DEPUTADO EDUARDO AZEVEDO (PL)
Declaração de Voto
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/03/2026
Página 61, Coluna 1
Indexação
10ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 18/3/2026
Palavras do deputado Eduardo Azevedo
O deputado Eduardo Azevedo – Sr. Presidente e demais deputados que nos acompanham, subo a esta tribuna para fazer uma declaração de voto, a fim de expressar a minha preocupação com a situação dos caminhoneiros no Brasil. Hoje quem rompe as estradas do nosso país sabe a dificuldade de manter-se ativo no setor de transporte, no setor de frete. E muito me preocupou o fato de, nos últimos dias, especialmente nas últimas horas, a categoria anunciar uma possível paralisação. Nós temos que trabalhar a favor dos caminhoneiros, pois o escoamento de cargas no Brasil é feito pelo modal rodoviário. E, com a alta do preço do diesel, não há como um caminhoneiro sobreviver. O preço do frete está disparando, subindo dia após dia, o que impacta diretamente toda a população. E, quando o frete sobe, o preço de todos os produtos entra num efeito dominó e vai subindo sucessivamente. Mas o que mais me chama a atenção é a cortina de fumaça que o governo federal tem feito. Anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos causados pela guerra: zerou PIS e Cofins. Ou seja, o governo dá com uma mão para abafar o que realmente está acontecendo: o alto preço dos combustíveis no Brasil, principalmente da gasolina e do diesel. Foi lá e anunciou um pacote de medidas: “Vamos zerar PIS e vamos zerar Cofins”, numa tentativa de acalmar os caminhoneiros. Se os caminhoneiros pararem, o impacto político vai ser realmente muito grande para o governo federal, além de haver risco de desabastecimento na economia brasileira. Depois que o governo anunciou essa medida, tentando maquiar a situação, a Petrobras foi lá e concedeu aumento. Olhe só a contradição: a Petrobras é do governo federal, o governo vai lá e anuncia uma medida para zerar PIS e Cofins, mas depois, instantaneamente, a própria Petrobras aumenta o preço na bomba. Isso é achar que o caminhoneiro tem cara de palhaço. É achar que o brasileiro é trouxa. Gente, o que a gente está falando aqui é sério. Eu sou a favor, sim, de a classe dos caminhoneiros se manifestar, mas precisamos parar para pensar no impacto financeiro que isso pode trazer para a nossa economia, caso realmente os caminhoneiros parem. As notícias que temos são de que fizeram uma assembleia na última segunda-feira, no Porto de Santos, e que a classe pretende iniciar uma paralisação ainda nesta semana. Nós já vimos o impacto da greve dos caminhoneiros no Brasil em 2018. Então, se queremos que a economia do País, que já está suspirando, continue ao menos mantendo as coisas em seus lugares, o governo federal precisa tratar urgentemente os efeitos do aumento do diesel. Mas o que parece é que o governo prefere fazer cortina de fumaça. Dá com uma mão, tira com a outra. Anuncia um pacote de medidas e, logo depois, instantaneamente, a Petrobras aumenta o preço do combustível. Então, governo federal, estamos aguardando as medidas para poder conter esse aumento disparado do diesel. Contextualizando, pensem bem: uma carreta maior, uma carreta bitrem, faz em média 1km por litro. Ou seja, a cada quilômetro rodado, ela gasta 1 litro de diesel. Com o preço do diesel chegando ao preço a que está chegando, realmente há condição de o caminhoneiro continuar trabalhando? Não há, não! Então é mais do que justo que os caminhoneiros mostrem a sua força para o Brasil. Como diz o ditado, se os caminhões param, o Brasil para. E realmente para. Então, estamos esperamos a atitude do governo federal para que essa paralisação não ocorra no Brasil.
O presidente – Obrigado, deputado e querido amigo Eduardo Azevedo.