Comissão destaca importância do IFMG para Minas
Audiência debateu contribuição do instituto para a educação, a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento do Estado.
São 18 unidades de ensino, distribuídas em quatro regiões mineiras e atendendo a mais de 70 mil alunos, com a oferta de 40 cursos técnicos e 30 superiores, além de pós-graduações e formações continuadas, nas modalidades EAD e presencial.
Os números se referem ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) e demonstram a importância da instituição para a formação profissional e o desenvolvimento do Estado.
As informações foram apresentadas em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta terça-feira (8/9/26) a pedido da presidenta do colegiado, deputada Beatriz Cerqueira, e da deputada Bella Gonçalves, ambas do PT.
A reunião teve por objetivo destacar a atuação do IFMG na oferta gratuita de cursos técnicos, superiores e de pós-graduação, além de ações de pesquisa, extensão e inovação. Na ocasião, foram entregues diplomas de votos de congratulações ao instituto, representado pelo reitor e por diretores-gerais de 12 unidades do IFMG.
Para o reitor Rafael Bastos Teixeira, o reconhecimento pela ALMG é um momento de reafirmação do compromisso do instituto com uma educação pública, gratuita, de qualidade e emancipadora. “A educação traz a possibilidade de uma visão diferente de sociedade e é nessa educação que acreditamos”, afirmou o gestor.
A deputada Bella Gonçalves reforçou o compromisso social da educação pública. “Tenho visitado muitos campi do IFMG e sei que eles se relacionam com a realidade dos territórios onde se inserem”, disse a parlamentar, mencionando atividades de extensão ligadas à agropecuária e agroecologia realizadas pelo instituto.
Ela defendeu ainda a assistência estudantil e maior interlocução entre Estado e Ministério da Educação para fortalecimento dos institutos federais.
Instituto em expansão
O IFMG está presente nos Municípios de Betim, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Ibirité, Itabirito, Ouro Branco, Ouro Preto, Ribeirão das Neves, Sabará e Santa Luzia, na Região Central; Arcos, Bambuí, Formiga e Piumhi, na Região Centro-Oeste de Minas; Governador Valadares, Ipatinga e São João Evangelista, no Vale do Rio Doce; e Ponte Nova, na Zona da Mata mineira.
Além disso, outros quatro campi estão em construção: Belo Horizonte, Contagem (Região Metropolitana de BH), Bom Despacho (Centro-Oeste) e João Monlevade (Central).
O interesse pelos cursos do instituto também cresceu. Em 2025, o processo seletivo registrou 21.018 inscritos, recorde da instituição e alta de 37% em relação ao ano anterior. Das 18 unidades acadêmicas, 17 tiveram aumento no número de candidatos.
Além da formação profissional, o IFMG desenvolve projetos ligados às demandas das comunidades e de diferentes setores da economia, como mineração, metalurgia, agropecuária, automação e tecnologia da informação.
A deputada Beatriz ressaltou que o acesso à educação pública foi mais restrito no passado. Segundo ela, os institutos federais representam um “avanço civilizatório” e devem ser fortalecidos como política de Estado. “Aquilo que parece óbvio nem sempre foi assim”, afirmou. Para a deputada, essa garantia não pode depender dos “humores do governo de plantão”.