Pronunciamentos

DEPUTADA ANDRÉIA DE JESUS (PT)

Questão de Ordem

Denuncia situação de racismo sofrida por congadeiros do reinado de Moçambique Santa Efigênia, do Município de Divinópolis.
Reunião 30ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/07/2026
Página 46, Coluna 1
Indexação

30ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 8/7/2026

Palavras da deputada Andréia de Jesus

A deputada Andréia de Jesus – Obrigada, presidenta. Boa tarde, colegas deputados e deputadas. Também quero fazer uma questão de ordem, presidenta. É muito grave a situação de racismo que alguns congadeiros vêm sofrendo. Eu acho importante trazer isso para este Plenário, porque, na última semana, no dia 6 de julho, o congado de Divinópolis fez 28 anos. É o reinado de Moçambique Santa Efigênia, lá de Divinópolis. Desde os 2 anos de idade, a jovem Ana Elisa é congadeira. Essa jovem de 20 anos, que hoje ocupa as redes sociais de forma combativa, ou seja, combatendo o racismo e enfrentando as fake news, também tem sofrido racismo e ataques nas redes sociais praticados por quem desconsidera o papel importante do congado nas tradições de Minas Gerais. Congadeira como é, que tem o pai à frente ali do congado, registrou essas denúncias. Trago isso aqui para a Assembleia, porque é algo recorrente em todo o Estado a intolerância com os congadeiros por parte de alguns membros da Igreja Católica. Mas isso acontece também no cortejo. As pessoas são atacadas durante o cortejo do congado, que hoje é a maior festa do Estado de Minas Gerais, gera uma riqueza imensa, mas, infelizmente, é pouco valorizado pelo governo do Estado e recebe pouca proteção do Estado. Estamos falando de uma tradição reconhecida nacionalmente como patrimônio do Brasil, que é o congado, o reinado, as irmandades. Então registro, neste momento – é importante deixar isso registrado nesta Casa –, a situação que a Ana Elisa está sofrendo como congadeira e também como uma jovem que tem coragem de enfrentar o racismo em diversos espaços institucionais – e ela está na rede. Precisamos exigir do Estado proteção para as nossas mulheres e os nossos congadeiros, para que possamos enfrentar o racismo que hoje é um dos elementos que nos impede de ocupar espaços de poder e de representar os nossos. Obrigada, presidenta. Eu queria também, neste momento, pedir a recomposição de quórum.