Pronunciamentos

DEPUTADO ÁLVARO ANTÔNIO (PDT)

Discurso

Comenta a falta de planejamento do setor de transporte no Município de Belo Horizonte e solicita liberação dos recursos para as obras do metrô.
Reunião 231ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 14ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 24/04/2001
Página 33, Coluna 1
Assunto TRANSPORTE.

231ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª LEGISLATURA, EM 17/4/2001 Palavras do Deputado Alvaro Antônio O Deputado Álvaro Antônio* - Sr. Presidente, Srs. Deputados, o belo-horizontino tem uma grande preocupação com o transporte. A falta de planejamento do setor vem trazendo conseqüências nefastas, como a briga entre os concessionários e os “perueiros”. Acabaram com os órgãos de planejamento do transporte, como o GEIPOT, a TRANSMETRO, a METROBEL, a Secretaria dos Transportes. Temos o metrô se arrastando por 20 anos, conseqüência, igualmente, da falta de um órgão capaz de coordenar todos aqueles setores que cuidam não somente do transporte coletivo, como também do transporte de carga no Estado. É inconcebível que Minas Gerais, com um território tão significativo, não tenha uma secretaria de transportes para coordenar os diversos setores e resgatar um planejamento que, há mais de 15 ou 20 anos, foi completamente abandonado. Em sua última estada em nosso Estado, o Ministro dos Transportes, Dr. Eliseu Padilha, afirmou que, para o metrô de superfície de Belo Horizonte, seriam liberados, no ano de 2001, R$20.000.000,00 para o ramal Calafate-Barreiro e R$71.000.000,00, cerca de 36% do total, para o ramal São Gabriel-Vilarinho. Entretanto, Sr. Presidente e Srs. Deputados, para finalizarmos a construção do ramal Calafate-Barreiro, seriam necessários R$200.000.000,00; portanto, R$20.000.000,00 representam, apenas, 10% da quantia necessária. Vejam, Srs. Deputados, que, de acordo com tudo que está acontecendo, não poderemos pensar em metrô, pelo menos, por dez anos. Não há preocupação ou coordenação de um órgão específico sobre o assunto. O problema do metrô de nossa Capital vem à baila e é discutido, mas, apenas, efêmera e alternadamente, ora pelo Prefeito, ora pelo Governador do Estado, sem haver uma seqüência lógica e uma continuidade de esforços para a implantação desse meio de transporte. Mais uma vez, assumimos a tribuna para defender um assunto que temos defendido desde 1990: a implantação completa do metrô. Entretanto, sentimo-nos um pouco desanimados, tendo em vista a falta de ressonância do assunto não só para o Governador do Estado, como também para o Prefeito de Belo Horizonte. A nossa Capital tem, praticamente, 2.500.000 de habitantes, e seu transporte está à beira do caos. Se a Prefeitura e o Governo não tomarem as providências necessárias, teremos um caos ainda maior, com a falta de regulamentação dos “perueiros”. Sabemos que é uma regulamentação difícil, mas não pode mais ser protelada, pois é fundamental. Mais uma vez, solicitamos aos Deputados, principalmente aos mais ligados aos problemas da região metropolitana, que lutem mais efetivamente pela liberação dos recursos para o metrô de nossa cidade. Certamente, se houver um mutirão e uma preocupação maior do Prefeito e do Governador, sua construção poderá ser finalizada entre seis a dez anos; do contrário, dificilmente essa obra será completada em nosso município. Muito obrigado. * - Sem revisão do orador.