Falta de licitação abre caminho para serviços mais caros
Depoimento do sócio fundador da AeC, Antônio Noronha, à CPI da Cemig confirmou que a estatal preteriu a empresa vencedora de licitação de call center, Audac, mesmo pagando mais caro pelo serviço à perdedora do pregão. A AeC forneceu call center humanizado à Cemig desde setembro de 2008, mas foi vencida pela Audac em licitação no ano de 2020. O contrato com a Audac chegou a ser assinado, mas acabou cancelado unilateralmente pela companhia energética de Minas, que optou por uma parceria com a IBM, de mais de R$ 1 bilhão, para a informatização e robotização do serviço. No período de transição, a AeC foi subcontratada pela IBM. Nenhuma das duas empresas passou por novo processo licitatório. A AeC tinha, entre os fundadores, o ex-secretário de Desenvolvimento do governo Zema, Cássio Azevedo, empresário que se desligou da sociedade antes de assumir a secretaria. Antônio Noronha confirmou que destinou 50 mil reais à campanha do Partido Novo ao governo de Minas e 5 mil reais a Romeu Zema. Mas alegou que também fez doações a Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), quando concorreram ao governo estadual. Deputados da CPI estranharam os fatos relatados. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) mostrou indignação pelo que chamou de contratações com critérios subjetivos e beneficiando pessoas ligadas ao partido do governador Romeu Zema.