DAVID MÁRCIO SANTOS RODRIGUES, Diretor-Geral do Instituto de Geociências Aplicadas - IGA.
Discurso
Discursa sobre o tema do evento.
Reunião
42ª reunião ESPECIAL
Legislatura 15ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 02/10/2004
Página 40, Coluna 1
Evento Seminário Legislativo "Saneamento Ambiental: Demandas e Intervenções Necessárias".
Assunto MEIO AMBIENTE. SANEAMENTO BÁSICO.
Legislatura 15ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 02/10/2004
Página 40, Coluna 1
Evento Seminário Legislativo "Saneamento Ambiental: Demandas e Intervenções Necessárias".
Assunto MEIO AMBIENTE. SANEAMENTO BÁSICO.
42ª REUNIÃO ESPECIAL DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 15/9/2004
Palavras do Sr. David Márcio Santos Rodrigues
Bom-dia a todos. Quero cumprimentar o Deputado Fábio Avelar,
Presidente da Mesa, pela excelente idéia de organizar este
seminário. Saúdo o Dr. Mauro Ricardo Machado Costa, a colega Dóris
Aparecida Lins, o prezado amigo Paulo Teodoro de Carvalho, o
Subsecretário Tadeu Guimarães e o Secretário Wilson Brumer.
Conforme mencionado pelo Deputado Ermano Batista, o tempo
realmente é muito curto, mas concordo plenamente com o Deputado
Fábio Avelar quando realça a importância de se diluírem essas
informações. Mais importante que o tempo de que dispomos para
falar - e, como sempre fui professor, fico à vontade para dizer
isso - é o enfoque didático da nossa palestra. E, mais importante
que o enfoque didático, é o que virá depois, ou seja, a publicação
do que foi falado, pois está mais que comprovado que prestamos
atenção em muito pouco do que é dito.
O espaço que terei para tratar do tema que me coube - A
Importância de um Sistema de Informação Georreferenciado - é muito
curto, de fato. O assunto exigiria não um seminário, mas um
congresso, porque realmente é muito vasto. Porém, considerando que
temos aqui um grupo de pessoas que entendem do assunto, procurarei
ser bastante objetivo, apresentando algumas lâminas que não lerei,
para não ficar enfadonho, nas quais entremearei alguns pontos que
escrevi relativos ao assunto. Depois, certamente será entregue aos
senhores uma publicação relativa ao seminário.
Dividimos o tema de nossa palestra em alguns itens: conceito de
geoprocessamento, a evolução da cartografia, a geomática e a
importância de um sistema georreferenciado. Incluí em um trabalho
para publicação dois anexos: uma proposta para a elaboração do
plano cartográfico de Minas Gerais e mapeamentos temáticos nas
bacias hidrográficas de Minas Gerais, não só o tema principal
deste seminário, mas também uma homenagem ao prezado amigo Paulo
Teodoro, Diretor-Geral do IGAM. Aliás, venho estabelecendo uma
briga muito grande com ele. Disse-lhe que estou entrando na
Justiça contra o IGAM, que foi criado usurpando três letras do
IGA. Na realidade, o IGA tem direito a 2/3 do orçamento do IGAM.
Essa briga vai durar muito tempo, mas, como somos amigos,
terminará com uma rapidez maior. Presto essa homenagem ao Paulo,
relatando, no final da minha apresentação, esses principais temas.
O mais importante é fazer uma rápida leitura a respeito do que me
foi fornecido para desenvolver: (- Lê:)
“O computador pode aumentar a importância dos mapas como
ferramentas de trabalho. Os mapas fornecem importantes informações
para as decisões significativas em muitas áreas de atuação.
Decisões baseadas em informações desatualizadas levam a
complicações pessoais ou de toda uma comunidade. Atualmente muitos
mapas estão totalmente desatualizados, tendo em vista o fato de
que o tempo e o custo necessários para sua atualização e nova
edição dificultariam sua produção. O computador é rápido e preciso
e tem um papel importante a desempenhar na produção dos mapas.
