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Memória e Poder

Direito: Francisco Rezek

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O Memória & Poder apresenta o depoimento de vida de Francisco Rezek, jurista mineiro que chegou ao mais alto posto do Poder Judiciário no país, o de ministro do Supremo Tribunal Federal. Nascido na cidade de Cristina, em Minas Gerais, Francisco cresceu no município próximo, Santa Rita do Sapucaí. Mudou-se para Belo Horizonte no início da década de 1960, onde passou a estudar no Colégio Arnaldo. A trajetória de Rezek no Direito começa na Universidade Federal de Minas Gerais, instituição onde se formou em 1966 e ainda cursou o doutorado em Direito Público logo após a formatura. No programa, Francisco Rezek fala sobre o período em que viveu na França, inclusive sobre o histórico mês de maio de 1968, conhecido pelas manifestações de estudantes pedindo reformas no setor educacional e por uma greve geral que impactou todo o mundo. Na França, Rezek fez doutorado em Direito Internacional Público na Universidade de Paris. Na volta ao Brasil, Francisco trabalha nos serviços de assistência judiciária aos necessitados da Faculdade de Direito da UFMG e torna-se professor de Direito Internacional na mesma instituição. Logo depois, muda-se para Brasília no fim de 1970, onde passa a ser assessor do Ministro Bilac Pinto no Supremo Tribunal Federal. Em 1972, iniciou a carreira de Procurador da República, No cargo, atuou no Gabinete Civil da Presidência da República, com o chefe João Leitão de Abreu, quando surge o convite para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal. Nomeado Ministro do STF em março de 1983, Rezek foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral em 1989, quando foi responsável por realizar as primeiras eleições diretas do país para presidente da República depois do Governo Militar. Convidado pelo presidente Fernando Collor de Mello, Francisco Rezek é nomeado Ministro de Estado das Relações Exteriores do Brasil e pede exoneração no STF. Quando saiu do Ministério, em 1992, foi novamente conduzido ao STF, onde ficou até a aposentadoria em 1997. Naquele mesmo ano, foi eleito, pelo Conselho de Segurança e pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, Juiz da Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, Holanda, por um mandato de nove anos. Depois de sair da Corte, Rezek passa a se dedicar à advocacia e à consultoria jurídica, em um escritório em São Paulo, SP.