, relacionadas com as condições de trabalho
nas minas, acordos individuais e coletivos de trabalho, valores e
forma de pagamento das indenizações aos portadores de silicose e
grau de dano social causado pela doença na região.
- CPI do Sistema Prisional de Ribeirão das Neves e de outros
Municípios
Início: 6/12/2001. Objetivo: apurar o funcionamento do sistema
prisional de Ribeirão das Neves e de outros municípios,
verificando a possível participação do poder público, com grupos
criminosos organizados, no esquema de facilitação de fuga, tráfico
de drogas, liberdade e soltura extralegal.
2.2 - Mesa da Assembléia
A Mesa da Assembléia, no exercício das competências que lhe são
atribuídas pelo Regimento Interno, desenvolveu um intenso programa
de ação, buscando novos patamares de eficiência e qualidade para
os trabalhos da Assembléia, alinhado a um modelo de eficiência. O
imperativo de transparência e austeridade orientou as iniciativas
do órgão à procura da racionalização dos procedimentos
administrativos, com vistas à redução de custos e à otimização dos
resultados.
É importante ressaltar que o cumprimento da Lei de
Responsabilidade Fiscal, que impõe sérias limitações aos
administradores públicos, representou uma preocupação constante
para a Mesa da Assembléia na sessão legislativa que se encerra.
Como resultado de um controle mais rigoroso do gasto público, a
Assembléia Legislativa conseguiu significativa redução de
despesas, especialmente no que se refere ao dispêndio com pessoal.
Pela análise dos relatórios de gestão fiscal, publicados no
“Diário do Legislativo” e disponibilizados na página da Assembléia
na Internet, verifica-se que o gasto da Casa com pessoal está
abaixo do limite legal, fixado em 2,65% da receita corrente
líquida, para o exercício de 2001. No período de setembro de 2000
a agosto de 2001, foram mantidos índices de 2,42%, e, no período
de janeiro a agosto de 2001, de 2,31%.
Entre as principais normas de iniciativa da Mesa da Assembléia,
destacam-se a Resolução nº 5.198/2001, que modifica a estrutura
administrativa da Secretaria da Assembléia, e a Resolução n°
5.200/2001, que fixa normas sobre a remuneração e as verbas
indenizatórias do Deputado Estadual.
A Resolução nº 5.198/2001 valoriza a estrutura gerencial e de
assessoramento, com a regulamentação dos cargos e funções de
gerenciamento, e redistribui as atribuições das diretorias, com
vistas a racionalizar seus procedimentos e otimizar seus
resultados. A organização administrativa, de acordo com o que
dispõe essa resolução, foi regulamentada pelas Deliberações da
Mesa nºs 2.042, 2.043, 2.055, 2.057e 2.136/2001.
A Resolução nº 5.200/2001 consolida em um só texto legal as
normas já existentes que dispõem sobre a remuneração dos
parlamentares, estabelecendo os componentes da remuneração e da
verba indenizatória, assim como a sistemática e as condições para
o reembolso mensal das despesas que poderão ser indenizadas, o que
foi regulamentado pela Deliberação da Mesa nº 2108, de 28/9/2001.
Constitui, portanto, um inegável avanço rumo à transparência dos
atos do Poder Legislativo.
Entre as matérias cuja tramitação ainda não foi encerrada,
destacam-se o Projeto de Resolução nº 1.802/2001, que estabelece
procedimentos disciplinares relativos à ética e ao decoro
parlamentar; o Projeto de Resolução nº 1.803/2001, que dispõe
sobre a criação e a implementação do Sistema Integrado de
Administração Financeira da Assembléia Legislativa do Estado de
Minas Gerais SIAFI-Assembléia; e o Projeto de Resolução nº
1.804/2001, que dispõe sobre o apoio às atividades de
representação político-parlamentar e dá outras providências.
A regulamentação da atividade parlamentar, consubstanciada na
apresentação, discussão e aprovação de um código de ética, é
matéria que se encontra no centro da agenda política nacional,
especialmente após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do seu
Código de Ética e Decoro Parlamentar, em tramitação há cerca de
dez anos.