O que podemos dizer a respeito da evolução da cartografia? Qual o
significado de geoprocessar? Todo corpo ocupa um lugar no espaço.
Levando-se em consideração que esse espaço é o terrestre, a
identificação desse corpo, as suas caraterísticas e a sua
localização espacial só podem ser alcançadas com precisão se forem
georreferenciadas, isto é, localizadas por meio de um sistema de
coordenadas já conhecido. A partir daí, pode-se iniciar o ato de
geoprocessar, ou seja, a utilização de um conjunto de
procedimentos que, com tecnologia adequada, registrará a entrada,
o armazenamento, a análise dos dados identificados no espaço
escolhido, permitindo assim a sua manipulação e utilização de
acordo com o tema escolhido. Esse posicionamento o distancia do
conceito de ciência, aproximando-o muito mais de um instrumento,
de uma ferramenta interdisciplinar, com o emprego de processos
eletrônicos que evoluem rapidamente e permitem resultados cada vez
mais rápidos e precisos. Assim, será alcançado um estágio muito
veloz para a utilização dessa ferramenta interdisciplinar,
passando a ser transdisciplinar, o que é muito mais abrangente.
No momento da evolução na área governamental de todos os temas
relacionados com o geoprocessamento, tivemos no Governo Eduardo
Azeredo um momento muito feliz, o da criação do GEOMINAS. Esse
programa integrado de uso da tecnologia de geoprocessamento pelos
órgãos do Estado de Minas Gerais teve como motivação a busca de um
processo para minimizar esforços, recursos, investimentos e,
sobretudo, a duplicidade de dados. O GEOMINAS foi iniciado pela
PRODEMGE em 1995, em uma tentativa de avaliar a situação dos
programas de geoprocessamento e da situação cartográfica estadual.
Não fossem a centralização e o desvio excessivamente informatizado
das políticas propostas, os resultados teriam sido muito mais
benéficos aos diversos segmentos da administração pública
estadual. Durante diversas fases de sua implantação, o programa
GEOMINAS chegou a aglutinar em torno da PRODEMGE mais de 20
entidades usuárias do geoprocessamento; todavia ocorreu uma certa
mistura entre o geoprocessamento e a cartografia moderna ou
geomática. Todas as vezes que a tecnologia se propõe a superar a
ciência e os tecnólogos, desconhecendo a evolução, a tradição e o
conhecimento acumulado, a tendência é a busca de caminhos áridos,
desprovidos do encantamento, sujeitos às paixões daqueles que se
julgam senhores dos cálculos, das fórmulas e das soluções
definitivas.
No tocante aos temas específicos da cartografia oficial, seja ela
básica, seja temática, a administração superior do IGA continua
firme quanto ao cumprimento das normas legais, isto é, atendimento
às exigências da Lei nº 12.593, de 28/7/97, e cumprimento do
Decreto nº 43.256, de 8/4/2003, que aprova o regulamento da
instituição mantendo a liderança responsável na produção, guarda,
organização, disseminação e modernização das informações
geocartográficas, sempre disponíveis para consulta de todos os
interessados.
O que é a geomática? Com o desenvolvimento da informática,
atividade científica que organiza e elabora os dados por meio das
informações processadas pelos computadores, as técnicas
cartográficas tiveram um grande progresso. Utilizando
computadores, é possível construir gráficos e desenhar mapas em
curto espaço de tempo. Acompanhando essa evolução, surgiu a
expressão “geomática”, do francês “géomatique”. Os mapas, antes de
tudo, são formas de comunicação adequadas para representar e
conhecer os diversos fenômenos que ocorrem no planeta Terra.
Conseqüentemente, são muito ricos em termos técnicos, expressões
que precisam ser conhecidas pelos usuários.
Então, o que os sistemas de informação geográfica, na realidade,
precisam é buscar a aproximação e a integração de todos os
elementos a esse espaço geográfico.
Passo agora rapidamente a uma observação sobre a importância de
um sistema de informação georreferenciado.
