CNBB é homenageada por Campanha da Fraternidade 2026
O tema escolhido pela Confederação para o período é Fraternidade e Moradia. Reconhecimento acontece no dia 2/3.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai homenagear a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em razão da realização da Campanha da Fraternidade (CF) 2026 da Igreja Católica no Brasil. O tema escolhido acolheu sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas: Fraternidade e Moradia, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A homenagem será nesta segunda-feira (2/3/26), às 19 horas, no Plenário da Assembleia.
De acordo com informações da CNBB, a campanha convida cristãos a refletir sobre a realidade habitacional do país. Embora a moradia digna seja um direito garantido pela Constituição, milhões de brasileiros ainda vivem sem casa ou em condições precárias. Atualmente 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e 328 mil pessoas vivem em situação de rua.
A Reunião Especial de Plenário será realizada a pedido do deputado Leleco Pimentel (PT).
A campanha reforça que a moradia digna é a porta de entrada para os demais direitos. Sem ela, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. O tema visa estimular comunidades, poder público e sociedade civil a buscar soluções concretas para enfrentar o déficit habitacional e fortalecer políticas públicas de habitação.
Esta não é a primeira vez que a Igreja Católica coloca a questão da moradia em destaque. Em 1993, a Campanha da Fraternidade trouxe o tema “Moradia” e o lema “Onde moras?” (Jo 1,39).
Campanha da Fraternidade
Criada há mais de seis décadas, a Campanha da Fraternidade (CF) se consolidou como uma das principais iniciativas evangelizadoras e sociais da Igreja Católica no Brasil. Realizada todos os anos durante o período da Quaresma, a ação mobiliza comunidades católicas em todo o país para unir oração, reflexão e atitudes concretas em favor dos mais vulneráveis.
O tema anual busca lançar luz sobre situações concretas em que a fraternidade, foco permanente da Campanha, está ameaçada ou ausente, exigindo conversão pessoal e transformação social.
Ao longo dos anos, a CF passou a ter um caráter formativo e participativo, ajudando a construir consciência cristã e cidadã. Além da reflexão, mantém o chamado “gesto concreto”: a Coleta Nacional da Solidariedade.
