DEPUTADO ALBERTO BEJANI (PL)
Discurso
Comenta sua possível candidatura à Prefeitura Municipal de Juiz de Fora.
Comenta o Governo do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Reunião
42ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/06/2003
Página 33, Coluna 3
Assunto ELEIÇÕES. ADMINISTRAÇÃO FEDERAL.
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/06/2003
Página 33, Coluna 3
Assunto ELEIÇÕES. ADMINISTRAÇÃO FEDERAL.
42ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 3/6/2003
Palavras do Deputado Alberto Bejani
O Deputado Alberto Bejani - Exmo. Sr. Presidente, membros da
Mesa, senhoras e senhores parlamentares, telespectadores da TV
Assembléia, amigos das galerias, é bom lembrar que começam a
surgir assuntos a respeito da sucessão municipal. Do meu ponto de
vista, considero que está muito cedo para se pensar nisso. Nós,
Deputados, precisamos ter responsabilidade para trabalhar no
Legislativo, porque fomos eleitos e reeleitos há seis meses. Neste
momento, não se justifica o fato de alguns colegas divergirem em
razão de questões locais. Nesse ponto, parabenizo o PL, meu
partido, pela união entre seus membros, que não se deixam levar
por oposições, intrigas e fofocas com o nome de colegas desta
Casa.
Lamento que alguns companheiros tenham tempo suficiente para
exercer o trabalho parlamentar e ainda criar fofocas. Gostaria que
estivessem presentes os três colegas a quem me refiro. Se
chegarem, direi quem são. São pessoas que procuram desestabilizar
a nossa convivência de qualquer maneira. Estamos sob o mesmo teto
para divergir, tendo diferentes posições políticas, esse é o papel
do parlamentar. Mas daí a fazer panfletos com palavras de baixo
calão e ditos falsos é demonstração de que esses três moços são
maricas, pessoas que não honram a verdade. Não me deixarei levar
por intriga nem por fala irresponsável de pessoas que, se tiveram
educação de berço, não terão sua ação aprovada pelos próprios
pais. Vim à tribuna na expectativa de que comparecessem, pudesse
citar os nomes, mostrar alguns documentos e ver se teriam coragem
de dizer o mesmo diante de mim.
Em 1988, em Juiz de Fora, tornei-me Prefeito na eleição mais
limpa da história da cidade, num partido chamado PJ, que ninguém
sabia o que era: Partido da Juventude. Tinha apenas 1 minuto e 20
segundos para falar na televisão, não tinha cartaz para colocar
nas ruas, aproveitava aquele minuto para pedir jornal velho e
escrever PJ-Bejani-36. Foi assim que ganhamos as eleições dos
chamados “tubarões”. Administramos durante quatro anos sob fogo
cruzado, primeiro do Presidente da República, José Sarney, num
período em que a inflação chegava a 90% ao mês e o petróleo
aumentava duas ou três vezes ao mês. Depois tomou posse Fernando
Collor, cassado um ano depois. O Vice-Presidente deveria tomar
posse, mas fazia charme dizendo que não o faria. Dias antes da
posse, saiu de mãos dadas com suas duas filhinhas, de 39, e 41
anos, e foi ao cinema assistir a Aladim e a Lâmpada Maravilhosa!
Toma posse Itamar Franco, causando turbulências no mercado.
Deixamos a Prefeitura, com o pagamento dos funcionários em dia;
assumimos com 14 mil alunos e deixamos 32 mil na rede municipal.
Enfim, isso incomoda. Mas a quem? Aos inaptos, aqueles que querem
assumir a Prefeitura - honra para qualquer político - e denigrem a
imagem do cidadão, do próximo. Lamento profundamente que isso
acorra com companheiros desta Casa.
Não me constrangi com o que li no jornal de Juiz de Fora. O PT
disse que conversaria primeiro com o PMDB, depois com o PSDB e,
por último, comigo. Não me declarei candidato a nada. Sou Deputado
que inicia o segundo mandato. Ainda tenho muito que aprender nesta
Casa. Tenho amigos no PT. Mas, caso seja candidato a Prefeito,
quem não quererá conversa com o PT em Juiz de Fora serei eu.
Aliás, não apareceu nenhum Deputado do PT. Há reunião do PT fora
da Casa?
Votei no Lula, acredito que fará melhor governo para o País. Mas
o que vejo, até o momento, é a “fome zero” para o Lula. Está
gordo. Todo domingo promove churrasco. Até capivara há, importada
do Rio Grande do Sul. Por enquanto vejo só blablablá. Não vi
atividade que pudesse mostrar que o Governo Federal tenha começado
a trabalhar.
Dizem que o Governo tem maioria no Congresso para que a reforma
tributária passe pela Comissão de Justiça. Como podem falar em
reforma tributária, quando temos juros de 26,5%? O Vice-
Presidente, José Alencar, embora maduro, é infantil na área
política e disse que juros a 26,5% tornam impossível a qualquer
empresário no Brasil pensar em investir, em crescer; pensará em
diminuir. Quem paga por isso é o trabalhador. O primeiro corte em
qualquer empresa é feito com demissão, é o trabalhador indo para
as ruas.
O PT prega em Minas e no Brasil que o Lula está “dando banho” nos
oito países ricos. É postura maravilhosa, mas representantes do
Governo americano disseram que esta proposta do Fome Zero de
arrecadar dinheiro dos países ricos não irá à frente.
Lamentavelmente não compareceram aqui os três Deputados, mas não
faltará oportunidade. Como diz um velho ditado: “As pedras se
encontram”. Ainda mais nesta Casa. Estaremos aqui com os três e
mostraremos que o panfleto distribuído em Juiz de Fora e cidades
vizinhas não condiz com a verdade. São argumentos de pessoas que
considero maricas das fofocas do meio político.
Acredito no Lula, que continua sendo o Presidente da esperança de
todos. Espero que saia do palanque do Fome Zero e passe para a
atividade, diminuindo esses juros abusivos e ajudando a criar
empregos.
Não gostaria de ver o PT na ala chamada rebelde, fazendo oposição
à ala racional. Como tenho muita fé em Deus, tenho certeza de que
o Brasil conseguirá melhorar devido à posição consciente do
Presidente da República e de sua assessoria. Muito obrigado.