O futuro do acordo entre Mercosul e União Europeia
O tratado de livre comércio entre os blocos europeu e sul-americano foi selado após 25 anos de negociações. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o jornalista e correspondente internacional Jamil Chade conta que a atual conjuntura foi determinante para que o acordo fosse afinal fechado. Ele cita que os elementos que influíram foram a presença forte da China como parceira comercial na América do Sul, a guerra da Ucrânia que cria problemas de oferta de alimentos para a Europa e a eleição de Donald Trump, que sinaliza para a volta de uma política protecionista dos EUA. Chade fala que o maior beneficiário no Brasil será o agronegócio. Mas pondera que a ideia de que o livre comércio traz benefícios para todos não é verdadeira. O jornalista diz que a ratificação do acordo será difícil porque França, Holanda, Itália, Irlanda e Polônia são contra. E lembra que a França se configura como um opositor de força da ratificação, porque é fundador da União Europeia, tem o maior exército e é a maior potência da região. Jamil Chade também comenta a queda de Bashar Al-Assad na Síria e o futuro possível do país em meio a muitas divisões internas e interesses internacionais.