Comissão discute critérios de promoção nas universidades estaduais
Governador Romeu Zema vetou promoção por escolaridade a técnicos e analistas sem interstício de cinco anos de efetivo exercício no cargo.
A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai debater o veto do governador Romeu Zema (Novo) à proposta de concessão de promoção por escolaridade adicional para os servidores técnicos e administrativos das universidades estaduais. A audiência pública com essa finalidade, solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), está prevista para esta quarta-feira (11/3/26), às 10 horas, no Auditório José Alencar.
O Veto 32 governamental incidiu sobre a Proposição de Lei 26.693, que autoriza a promoção por escolaridade a servidores da educação superior sem a exigência do cumprimento do interstício de cinco anos de efetivo exercício no mesmo nível. Entre os motivos para o veto, Zema argumenta que vetou totalmente a proposição por se tratar de matéria de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo.
Por outro lado, servidores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) reclamam de defasagem salarial e cobram maior valorização. A mudança no plano de carreira, de modo a permitir a promoção por escolaridade adicional nos mesmos moldes assegurados aos professores, é uma reivindicação antiga da categoria.
A deputada Beatriz Cerqueira é autora do Projeto de Lei (PL) 3.983/22, que deu origem à proposição vetada. Na justificação, ela lembra que atualmente os servidores precisam esperar até oito anos para ter direito à primeira promoção por escolaridade. Isso porque são exigidos requisitos acumulativos como cumprimento do estágio probatório de três anos, interstício de cinco anos de efetivo exercício no mesmo nível e cinco avaliações de desempenho satisfatórias.
Para a parlamentar, a proposição vetada pelo governador garantiria isonomia de direitos e contribuiria para a valorização profissional dos analistas e técnicos universitários. “A constituição de quadros de servidores de alto nível, dotados de conhecimentos, valores e habilidades compatíveis com os objetivos das atividades acadêmicas, é de suma relevância”, defende.
O Veto 32 ainda aguarda a designação da comissão especial para analisá-lo. O prazo para apreciação se encerra em 16 de março. Depois, entra na faixa constitucional, chamada de sobrestamento. A situação, conhecida como trancamento de pauta, impede a apreciação de qualquer matéria enquanto o Plenário não se manifestar sobre o veto.