Existindo uma vasta bibliografia, existem também centenas de
definições. Uma delas, citada no livro “Geoprocessamento:
Tecnologia Transdisciplinar”, do mineiro Cezar Henrique Barra
Rocha, de Juiz de Fora, diz que o sistema de informação geográfica
é um conjunto poderoso de ferramentas para coletar, armazenar,
recuperar, transformar e visualizar dados sobre o mundo real para
um objetivo específico. É uma definição que engloba as ferramentas
utilizadas: “hardwares”, “softwares”, bancos de dados e sistemas
de gerência de dados.
É fácil entender que, a partir das informações geográficas, como
a localização e a descrição de um objeto ou de um fenômeno
identificado no terreno (espaço geográfico), é possível definir os
principais componentes da informação geográfica a ser trabalhada.
Muitas dessas informações são gerais, amplas e globais; outras são
específicas, pontuais, identificando um tema escolhido previamente
para análise.
Entre as principais fontes de informação geográfica, podemos
citar as topográficas básicas, as hidrográficas, as
socioeconômicas, as que se destinam à gestão territorial e as
geoambientais.
A gestão territorial de um Estado da importância de Minas Gerais
não poderá prescindir de organização e integração dos acervos já
existentes, diluídos e precariamente reorganizados como se fossem
quebra-cabeças, que, a cada governo, trocam de mãos e quase sempre
são malcuidados e, muitas vezes, utilizados de forma incorreta e
desprovida da seriedade que o serviço público requer.
Em fase de reestruturação, o Conselho de Coordenação Cartográfica
cuidará, a partir de 2005, de disciplinar e atuar como filtro de
significância. Preservando a autonomia de cada entidade
governamental usuária da documentação geocartográfica, as
informações estarão disponíveis pelo IGA, mantendo-se o sigilo e a
integridade das informações estratégicas de cada setor. Esse
processo já foi iniciado.
É indispensável afirmar que cartografia é questão de Estado, e o
IGA definiu o seu plano estratégico na busca de soluções ancoradas
no sistema de ciência e tecnologia, objetivando atender com
eficiência a todos os itens relativos à sua área de atuação.
Com esse comportamento, iniciamos nossa contribuição para
execução dos diversos projetos estruturadores do Governo Aécio
Neves.
Preparamos uma proposta para elaboração do plano cartográfico de
Minas Gerais. A grande contribuição que vem sendo dada à
divulgação científica e à ampliação dos sistemas de formação
geográfica nas mais variadas áreas de interesse da sociedade está
no seu aspecto transdisciplinar.
Desde a atualização sobre o conhecimento da cobertura vegetal até
a construção dos gasodutos, passando pelo planejamento de rotas de
ônibus e monitoramento das bacias hidrográficas, sua aplicação é
fundamental e decisiva na definição das políticas públicas; e,
entre elas, torna-se urgente, até mesmo emergencial, que seja dada
mais atenção, respeito e apoio à atualização e à evolução das
bases cartográficas do Estado.”
Não sei por que de 1985 para cá o País parou. Esse fato está
diretamente relacionado com o abandono de estudos semelhantes a
esse. Todas as bases cartográficas que consultamos foram editadas,
no máximo, até 1984. Essa defasagem de duas dezenas de anos
dificilmente será recuperada.
“Sem um plano cartográfico para o País e para o Estado de Minas,
será impossível avançar com segurança na execução de um programa
de desenvolvimento que tenha como um de seus pilares a ciência e a
tecnologia, lastros de uma política perene e única alternativa
para a saída da subserviência que tem caracterizado os projetos
globalizantes de centralização do capital, do lucro exorbitante e
da socialização do prejuízo.
A Nação está sendo levada à africanização e à exclusão social
acelerada. A falta de participação da sociedade, a cada dia
decepcionada com as políticas públicas direcionadas para o
assistencialismo e o protecionismo mórbido, binômio que serve de
rótulo permanente às lideranças irresponsáveis e crescentes nos
países do Terceiro Mundo, indica, com certeza, o impasse para com
as soluções mínimas e necessárias à busca da dignidade e do
respeito humano indispensáveis à construção de um país.
