Desenho Humano - 2º bloco
Sérgio Vaz e André Araújo, ambos artistas, doutorandos em Artes Plásticas, têm o ser humano como base dos seus trabalhos. “A minha evolução como artista passou, posso dizer assim, por três etapas. A primeira, vendo o corpo humano como uma figura curiosíssima. A forma aparece com destaque, por exemplo, na exposição “Cheio Vazio”. Com o tempo, no trabalho “Frigo”, o espaço onde a figura se insere passa a ganhar relevância. E na etapa mais atual, em trabalhos como “Granel”, já há uma narrativa, uma relação entre figura e ambiente, que antes não existia”, conta Sérgio Vaz, que tem um estilo hiperrealista, baseado na fotografia e não em esboços. Já para André Araújo, que sempre viveu de arte, sua trajetória foi marcada por um estilo, como ele diz, mais “punk e rebelde”. “Gosto de assumir o corpo erotizado, o corpo como ele é. Obeso, magro. Não importa se choca as pessoas. Às vezes, é isso mesmo que se quer. No meu mestrado, na Alemanha, fizemos uma animação que foi ao ar publicamente, na parede do prédio da Universidade. Nâo faço para ninguém gostar. E nem me preocupo com isso”, destaca.