A apresentação do Projeto de Resolução nº 1.803/2001 demonstra a
preocupação da Assembléia Legislativa de conferir maior
transparência ao processo de representação político-parlamentar e
de estreitar a relação - tão necessária ao fortalecimento da
democracia em nosso País - do Legislativo com a sociedade. O
projeto estabelece que esta Casa adotará, em 45 dias contados da
data de publicação da resolução, os procedimentos necessários para
a implantação do SIAFI-Assembléia e disponibilizará a todos os
interessados o demonstrativo mensal da execução orçamentária,
segundo a natureza da despesa, bem como o Relatório de Gestão
Fiscal. Os dados estarão disponíveis na Internet e também serão
publicados no “Diário do Legislativo”.
O Projeto de Resolução nº 1.804/2001, entre outras providências,
suspende, a partir de 1º/1/2002, os dispositivos que regulamentam
o desenvolvimento do servidor na carreira referentes à progressão,
à promoção e à Gratificação de Incentivo ao Aperfeiçoamento
Funcional, fixando o prazo de 90 dias para a apresentação de novo
sistema, baseado em critérios que avaliem o seu desempenho. Com o
objetivo de propiciar a participação dos servidores no processo de
aperfeiçoamento do plano de carreira, foi promovido na Casa um
seminário, no período de 29/10 a 30/11/2001.
Entre as decisões da Mesa, destaca-se a que determina que sejam
realizados estudos para verificar as medidas que devem ser
implementadas no âmbito interno da instituição, considerando a
promulgação da Emenda à Constituição nº 49, de 13/6/2001. Entre
outras modificações introduzidas no texto constitucional do
Estado, ela regulariza a situação de mais de 18 mil detentores de
função pública. Destacam-se, ainda, as decisões da Mesa que visam
assegurar a redução do consumo de energia elétrica, como a que
adota critérios para as convocações das reuniões noturnas de
Plenário.
2.3 - Atividades institucionais para estimular o exercício da
cidadania e fortalecer os mecanismos de participação da sociedade
civil
2.3.1 - Defesa dos recursos hídricos e energéticos
Um dos fatos políticos e econômicos mais marcantes do ano de 2001
no País foi a crise energética, que deixou à beira do colapso o
fornecimento de energia elétrica e obrigou o governo a adotar a
política de racionamento, afetando hábitos, gastos e projetos das
empresas, do setor público e da população em geral.
Nesse contexto, a discussão sobre os recursos hídricos e
energéticos brasileiros tornou-se um dos temas prioritários nos
eventos promovidos pela Assembléia no decorrer do ano, dentro da
diretriz de estar sempre em sintonia com os problemas e as
demandas da sociedade.
Assim, a Casa lançou, no dia 26/4/2001, em parceria com mais de
70 instituições do setor público e da sociedade civil, o Movimento
Minas em Defesa das Águas, destinado a discutir a situação dos
recursos hídricos e energéticos e a buscar soluções para a crise
de energia em que o País se encontra.
Entre os fatores que levaram a Assembléia a promover o Movimento,
destacam-se algumas ações ou projetos provenientes do Governo
Federal, como aqueles relativos à privatização de Furnas, à
divisão da CEMIG, à transposição das águas do rio São Francisco, à
nova política de saneamento (em discussão na Câmara Federal) e à
interrupção de investimentos nas empresas estatais dos setores
hídrico e energético.
No dia 15/3/2001, a Casa já havia promovido o Ciclo de Debates
Desverticalização da CEMIG, em vista da premência que o assunto
exigia: a ameaça de divisão da empresa nas áreas de geração,
transmissão, distribuição e comercialização. Tal divisão,
pretendida pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL -,
preocupava a Assembléia por se constituir em um passo para a
privatização da CEMIG e pela possibilidade de trazer prejuízos
para a empresa, para o Estado e para o consumidor, por meio do
aumento de tarifas. O debate produziu subsídios importantes para
os Deputados analisarem projeto sobre o assunto, encaminhado à
Assembléia pelo Poder Executivo Estadual, e contribuiu para
reforçar o movimento, que se estava articulando no Estado, pela
preservação da CEMIG em sua estrutura integrada.