A elaboração de um plano cartográfico estadual para Minas deve
abranger as seguintes áreas da cartografia: mapeamento sistemático
básico, mapeamento municipal e mapeamento temático e regional.”
Descrever cada um desses itens seria avançar no tempo que me foi
destinado. Prefiro apenas desenvolver o item mapeamento temático.
Para contribuir com as questões ambientais do Estado e, em
particular, com aquelas que deram título a este seminário,
relacionarei algumas propostas de trabalho inseridas no capítulo O
Futuro, do livro “O Espaço Geográfico de Minas Gerais, uma Visão
Cartográfica”, de minha autoria. Um item desse livro é dirigido
àquilo que chamamos de mapeamentos temáticos para as bacias
hidrográficas de Minas Gerais. Faço essa cotação à vontade, não há
nenhum movimento comercial, porque é um livro institucional,
publicado no final de 2002, patrocinado pela FAPEMIG, uma edição
de mil exemplares, já esgotada. Trabalho para reeditá-la.
Normalmente, quando um administrador público está prestes a ver
seu mandato terminar, redige relatórios com suas experiências e
idéias para quem vier sucedê-lo.
Como tive a felicidade de ser o meu próprio sucessor, tendo sido
mantido pelo Governador Aécio Neves no cargo de Diretor-Geral do
IGA, estou tendo o privilégio de aplicar em nosso planejamento
estratégico o que propus nessa publicação.
Quanto ao mapeamento temático, selecionei propostas relativas às
bacias hidrográficas do Estado, propondo, nesse livro, um cuidado
especial com os seguintes estudos: atlas geoquímico do Estado;
atlas das bacias hidrográficas de Minas Gerais e diagnóstico
ambiental e mapeamento temático das bacias hidrográficas de Minas
Gerais.
São trabalhos que precisam ser feitos com muita urgência. No
final do Governo passado e no início deste Governo, elaboramos um
diagnóstico geoambiental para os municípios da Associação dos
Municípios da Microrregião do Leste de Minas - ASSOLESTE -,
trabalho que tem sido muito elogiado. A equipe do IGA que se
dedicou às pesquisas ali realizadas foi muito bem recebida e muito
elogiada pelos diversos municípios dessa região. Nossa idéia é
tentar distinguir sobretudo esses três itens, para cuidarmos com
maior carinho das nossas bacias hidrográficas.
Vou falar rapidamente apenas sobre o primeiro item, para não
tomar o tempo dos senhores. O que significa o atlas geoquímico do
Estado de Minas Gerais e de onde vem essa idéia? Essa idéia me foi
passada, por volta de 2002, pelo Prof. José Israel Vargas, então
Embaixador do Brasil na UNESCO, que trabalha em um importante
centro na Jamaica, de onde me trouxe um atlas geoquímico, deixando-
me a sugestão de desenvolver o mesmo trabalho em Minas Gerais. Em
toda a Nação brasileira, somente o Estado do Paraná está
desenvolvendo trabalhos nesse sentido. E esse trabalho é muito
importante porque vai determinar o índice de acumulação de
substâncias químicas, sobretudo nos terraços fluviais. Daí, a
necessidade de relacionarmos isso com as bacias hidrográficas. (-
Lê:)
“Atlas Geoquímico do Estado de Minas Gerais.
O Estado de Minas Gerais, em decorrência de suas características
geológicas e geomorfológicas, é detentor de diversas e importantes
jazidas minerais, o que o coloca como o maior produtor de matéria-
prima mineral do País. Ao longo de sua história, o Estado viveu
nesse setor momentos de apogeu, começando com a descoberta das
minas de ouro e diamante no período colonial e culminando, no
século passado, com incrementada e diversificada atividade
exploratória de minas de diversas substâncias minerais, com
destaque para o ferro, o ouro, o manganês, o zinco, o nióbio, o
urânio e o níquel.
