DEPUTADO GUSTAVO VALADARES (PSD), autor do requerimento que deu origem à homenagem
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 05/05/2026
Página 2, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 2621 de 2023
RQN 17539 de 2026
Normas citadas RAL nº 5650, de 2026
10ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 30/4/2026
Palavras do deputado Gustavo Valadares
Boa noite. É um prazer ter todos aqui, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Exmo. Sr. Deputado Gil Pereira, representando nesta reunião o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Tadeu Leite; Exmo. Sr. Diretor-Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig –, amigo Reynaldo Passanezi Filho; Exmo. Sr. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, amigo desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Júnior; Exmo. Sr. Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, amigo Lyssandro Norton; Exma. Sra. Diretora-Presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa –, amiga querida Marília Carvalho de Melo; Exmo. Sr. Deputado Roberto Andrade, amigo fraterno; senhoras e senhores; amigos; mineiras e mineiros. Minas tem um jeito próprio de reconhecer as pessoas. A gente observa, valoriza e acolhe. Aqui, quem trabalha com seriedade, quem respeita o nosso povo e quem ajuda a construir o futuro do Estado encontra o seu lugar, porque, em Minas, pertencimento não se impõe. Ele se constrói naturalmente na convivência e na confiança. Hoje é um desses momentos.
Reynaldo Passanezi Filho não chegou até aqui por acaso. Sua trajetória é construída com base sólida, formação rigorosa, disciplina intelectual e experiência prática. Economista pela USP, advogado pela PUC de São Paulo, mestre pela Unicamp, doutor pela USP, com passagem por Stanford. Muito mais importante do que os títulos foi o que ele fez com eles. Ao longo de sua vida profissional, percorreu caminhos exigentes tanto no setor público, quanto no setor privado, sempre em áreas estratégicas, sempre lidando com decisões que impactam estruturas complexas, especialmente nos campos da economia, finanças e infraestrutura. Essa combinação de formação técnica com experiência de gestão o trouxe até Minas Gerais.
Vale destacar: ninguém assume a presidência de uma empresa como a Cemig apenas pelo currículo; assume porque há confiança, porque há expectativa de que aquela pessoa será capaz de tomar decisões difíceis, reorganizar caminhos e entregar resultados. E foi exatamente isso que ele fez. Ao chegar à Cemig, Reynaldo encontrou uma companhia que precisava recuperar seu rumo. Era necessário ajustar prioridades, rever investimentos, enfrentar distorções acumuladas ao longo do tempo. Isso não se faz com discursos, se faz com decisões, decisões que exigem preparo técnico, mas também firmeza de caráter. Sob sua liderança, a Cemig voltou a olhar para Minas Gerais como centro de sua missão; voltou a investir onde realmente faz diferença; voltou a cumprir o papel que sempre se esperou dela: ser indutora do desenvolvimento do nosso estado. E esse movimento não foi superficial. Houve uma reorganização profunda, houve uma revisão de estruturas, houve enfrentamento de excessos, houve mudança de lógica. A companhia passou a operar com mais eficiência, com mais foco e com mais responsabilidade. E o resultado disso começa a aparecer no cotidiano das pessoas: na energia que chega com mais estabilidade, nas obras que finalmente saem do papel, nas empresas que conseguem se instalar e gerar emprego, no interior, que passa a ser, de fato, prioridade.
Minas não é só Belo Horizonte. Minas é o conjunto das suas regiões, das suas cidades, das suas vocações. E quando uma empresa do porte da Cemig entende isso, ela se transforma em ferramenta de desenvolvimento. A Cemig voltou a ser isso, mas há um ponto que talvez seja ainda mais importante. Minas valoriza comportamento, valoriza quem chega e respeita, valoriza quem escuta antes de agir, valoriza quem constrói em vez de impor.
Ao longo desses anos, Reynaldo demonstrou este entendimento: uma atuação firme, mas sem excessos; discreta, mas eficaz; técnica, mas consciente do impacto humano de cada decisão. É esse tipo de postura que faz com que alguém deixe de ser apenas um profissional que passou por Minas e passa a ser alguém que pertence a Minas. Aqui entra um aspecto que não está no currículo, mas que faz toda a diferença. A vida pessoal, as escolhas individuais, o senso de responsabilidade com aquilo que se assume, tudo isso se reflete na forma de liderar. E liderança, no fim das contas, é isto: coerência entre o que se sabe, o que se diz e o que se faz. Reynaldo trouxe para Minas não apenas sua formação e sua experiência, mas também essa coerência.
É por isso que esta homenagem faz sentido. O título de Cidadão Honorário não é um gesto protocolar, é uma afirmação, é Minas dizendo: “Nós reconhecemos o seu trabalho. Nós respeitamos a sua trajetória. Nós entendemos que você ajudou a construir algo relevante para este estado”. Mais que isso, Minas acolhe, porque, no fundo, é isso que define quem é mineiro. Não é lugar de nascimento, é o compromisso com essa terra, é o respeito pelo seu povo e é a disposição de trabalhar para que Minas avance. E isso você demonstrou. Por isso, receba este título com a certeza de que ele carrega um significado real. A partir de hoje – e, na verdade, já há algum tempo, meu caro Reynaldo, você não é apenas o presidente da Cemig, você é mineiro na forma de agir, na responsabilidade com o público e no compromisso com a nossa terra. Parabéns, meu amigo e conterrâneo Reynaldo Passanezi Filho.
Como bom mineiro e bom atleticano – cadê o nosso presidente? Está por aí; está ali –, quero quebrar o protocolo e fazer uma entrega muito especial, presidente, mas, como democrático e democrata, quero chamar o nosso deputado Roberto Andrade para me ajudar, porque o presente é duplo. Você não pode ser um mineiro sem uma camisa do Atlético e do Cruzeiro – que me perdoem os americanos. Roberto, venha aqui. Reynaldo, venha aqui, por gentileza.
– Procede-se à entrega das camisas.