Na seqüência das ações do Minas em Defesa das Águas, a Assembléia
participou, no dia 1º/5/2001, no Município de Capitólio, onde se
localiza a hidrelétrica, de uma manifestação contra a privatização
de Furnas, por considerar que a empresa, responsável pela geração
de energia para cerca de 90 milhões de brasileiros, é um
patrimônio não só de Minas, mas de todo o País. À frente dessa
participação, estava a Frente Jorge Hannas contra a Privatização
de Furnas - constituída por parlamentares de todos os partidos
políticos e regiões do Estado -, atuando ao lado de associações,
sindicatos e outras organizações representativas da sociedade.
Assim como no caso da CEMIG, a manifestação contribuiu para
reforçar o movimento contrário às pretensões do Governo Federal.
No dia 7/5/2001, a Casa promoveu o Ciclo de debates Minas em
Defesa das Águas, no qual foram discutidos os temas “Água: Vida e
Cidadania”, “Privatização de Furnas”, “Política Nacional de
Saneamento” e “Transposição das Águas do Rio São Francisco”.
Transmitido ao vivo, pela TV Assembléia, para Belo Horizonte e
mais de 100 cidades do interior de Minas, o evento teve como
objetivo mobilizar forças políticas e sociais em torno dessas
questões, num momento em que os noticiários e as declarações
oficiais já preparavam a população brasileira para o racionamento
de água e energia.
A iniciativa seguinte do Movimento foi o Ciclo de Debates Colapso
Energético e Alternativas para a Crise, no dia 13/6/2001.
Discutindo questões como a política de privatização das
hidrelétricas estatais, a falta de investimentos no setor e os
impactos do racionamento - já então em vigor -, o evento objetivou
levantar propostas para a estruturação de um sistema energético
que garanta, sem sobressaltos ou desequilíbrios entre oferta e
demanda, o fornecimento de energia de que a população brasileira
necessita. Durante o ciclo de debates, a Assembléia lançou uma
cartilha - distribuída posteriormente a entidades como
associações, sindicatos e instituições de ensino, em todas as
regiões do Estado - contendo informações básicas sobre as causas
da crise energética e do racionamento de energia.
A Casa publicou também, posteriormente, um número especial da
“Revista do Legislativo”, com artigos de autoridades e
especialistas do setor energético, abordando diversos aspectos da
crise, dirigida principalmente a pessoas e instituições formadoras
de opinião.
No dia 21/6/2001, a Assembléia realizou o Ciclo de Debates Pré-
Diálogo Interamericano de Gerenciamento de Águas, encontro
preparatório para o IV Diálogo Interamericano de Gerenciamento de
Águas, que iria ocorrer em Foz do Iguaçu, PR. Um dos temas
centrais desse encontro foi a proposta de formação da CIPE Paraná-
Platina, congregando os Estados de Minas, Goiás, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do
Sul e Distrito Federal, nos quais se localizam as nascentes dos
rios Grande e Paranaíba, principais afluentes do Paraná.
O passo seguinte para a criação dessa CIPE foi o Ciclo de Debates
Gestão das Águas: Rio Uberaba e a Bacia do Rio Paraná, realizado
no dia 17/8/2001, em Uberaba, no qual foram discutidos problemas
específicos da região, a gestão dos recursos hídricos em Minas e
no Brasil, e recursos técnicos e financeiros para a implantação de
projetos no setor.
No IV Diálogo Interamericano de Gerenciamento de Águas, nos dias
2/0/2001 a 6/9/2001, em Foz do Iguaçu, a Assembléia teve uma
participação especial, relatando as experiências da Comissão
Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento
Sustentável da Bacia do Rio São Francisco - CIPE São Francisco - e
da CIPE Rio Doce, nas quais estão envolvidas as Assembléias
Legislativas dos Estados de Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe,
Alagoas e Espírito Santo.
A reestruturação e o revigoramento dessas duas CIPEs também
fizeram parte das ações do Movimento Minas em Defesa das Águas,
juntamente com a realização de audiências públicas, a cargo das
comissões temáticas da Casa, sobre assuntos relacionadas à crise
energética, e visitas às regiões do Estado onde se localizam os
comitês de bacias hidrográficas, com o objetivo de incentivar o
seu pleno funcionamento e fomentar entre as populações locais a
participação nos programas voltados para a preservação dos
recursos hídricos.
