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Vitrines de barraginhas têm convênios assinados

Projeto para captação e conservação de água entra em nova fase para implantação nos próximos meses.

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Mirabela, no Norte de Minas; Virgem da Lapa, no Jequitinhonha; e Periquito, no Rio Doce, estão prestes a se tornar vitrines do projeto Construção de Barraginhas e outras Práticas Mecânicas de Conservação de Água e Solo, demonstrando para as demais regiões mineiras soluções capazes de melhorar a disponibilidade de água no campo e facilitar o convívio com chuvas intensas e com seca.

As três prefeituras obtiveram aprovação nas fases necessárias à assinatura de convênio. Assinado no final do ano, viabiliza o repasse de recursos a serem utilizados este ano na implantação do projeto em cada microbacia.

As barraginhas são bacias que retêm a água das enxurradas e facilitam a infiltração no solo. O projeto inclui outras iniciativas com o mesmo fim, como a construção de terraços, cercamento de nascentes, proteção de matas ciliares e de topo de morro e a adequação ambiental de estradas vicinais. 

O projeto está entre aqueles priorizados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para o biênio 2025-2026, dentro do Plano Legislativo de Articulação e Monitoramento de Ações Relacionadas à Crise Climática (Plam Crise Climática).

O convênio para viabilizar as três vitines foi  assinado no fim de 2025, entre a Secretaria de Estado de Abastecimento e Pecuária (Seapa) e cada prefeitura, para a transferência de valores diretamente aos três municípios, disponibilizando R$ 236,6 mil para cada cidade. 

Os recursos vêm do Programa de Conversão de Multas Ambientais (Pecma), por alocação definida tecnicamente pela ALMG. O programa surgiu a partir da regulamentação, em fevereiro de 2025, da Lei 24.944, de 2024, de iniciativa da ALMG.

A norma permite a conversão de até 50% do valor das multas ambientais simples em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente e em projetos socioambientais a serem realizados no Estado.

Cabe à ALMG decidir a alocação de 20% dos recursos do programa. Nessa primeira empreitada, a Assembleia optou, devido ao efeito multiplicador, contemplar com a parte que lhe cabe três vitrines que exibam ações viáveis para outras localidades.

O objetivo é demonstrar para prefeitos, lideranças e produtores rurais a viabilidade econômica, produtiva e ambiental das práticas selecionadas, nas condições de relevo, solo e clima da macrorregião a que pertence cada um dos três municípios.

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Mobilização

O Plam Crise Climática, que tem as vitrines de barraginhas entre as ações do Legislativo, foi elaborado a partir do Seminário Técnico Crise Climática em Minas Gerais – desafios na convivência com a seca e a chuva extrema.

Lançado pelo presidente da ALMG, deputado Tadeu Leite (MDB), em março de 2024, o evento foi realizado de abril a agosto de 2024, tendo mobilizado 477 parceiros, entre entidades e órgãos públicos.

Os três municípios que vão receber as vitrines foram selecionados pelo comitê técnico do projeto após análises iniciadas pela definição de três macrorregiões mineiras com diferentes situações de clima, bioma e nível de dificuldade no acesso à água, para mostrar que as práticas podem ser multiplicadas em condições diversas. 

"Agora é tocar o barco", ilustrou o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Virgem da Lapa, João Luis José da Silva, sobre o convênio assinado para a liberação dos recursos. Segundo ressaltou, a cidade já tem nesse início do ano uma comissão local formada para pensar a operacionalização do projeto, junto à Emater e aos técnicos da prefeitura. 

Da mesma forma, o secretário de Agricultura de Periquito, Vinícius Soares Couto, anunciou a formação de uma equipe multidisciplinar no município, inclusive para lidar com as máquinas a serem mobilizadas na implantação das barraginhas e demais práticas.

Já a secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Mirabela, Daniela Veloso Gomes, ressalta a expectativa de consolidar o projeto como uma vitrine regional, capaz de inspirar e orientar outros municípios do Norte de Minas na adoção de práticas sustentáveis.

Segundo ela, a atividade agropecuária é fundamental para a economia local e a irregularidade das chuvas impacta diretamente o meio rural, sendo o projeto uma estratégia essencial de conservação do solo e da água que vai se somar a iniciativas locais, como a manutenção de estradas vicinais. 

O município espera, por exemplo, reduzir processos erosivos, conter o assoreamento de córregos e nascentes e ampliar a infiltração de água no solo, fortalecendo a recarga hídrica e a segurança da produção agrícola. 

Comitê técnico

Além da consultoria da ALMG, são parceiros do projeto e integram o comitê técnico a Seapa, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas (Emater-MG); a Embrapa Milho e Sorgo, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; a Associação Mineira de Municípios (AMM) e a Federação da Agricultura do Estado (Faemg). 

O projeto Construção de Barraginhas e outras Práticas Mecânicas de Conservação de Água e Solo ainda prevê etapas como curso a distância, a ser ofertado pela Escola do Legislativo da ALMG, em parceria com a Emater-MG, a Embrapa e o Senar, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com conteúdo sobre as práticas, envolvendo técnicos, operadores de máquinas e produtores, entre outros.

Lista
Projeto Vitrine de Barraginhas

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Um dos projetos priorizados pela Assembleia a partir de seminário sobre a crise climática começa a sair do papel, para captação e conservação de água TV Assembleia

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