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Rapper Djonga é homenageado na Assembleia

Reconhecimento será no dia 11 de maio, às 19 horas, na sede do Legislativo.

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"Vai e vai, ganha esse mundo sem olhar pra trás
E vai, só não esquece de voltar pra paz" (…)”

Esses versos são de "Bença", música que faz parte de “Ladrão”, terceiro disco do rapper Djonga, que receberá homenagem em reunião especial na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na próxima segunda-feira (11/5/26), às 19 horas, no Plenário.

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Solicitada pela deputada Ana Paula Siqueira (PT), a homenagem é um reconhecimento à trajetória artística do cantor, marcada pela luta contra as desigualdades e o racismo e pela valorização da cultura mineira.

Para a parlamentar, demorou mais de 300 anos para Minas Gerais eleger uma mulher negra como deputada estadual,  por isso ela diz ter o compromisso de "amplificar vozes que, historicamente, foram amordaçadas e silenciadas, e de garantir vez a corpos que não se viam representados".

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Sobre o artista

O nome de batismo do também escritor e compositor belo-horizontino é Gustavo Pereira Marques, mas foi como Djonga que ficou conhecido na cena do hip-hop nacional em 2015. Nascido em 4 de junho de 1994, na Vila do Índio, região de Venda Nova em Belo horizonte, o artista cresceu entre os bairros São Lucas e Santa Efigênia, ambos na região Leste da capital. 

Atualmente com oito álbuns lançados, sendo o último “Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!”, lançado no ano passado, o cantor apresenta uma proposta artística que combina crítica social, questões raciais, afetividade e espiritualidade.

Nesse disco, o cantor apresenta uma parceria com Milton Nascimento, em “Demoro a dormir”. A parceria vai além da faixa, pois Djonga assinou no ano passado contrato de gestão de carreira com a Nascimento Música, liderada por Augusto Nascimento, filho de Bituca, e que já tem sobre sua administração as carreiras de Milton Nascimento, Samuel Rosa e Criolo. 

“O Menino Que Queria Ser Deus”, seu segundo disco, lançado em 2018, foi eleito o 6º melhor disco brasileiro de 2018 pela revista Rolling Stone Brasil e um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2018, pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Com “Histórias da Minha Área, de 2020, o rapper presta uma homenagem ao lugar onde cresceu, destacando, além da violência a que os jovens são submetidos, o papel fundamental da comunidade na formação de sua identidade. Esse álbum recebeu o disco de ouro da ONErpm – plataforma de distribuição digital de música e engajamento. Após esse lançamento – Djonga fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a ser indicado ao prestigiado “BET Hip Hop Awards”, premiação musical focada na cultura negra.

"Cada conquista minha, principalmente de quem vem de onde eu vim, é resultado de muitas quedas, frustrações e medos, que a gente consegue reverter em fé ou é obrigado a isso. A falta de fé na vida é um privilégio só de quem sempre teve tudo. Tomara que, no futuro, lembrem do que estamos fazendo e dos espaços que estamos ocupando ou, se não se lembrarem, que possam usufruir de uma vida mais leve e propositiva que a minha" comentou Djonga.

Rapper Djonga
"Homenagear o Djonga, em reconhecimento à sua brilhante atuação na cultura, no hip hop e na luta antirracista, é um divisor de águas. É reconhecimento à população negra, periférica e à juventude. Um movimento de resistência e coragem para denunciar o quanto a desigualdade ainda segue impactando essa parcela significativa e fundante da população. Quando um de nós avança, toda a estrutura da sociedade se move. Quando sonhar é possível, a mudança começa a acontecer”.
Ana Paula Siqueira
Dep. Ana Paula Siqueira

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