Nos dias 18/10/2001 e 19/10/2001, a Assembléia promoveu o Fórum
Técnico Alternativas Energéticas, no qual foram abordadas, por
especialistas e autoridades vinculadas ao setor, as diversas
possibilidades de enfrentamento da crise dos recursos hídricos e
energéticos. Conjuntura energética brasileira, pequenas centrais
hidrelétricas, energia eólica, energia solar, microdestilarias de
álcool, uso da biomassa e financiamento de projetos foram alguns
dos temas discutidos no encontro. Paralelamente às exposições e
debates, foram mostradas, em diversos estandes, novidades
tecnológicas referentes ao aproveitamento de energia.
A Assembléia também promoveu, como parte das atividades do Minas
em Defesa das Águas, uma homenagem a pessoas e instituições que
contribuíram ou estejam contribuindo para a preservação da bacia
hidrográfica do rio São Francisco. A homenagem consistiu na
entrega da Medalha 500 Anos - Rio São Francisco, no dia 4/10/2001,
em São Roque de Minas, município onde se localiza a nascente do
rio.
No dia 9/11/2001, realizou-se o Ciclo de Debates Proteção
Ambiental na Bacia do Rio das Velhas: Situação Atual e
Perspectivas, com vistas a discutir questões hidrográficas e
ambientais relacionadas a essa região do Estado. Banhando 51
municípios da região Central de Minas, de Ouro Preto a Pirapora,
abrangendo uma população de aproximadamente 4 milhões de pessoas,
o rio das Velhas, principal afluente do São Francisco, passa por
um processo de intensa degradação. As exposições e discussões do
evento centraram-se na situação das unidades de conservação
existentes na bacia hidrográfica, com enfoque especial nas Áreas
de Proteção Ambiental - APAs.
2.3.2 - Desafios da administração pública
Ao serem eleitos, em outubro do ano passado, os Prefeitos e
Vereadores mineiros que agora cumprem seus mandatos tinham diante
de si o desafio de administrar seus municípios num contexto de
muitas demandas e escassos recursos. Para aqueles que ocupavam
pela primeira vez o cargo, outro desafio: o de entender os
processos políticos e administrativos que envolvem os assuntos
públicos municipais.
Atenta a essa situação, a Assembléia promoveu, em 18 cidades-pólo
do Estado, nos meses de janeiro a maio de 2001, o Seminário
Administração Pública Competente, com o intuito de discutir as
questões afetas aos Prefeitos e Vereadores, assim como subsidiar
suas ações, tendo em vista, fundamentalmente, a nova realidade
política e administrativa representada pela Lei de
Responsabilidade Fiscal.
Nesses encontros, que também tiveram como público-alvo os
Secretários Municipais e assessores parlamentares dos municípios
da área de influência das cidades-pólo, foram ainda temas de
debates e exposições as funções específicas do Executivo e do
Legislativo, bem como a importância da interação com a sociedade
civil nas tarefas de planejamento, fiscalização e acompanhamento
das políticas públicas.
Procurou-se, em resumo, orientar os Prefeitos e Vereadores com
relação a suas áreas de competência, suas responsabilidades, os
trâmites legais para viabilizarem seus projetos, as dificuldades
políticas e financeiras que afetam os Estados e os municípios e os
caminhos para obtenção de recursos que possibilitem a execução de
programas em diversas áreas de atendimento à população.
Como parte desse trabalho, a Assembléia ofereceu às Prefeituras e
Câmaras Municipais fitas de vídeo contendo 12 aulas sobre
organização do Estado, administração pública e funcionamento do
Poder Legislativo, além do “Manual de Informações Úteis para o
Funcionamento das Câmaras Municipais”, elaborado com base na
legislação, no qual são examinados diversos problemas de interesse
dos legisladores municipais.
O seminário foi realizado nas cidades de Montes Claros, Paracatu,
Patos de Minas, Pouso Alegre, Teófilo Otôni, Governador Valadares,
Uberlândia, Varginha, Uberaba, Juiz de Fora, Ipatinga, Ponte Nova,
Curvelo, Pirapora, São Sebastião do Paraíso, Belo Horizonte, Pará
de Minas e Araçuaí.
