DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 30/04/2026
Página 121, Coluna 1
Indexação
19ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 28/4/2026
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sra. Presidente. Boa tarde aos colegas presentes e a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, acompanham esta reunião.
Sra. Presidente, preciso confessar que eu me divirto. Seria cômico, se não fosse trágico, a distorção da realidade que a gente é obrigado a ouvir da tribuna desta Casa. São diversos absurdos que, se eu fosse responder a cada um deles, não conseguiria entrar nas matérias nas quais preciso me aprofundar, mas alguns pontos achei mais interessantes. O primeiro é que o Bolsonaro não pode ser cristão. Eles se dizem cristãos, mas apoiam o assassinato de crianças no ventre materno. Lula se diz católico, mas flexibiliza o aborto, um dos poucos pecados que gera excomunhão automática, tamanha a inocência, a fragilidade e o quão indefeso o nascituro é. Mas o meu preferido é o seguinte: Bolsonaro é o responsável pela fraude do INSS. Quer dizer, eles querem que você acredite que o Bolsonaro… Gente, o Bolsonaro é tão esperto, tão maquiavélico, que montou um esquema para beneficiar o irmão e o filho do Lula só para incriminar o Lula. O sempre inocente Lula, que nunca sabe de nada! Olha, gente, esse Bolsonaro é esperto demais! Ele montou um esquema beneficiando o irmão e o filho do outro só para o outro perder voto. Poxa, tem que tirar o chapéu para o Bolsonaro, porque ele ganha o prêmio de QI mais elevado do Brasil! Segundo eles, o Bolsonaro é um estrategista nato, pois montou todo esse esquema só para colocar na conta do Lula.
Vamos falar aqui de ladrão? Pergunto a vocês que estão nos assistindo: quando eu falo a palavra “ladrão”, quem vem à mente? Eu tenho um chute. Eu acho que é o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva. É essa pessoa que vem à mente da imensa maioria dos brasileiros. Só que ele não gosta disso, não, então enviou agentes da Polícia Federal para censurar um cidadão que se manifestava contra um evento do governo na sua própria casa. O que o cidadão fez foi algo semelhante a isto: ele pendurou uma faixa com a palavra “ladrão” na sacada da sua casa. Não estava nem escrito “Lula ladrão”, apenas “ladrão”, mas a turma já entendeu. Fala “ladrão”, e a gente já sabe que é o Lula.
Então a PF foi lá dizer: “Olha, não pode ter essa faixa aqui. Você ofende o presidente da República”. Ora, onde está a liberdade de expressão, senhoras e senhores? Eu acho que este governo não vai descansar enquanto não conseguir colocar na lama a reputação da Polícia Federal, instituição outrora tão respeitada pelos brasileiros. Eu acho que é o sentimento de revanchismo e de vingança. Lula queria se vingar de Sérgio Moro, Lula queria se vingar do Bolsonaro e quer se vingar também da Polícia Federal, que o prendeu. Não é possível uma situação destas: a Polícia Federal ser usada para ir à casa de um cidadão intimidá-lo. Não pode chamar o ladrão de ladrão, gente! Não pode nem ter faixa só com a palavra “ladrão”, porque a turma já entende quem é, e ele fica ofendido. É absolutamente ridículo o que estamos vivendo aqui, em nosso país.
Eu tenho aqui alguns outros assuntos para tratar também, Sra. Presidente. No dia de ontem, o Sr. Gilberto Kassab veio dizer que o Bolsonaro não tem vocação para a vida pública. O Bolsonaro, Kassab, não tem vocação para a vida pública? Um homem que, com 6 segundos de televisão, chegou à presidência sem fazer conchavo com ninguém não tem vocação para a vida pública, Kassab? Um homem que, independentemente de toda a perseguição e injustiça que sofre, é admirado e seguido por milhões de brasileiros não tem vocação para a vida pública, não, Sr. Kassab? Quem tem vocação para a vida pública é o senhor, não é, Kassab? É você que tem a manha, é você que realmente é uma grande liderança neste país. O que eu sei é que o Bolsonaro não tem vocação para picaretagem, não tem vocação para toma lá, dá cá. Isso incomoda muita gente na política e, talvez, o senhor seja um deles.
Quero falar aqui também do Projeto de Lei nº 5.623/2026, que protocolei no dia de ontem, após ver a notícia de que, no Estado do Mato Grosso, foi sancionada uma lei que proíbe visitas íntimas para estupradores, pedófilos e feminicidas. Acho que os bons exemplos precisam ser copiados. Então estou aqui dando os parabéns ao Estado do Mato Grosso e dizendo a todos os mineiros que fiz um projeto de lei de igual teor, para que essas pessoas não tenham direito à visita íntima. Aliás, o único direito que estuprador e pedófilo deveria ter é um buraco de sete palmos debaixo da terra. Eles não têm que ter visita íntima coisa nenhuma.
A última pauta que quero abordar é a seguinte: muitos de vocês que me acompanham viram a denúncia que fiz no Ministério Público contra o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, que estava fazendo graça com o chapéu alheio, usando o dinheiro da Secretaria de Obras para ver se enchia o evento do Lula. Muitas vezes, quando a gente faz esse tipo de ação, o pessoal fala: “Ah, mas para que isso? Não vai dar em nada!”. E eu falo: “A nossa obrigação é denunciar”. Tive a alegria de ser notificado hoje que o Ministério Público instaurou inquérito para apurar se houve ou não improbidade administrativa por parte do prefeito Marco Antônio Lage, que pegou o dinheiro da Secretaria de Obras para fazer gracinha para o Lula. Espero, de fato, que investiguem a fundo essa questão e que tenhamos justiça, porque o gestor público precisa respeitar o dinheiro do povo. O dinheiro da Secretaria de Obras é para fazer obra. Muito obrigado, Sra. Presidente.