Comissão de Cultura debate Circuito Metropolitano de Hip-Hop
Iniciativa para fortalecer o protagonismo juvenil desenvolve atividades culturais em escolas públicas.
A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) recebe MCs, DJs e B-boys nesta quinta-feira (9/7/26), para debater a importância do Circuito Metropolitano de Hip-Hop. A reunião, solicitada pela deputada Andréia de Jesus (PT), será realizada no Auditório, a partir das 16 horas.
O Circuito Metropolitano de Hip-Hop desenvolve diversas ações para o fortalecimento da cidadania e do protagonismo juvenil. O evento, que neste ano percorreu escolas de Belo Horizonte, Ribeirão das Neves e Divinópolis, é realizado pelo Instituto Macunaíma e pelo Instituto Vamos Juntos Periferia, com produção da Nação Hip-Hop Brasil.
Segundo a deputada Andréia de Jesus, a iniciativa aproxima estudantes da cultura hip-hop por meio de oficinas, apresentações culturais, rodas de conversa e atividades formativas. Na avaliação da parlamentar, o evento consolidou uma importante rede de formação cultural, artística e social nas escolas estaduais.
O movimento cultural hip-hop nasceu nos Estados Unidos nos anos 1970 como forma de expressão de jovens marginalizados. Mais do que um gênero musical, reúne diferentes manifestações artísticas, como o rap, a mixagem de músicas, o breakdance e o grafite.
Muitos estudiosos também reconhecem a importância de mais um elemento fundamental: o conhecimento (ou consciência) que representa a educação, a reflexão crítica e o compromisso com a comunidade.
No Brasil, o hip-hop ganhou força a partir dos anos 1980, quando se tornou importante instrumento de mobilização social nas periferias das grandes cidades. O rap brasileiro passou a tratar de temas como racismo, violência policial, desigualdade, direitos humanos e a realidade das favelas.