2.3.3 - Desenvolvimento social
Os problemas sociais crônicos com que convivemos - como as
carências nas áreas de saúde, educação, moradia, saneamento,
emprego - requerem ações conjuntas, envolvendo o poder público, o
setor empresarial e a sociedade civil. Em vez de transferir
responsabilidades, é preciso unir esforços, fazer parcerias para
viabilizar programas e projetos que contribuam para reduzir os
impactos da exclusão social.
Esse entendimento levou a Assembléia a definir o tema
“Desenvolvimento Social” como um dos mais relevantes entre as
iniciativas que iria pôr em prática no decorrer de 2001. Assim,
procurou exercer o papel de mediadora entre os setores envolvidos
com essa causa, realizando debates, disponibilizando sua
estrutura, levantando subsídios para aprimorar a legislação
pertinente, com o objetivo de estimular e viabilizar ações
voltadas para o desenvolvimento social.
O Fórum Alternativas para o Desenvolvimento Social foi a
principal iniciativa resultante dessa proposta. A Fase I do Fórum
consistiu em exposições e debates, no dia 18/5/2001, abordando o
tema “Captação de Recursos”, com apresentação de fontes de
financiamento, no âmbito do Governo, da iniciativa privada e da
própria sociedade civil, para o desenvolvimento de projetos
sociais. Esse evento atraiu cerca de 1.200 pessoas, que ocuparam
inteiramente o Plenário, os auditórios e os Plenarinhos da Casa.
A Fase II do projeto foi a elaboração e distribuição de uma
cartilha, que sintetizou o conteúdo das exposições e debates do
dia 18/5/2001. Dirigida a pessoas e entidades que se dedicam a
atividades de promoção social, como instituições filantrópicas,
assistenciais, associações, ONGs e empresas, a cartilha contém
informações básicas sobre fontes e formas de captação de recursos;
deduções legais para contribuições a programas culturais e de
promoção dos direitos da criança e do adolescente; e elaboração de
projetos na área social.
A Fase III do projeto consistiu na realização do Seminário
Legislativo sobre Voluntariado, nos dias 3/12/2001 a 5/12/2001,
tendo como objetivo discutir a atuação, os entraves e as
possibilidades do trabalho voluntário, na busca de sugestões e
contribuições para fortalecê-lo. Transmitido ao vivo, pela TV
Assembléia, para aproximadamente 100 cidades, de todas as regiões
de Minas, o evento inseriu-se nas programações do Ano
Internacional do Voluntariado e do Dia Internacional do
Voluntariado, comemorado em 5/12/2001. As propostas apresentadas e
discutidas no seminário resultaram em um documento final, que irá
subsidiar ações legislativas, executivas e de pessoas e entidades
integradas à causa do voluntariado.
Ainda na área do desenvolvimento social, a Assembléia participou,
no mês de janeiro, em Porto Alegre, RS, do Fórum Social Mundial,
durante o qual distribuiu 1.000 fitas de vídeo e 4 mil exemplares
da “Revista do Legislativo”, contendo as principais discussões do
Fórum Políticas Macroeconômicas, realizado pela Casa no ano de
2000.
Nos dias 29/8/2001 a 31/8/2001, realizou-se o Fórum Minas por um
Outro Mundo, preparatório para o Fórum Social Mundial de 2002,
debatendo os seguintes temas: a questão da terra, a produção da
riqueza e a reprodução social, as relações do trabalhador, a
questão urbana, a questão das águas, poder político e ética na
nova sociedade, mobilizações populares, integração nas ações
mobilizadoras existentes, denúncia dos malefícios causados pelo
sistema capitalista globalizado e neoliberal, divulgação do Comitê
Mineiro, ampliando seu espaço e integrando as lutas, o
endividamento brasileiro e as eleições de 2002, globalização,
neoliberalismo e financeirização do capital, e dívidas e
orçamentos públicos.
2.3.4 - Desenvolvimento regional
Outra iniciativa de destaque entre as ações da Assembléia no
campo da interlocução com a sociedade foram os encontros sobre
desenvolvimento regional. Esses eventos destinaram-se a discutir,
com o empresariado, setores públicos e comunidades envolvidas,
propostas e ações voltadas para o desenvolvimento econômico
regional, consideradas as demandas e potencialidades comuns a
certos grupos de municípios.