Essa atividade exploratória foi e vem sendo desenvolvida por
diversas empresas estatais e privadas, gerando grande acervo de
informações técnicas. Entre as técnicas exploratórias utilizadas
na definição de alvos e jazidas, destaca-se a avaliação geoquímica
que, no caso de Minas Gerais, cobriu com diversas metodologias e
escalas de levantamento grande parte de seu território. Essas
informações, no entanto, encontram-se dispersas nos arquivos das
empresas, perdendo seu objetivo e conteúdo ao longo do tempo. Esse
projeto visa recuperar ao máximo esses dados e analisá-los de
forma conjunta e global, à luz de técnicas mais adequadas e
evoluídas, hoje facilmente disponíveis no cenário mundial. Seria
um exemplo típico de uma PPP.
Simultaneamente, propõe-se um levantamento em escala regional,
por meio de sedimentos de drenagem, procurando padronizar as
informações existentes, aumentar a gama de elementos geoquímicos
investigados e cobrir áreas desprovidas de informações. Esse
conjunto de dados permitirá a montagem de um banco de dados único
e de uma base cartográfica da paisagem geoquímica do Estado de
Minas Gerais. Em etapa posterior, a partir da seleção de áreas e
em razão de objetivos específicos, áreas menores poderão ser
detalhadas em escala adequada.
Importante é ressaltar que esses dados coletados para a
exploração mineral podem e devem atender a outros segmentos da
economia e do planejamento, tais como as áreas de meio ambiente,
agropecuária e saúde pública.
Quais são os produtos gerados? Banco de dados, contendo as
diversas amostras georreferenciadas de água, solo, sedimentos de
corrente, bacias, vegetação, com resultados analíticos e dados
físicos do local amostrado; cartas temáticas das principais
características típicas e zoneamento geoquímico no Estado.
A coordenação estaria a cargo do IGA.
As entidades que iríamos consultar para a evolução desse projeto
seriam o Ministério do Meio Ambiente, a FEAM, o IGAM, a EPAMIG, o
IMA, Prefeituras Municipais, órgãos de financiamento estaduais e
federais, empresas localizadas nos municípios.
Proponho também que sejam iniciados os trabalhos, os
entrosamentos necessários para a elaboração do atlas das bacias
hidrográficas do Estado de Minas Gerais, o diagnóstico ambiental e
o mapeamento temático das bacias e microbacias hidrográficas de
Minas Gerais.
Solicito ao Secretário Wilson Brumer que coordene todo esse
entrosamento, que é importante. As ações precisam ser definidas
com muita firmeza, para conseguirmos essa polarização fundamental,
que tão bem foi exercida pelo nosso Instituto em outros momentos e
que estamos tentando recuperar, ou seja, aglutinarmos no IGA todas
as informações cartográficas que estão dispersas no Estado, em
poder de inúmeras entidades. Há pouco tempo, um funcionário de uma
grande empresa estatal - muito forte quanto à acumulação de
informações -, comentou que estavam pensando em criar um museu
cartográfico, devido à grande quantidade de material que não
estava sendo utilizado. Isso ocorreu há dois anos, durante um
seminário realizado no CREA. Disse a esse funcionário que mandasse
o material para o IGA, que é o local de aglutinar, centralizar e
difundir essas informações.
Um problema muito freqüente ocorrido em empresas e órgãos
governamentais que possuem grande volume de informações
cartográficas é a chegada de um Diretor: se desconhecer o assunto,
poderá causar a perda de todo esse material. No IGA, dentro dessa
visão meramente informatizada, cometeram o crime de jogar fora
muitos fotolitos existentes na instituição.
É muito importante que as ações sejam realizadas com paixão. Se
não houver continuidade, perderemos muitas informações. Solicito
que todas as entidades se aproximem, para que o IGA seja o
depositário das informações cartográficas, que são importantes
agora e precisam ser preservadas para o futuro. Obrigado.