O primeiro deles foi o Encontro Cultural da Província de Ardósia
de Minas Gerais, nos dias 5/9/2001 a 7/9/2001, na cidade de
Papagaio. Nesse encontro, promovido juntamente com a Prefeitura
Municipal, a Associação Comercial e Industrial da cidade e a
Associação dos Mineradores de Ardósia de Minas Gerais, discutiram-
se formas de estimular as atividades ligadas à produção, ao
beneficiamento e à comercialização da ardósia, carro-chefe da
economia dos municípios do Centro-Oeste do Estado que compõem a
Província de Ardósia de Minas Gerais, responsável pela quase
totalidade da extração e das exportações brasileiras do produto.
No dia 30/10/2001, a Casa realizou, em Divinópolis, o Seminário
Modernização do Comércio como Alternativa para o Desenvolvimento
Regional. Esse Seminário, que contou com a presença das lideranças
políticas e empresariais da região, discutiu os problemas e
perspectivas da indústria do vestuário (tecidos, calçados e
roupas) nos pólos de Divinópolis e Nova Serrana. Durante o evento
houve o lançamento do Plano de Ações Estratégicas para o
Desenvolvimento Sustentável de Divinópolis.
O encontro seguinte foi o Seminário de Desenvolvimento Regional -
Microrregião da Mantiqueira, nos dias 10/11/2001 e 11/11/2001, na
cidade de Alto Rio Doce. O objetivo foi discutir a realidade dos
municípios dessa microrregião e propor opções para o seu
desenvolvimento, por meio da elaboração de projetos sociais e
políticas públicas, em áreas como as de saúde, educação, meio
ambiente, estradas, turismo, administração municipal, atividades
produtivas e associativismo. Buscou-se ainda estimular a
integração dos municípios e a promoção de parcerias com entidades
governamentais e não governamentais, com vistas a viabilizar um
modelo de desenvolvimento sustentável para a região.
Nos dias 13/12/2001 e 14/12/2001, em Tupaciguara, a Assembléia
promoveu, em parceria com a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e
outras instituições do município, o 1º Fórum Estadual sobre
Preservação e Desenvolvimento Sustentável do Grande Lago. O
encontro teve por objetivo discutir os problemas e as
potencialidades econômicas (principalmente as turísticas) da
região banhada pelo lago de Furnas e localizada no Triângulo e em
Goiás, abrangendo, do lado de Minas, os Municípios de Tupaciguara,
Uberlândia, Araguari e Araporã e, do lado de Goiás, os Municípios
de Itumbiara, Corumbaíba, Buriti Alegre e Anhangüera.
2.3.5 - Outros eventos
A Assembléia realizou ainda, no decorrer de 2001, diversos outros
eventos, atendendo a demandas de setores específicos da sociedade.
No dia 18/6/2001, promoveu o Ciclo de Debates O Regime Tributário
e as Empresas Mineiras, destinado a discutir principalmente a
situação das pequenas e médias empresas do Estado, que se queixam
da carga tributária a que são submetidas. Por meio desse evento, a
Casa abriu espaço para uma ampla exposição de razões, informações
e esclarecimentos - por parte das empresas e do Governo -, em
busca de opções que favoreçam o desenvolvimento econômico e social
do Estado.
Outro ciclo de debates, no dia 25/6/2001, centrou-se no tema
“Acupuntura e Terapias Afins: Métodos Complementares de
Assistência à Saúde”. A discussão da acupuntura e de outros
métodos terapêuticos alternativos e complementares à medicina
tradicional teve por objetivo subsidiar a análise de projeto de
lei em tramitação na Assembléia Legislativa, autorizando o Poder
Executivo a criar o Serviço de Acupuntura e Terapias Afins nas
unidades de saúde e nos hospitais mantidos pelo poder público ou a
ele vinculados.
Nos dias 5/11/2001 e 6/11/2001, a Casa promoveu o Fórum Técnico
“Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica de Minas
Gerais: Crise e Perspectivas. Esse Fórum dedicou-se a discutir os
problemas do setor tecnológico em Minas Gerais, tendo em vista a
carência de estrutura e de recursos humanos e materiais em que se
encontra, e a elaboração de políticas públicas que resultem no
fortalecimento e na integração das instituições de pesquisa do
Estado.
“A Educação Que Nós, Surdos, Queremos” foi o tema do ciclo de
debates realizado no dia 10/12/2001. O objetivo foi discutir a
realidade das pessoas surdas e o processo educacional que diz
respeito a elas, com enfoque em aspectos como adequação das
escolas, cumprimento e aperfeiçoamento da legislação, formação
profissional, relações com a família e a comunidade. Por meio
desse evento, a Assembléia abriu espaço para uma ampla discussão
sobre o tema, levando em conta especificidades como processos de
comunicação e identidade cultural, com vistas a uma melhor
integração dos surdos à vida em sociedade.
2.3.6 - Memória política
O Projeto Memória Política de Minas consiste na coleta de
depoimentos e na publicação de livros sobre políticos que tiveram
participação expressiva na vida do Estado.
Em 2001, as atividades desse Projeto consistiram em pesquisa,
elaboração de roteiro, tomada de depoimento e preparação do livro
sobre o ex-Governador Rondon Pacheco; e pesquisa sobre a vida e o
contexto de atuação política do ex-Governador Aureliano Chaves.
3 - Secretaria da Assembléia
No decorrer do ano de 2001, a Secretaria da Assembléia
Legislativa, no cumprimento de suas finalidades institucionais,
ofereceu suporte técnico, logístico e instrumental às atividades
parlamentares, em harmonia com as diretrizes da Mesa da
Assembléia.
Comprovando a preocupação permanente com a capacitação e a
atualização de seus servidores, em diferentes níveis de
escolaridade, abrangendo as áreas administrativa e parlamentar, a
Secretaria da Assembléia, por intermédio da Escola do Legislativo,
ofereceu, entre outros, os seguintes cursos: Redação Oficial,
Regimento Interno e Dinâmica do Processo Legislativo e Proposta
Orçamentária para 2002. Atendeu, ainda, a demandas de capacitação
de servidores identificadas por diversos setores da Casa, tais
como as Gerências-Gerais de Administração de Pessoal, Finanças e
Contabilidade, de Sistemas de Informações e da Coordenação de
Cerimonial e Relações Públicas. Exemplos dessa iniciativa, que
visa aliar o conhecimento teórico à prática, são os cursos de
Concessão de Benefícios aos Segurados do INSS, Legislação de
Custeio da Previdência Social, Cerimonial e Etiqueta, Arquivos do
Legislativo: Aspectos Conceituais e Práticos, Execução Financeira
e Contábil com o Uso do Sistema de Administração Financeira e
Contábil Integrado - SAFCI - e Gestão do Conhecimento. Em parceria
com o Sistema FIEMG, foi ministrado o Telecurso de 1º Grau,
atendendo à demanda de escolarização de 62 servidores, no nível
fundamental. Deu-se continuidade, também, ao Curso de
Especialização em Poder Legislativo, oferecido pela Escola em
parceria com o Instituto de Educação Continuada da PUC-MG, que
contou com a participação não só de servidores da Casa como do
público externo.
No que se refere ao Programa de Apoio ao Parlamentar, que vem
sendo implementado pela Secretaria da Assembléia Legislativa, vale
salientar a palestra sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal,
promovida pela Escola do Legislativo para os Deputados, além de
vários cursos para as chefias de gabinete, contemplando os
aspectos técnicos do uso dos recursos de informática.
A Escola esteve diretamente envolvida na realização do Seminário
Administração Pública Competente, que aconteceu nas principais
cidades do Estado. Complementando esse trabalho de interiorização,
foram oferecidas 28 novas turmas do Curso de Administração Pública
Competente em Belo Horizonte. Seminário e curso envolveram a
participação de 3.187 interessados. Como apoio didático nessa
área, a Escola providenciou nova edição do Manual de Informações
Úteis para as Câmaras Municipais, bem como a produção, em parceria
com a TV Assembléia, de 11 aulas em vídeo, relativas ao Curso de
Agentes Públicos, que deram origem a 2 mil cópias, distribuídas às
Câmaras e Prefeituras Municipais do Estado. A Escola ofereceu
também o Curso de Lideranças Comunitárias, que atingiu um total de
340 participantes, entre representantes de associações
comunitárias, entidades de classe, agentes públicos, Prefeitos e
Vereadores. Em termos quantitativos gerais, a Escola do
Legislativo atendeu, durante 2001, a um público de 5.158 pessoas.
Cabe registrar, ainda, que encontra-se em fase final o
planejamento do Curso de Formação Introdutória à Carreira do
Servidor da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais,
destinado aos servidores aprovados no concurso para provimento de
68 cargos técnicos em várias especialidades, que deverão tomar
posse em 2002.
Dando andamento ao Programa de Desenvolvimento Institucional, a
Secretaria da Assembléia ofereceu suporte operacional a diversos
seminários, fóruns técnicos e ciclos de debates.
O apoio técnico da Secretaria da Assembléia possibilitou a
reformulação da página da Assembléia na Internet, com o objetivo
de facilitar o acesso de qualquer cidadão a informações sobre os
órgãos e os procedimentos do Poder Legislativo, os municípios
mineiros e as instituições governamentais, a programação e os
resultados de reuniões de Plenário e das comissões, os projetos em
tramitação, toda a legislação mineira desde 1947, além da
Constituição do Estado e do Regimento Interno da Assembléia. Cada
parlamentar tem um endereço no “site”, com informações básicas
sobre sua atuação e as formas de contato com ele. Na seção Fale
com a Assembléia, também é possível enviar mensagens eletrônicas
para todos os parlamentares ou para aqueles de uma mesma bancada.
Em consonância com uma política de formação da cidadania e de
ampliação do conhecimento sobre as atividades do Legislativo
mineiro, a Casa deu prosseguimento a sua atuação para garantir o
aprimoramento da TV Assembléia, diversificando a programação e
ampliando o alcance do seu sinal no Estado. Foi também aumentado o
tempo de permanência da emissora no ar. Destacaram-se, em 2001, os
programas que passaram a ser transmitidos ao vivo, como o Repórter
Assembléia, o jornal diário e o PROCON Assembléia. Fizeram sucesso
as resenhas semanais transmitidas para 165 rádios no interior.
No que se refere à política de racionalização dos procedimentos e
fluxos administrativos, obteve-se como resultado uma significativa
redução nas despesas com diárias de viagem, passagens, impressão e
encadernação, publicidade, recepção, hospedagem, homenagens e
festividades, serviços de informática, obras e instalações e
aquisição de equipamentos e materiais permanentes.
No caso específico de racionamento do consumo de energia, a
Assembléia Legislativa, em razão das medidas adotadas, conseguiu
superar em muito a meta de economia estabelecida, atingindo
índices de economia acima de 45% do total do consumo de kW/h ao
mês. Entre as diversas ações que integram o programa de
racionamento de consumo de energia elétrica implementado na Casa,
importa ressaltar a mudança do horário-núcleo de funcionamento da
Assembléia Legislativa, a reforma da rede elétrica e do sistema de
refrigeração de ar, a redução de iluminação nas áreas comuns dos
prédios da Casa e do horário de funcionamento do sistema central
de ar condicionado, a readequação do horário de realização dos
serviços de conservação e limpeza, a renegociação do contrato
firmado com a CEMIG, com a conseqüente redução do custo da tarifa,
e a adoção da campanha interna de conscientização do servidor para
o uso racional de energia.
No âmbito do apoio às atividades-fim do Poder, destacou-se a
qualidade da atuação dos técnicos que, com dedicação e talento,
ofereceram suporte às ações dos parlamentares.
4 - Conclusão
O ano de 2001 foi para a Assembléia de Minas um tempo marcado por
desafios e busca de respostas para uma demanda social cada dia
mais exigente. Entretanto, juntamente com a consolidação de
posições já conquistadas, não foram poucos os avanços obtidos com
vistas ao aperfeiçoamento da instituição e ao atendimento dos
anseios da sociedade.
É esse, Sr. Presidente, o relatório das atividades da Assembléia
Legislativa.