WAGNER EDUARDO FERREIRA, presidente da Fundação Educacional Lucas Machado – Feluma
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 14/03/2026
Página 3, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 14360 de 2025
3ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 12/3/2502
Palavras do Sr. Wagner Eduardo Ferreira
Amigo, prezado parceiro e nobre deputado Rafael Martins, ao cumprimentá-lo inicialmente, agradeço toda a parceria que o senhor tem tido com a instituição e toda a sensibilidade. Que outros se inspirem não só na Feluma, mas também em todas as entidades sérias da área da filantropia e nas ações que o senhor faz e tem feito nos últimos anos. Gratidão eterna em nome da fundação, em nome da Faculdade de Ciências Médicas e em nome de todos que lutaram para criar essa instituição que tem 75 anos e é uma das mais competentes, nobres e sérias do País. Obrigado profundamente em nome de todos. Nossa querida amiga, nossa eterna promotora de fundações, Dra. Valma Leite. Sem a senhora, nós poderíamos não existir mais. Gratidão eterna pelo seu apoio, sempre educativo e amigo. Um abraço grande para a senhora. Cumprimento também o chefe do Estado-Maior da 4ª Região Militar do Exército Brasileiro, representando aqui o Gen. Adriano Fructuoso, que é o comandante da 4ª Região Militar. Abraço o senhor e o cumprimento. Um abraço especial ao general, que é o amigo mais novo que adquirimos. Cumprimento ainda o diretor-geral do Hospital da Polícia Civil, Gerson Coelho. É uma honra conhecê-lo pessoalmente, neste momento; eu já o conhecia de nome. A polícia sempre é uma parceira na segurança da instituição, em situações especiais. A gente sempre teve contato com ela. A Polícia Civil é sempre o grande bastião da segurança pública de Minas Gerais.
Vereador Rudson Paixão, é um prazer recebê-lo aqui, representando o presidente, que também é uma pessoa sensível a essas causas. Um abraço especial para o senhor. Transmita, por gentileza, aos nobres vereadores de Belo Horizonte, o nosso abraço. Obrigado, professores, funcionários, funcionárias, nossos líderes dentro da instituição. Em nome dos líderes da área da educação, eu cito o Prof. José Celso, nosso reitor; o Dr. Túlio Pedrosa, diretor-executivo; o Dr. Flávio Gonçalves, diretor operacional; o meu grande amigo Flávio Amaral, diretor de Estratégia e Novos Negócios, na pessoa de quem eu saúdo a nossa história recente e passada. A instituição esteve em situação complicada há cerca de 21 anos e hoje, com uma gestão séria, nós abrilhantamos a nossa causa. Cumprimento ainda os membros do conselho diretor, o Rafael Brescia, nosso vice-presidente, e o Eduardo Guimarães, nosso secretário-geral; e os membros do conselho deliberativo, na figura do Prof. Osvaldo. Tenho que cumprimentar o Conselho Federal de Medicina, o Prof. Hermann, grande, glorioso e nosso professor emérito, e o Conselho Regional de Medicina, na figura do Brandão, nosso querido amigo. O sindicato também está representado aqui. O Lincoln já foi presidente da Associação Médica de Minas Gerais e da Associação Médica Brasileira. Talvez ele tenha sido o segundo mineiro que foi presidente. Cumprimento também os amigos presentes, as amigas, todos os parceiros. Vou parar de falar os nomes, senão posso esquecer algum.
Deputado, há 75 anos, um grupo de abnegados médicos comandados pelo Prof. Lucas Machado – hoje o seu filho, Dr. Lucas Monteiro Machado Neto, está fazendo aniversário – resolveu abraçar a filantropia e se dedicar ao ensino médico de qualidade. Eu digo muito que ele comandou o time – o Prof. Magela está aqui e é um homem da história. Dentro desse time, havia uma pessoa que chegou a dar aula na escola de patologia clínica e nos doou o prédio da Alameda Ezequiel Dias. Temos um membro eterno no nosso coração, que nos ajudou a crescer e a ter uma sede própria nesse endereço: nosso ex-professor e ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, urologista que ajudou o Lucas na fundação e no crescimento da instituição.
Saúdo a todos que tiveram essa ideia no passado. Hoje, passados 75 anos, a Faculdade de Ciências Médicas, nossa maior e mais importante instituição mantida pela fundação, através do instituto de oncologia, como muito bem citado pelo senhor e apresentado no vídeo, atende – ou está prestes a atingir essa meta – a mil pacientes com câncer por dia. E há um detalhe: lá a gente tem que dar o diagnóstico entre 40 e 60 dias, iniciando o tratamento nesse período curto, senão o paciente, quando diagnosticado e tratado, já não tem o que fazer. No instituto de oftalmologia são atendidos mil pacientes por dia, com 2 mil procedimentos por dia. Nos nossos ambulatórios e no hospital universitário, nós já chegamos à casa de 10 milhões de atendimentos nesses últimos 15 anos, tudo 100% SUS, respeitando fielmente a lei da filantropia do nosso país.
Na nossa área de ensino, 20% de todos os alunos estudam com bolsa de 100%. Fora o apoio à cultura: temos um teatro de primeira linha, com 400 lugares, e vamos inaugurar mais um, em outubro, com mais 400 lugares aproximadamente. Qualquer artista de formação, nascimento e origem mineira não paga aluguel. Então a gente também estimula as artes e a cultura.
Temos ainda outras atitudes filantrópicas. Vou dar um exemplo para o senhor: na pandemia, muito se falou sobre guardar vacinas. E, na hora em que as vacinas chegaram, não havia lugar para guardá-las. O poder público não tinha geladeiras que congelavam a -90°C. A fundação, já saneada financeiramente, com condições, comprou duas grandes geladeiras, que até hoje estão emprestadas ao poder público. A filantropia séria é um instrumento de parceria com o Estado brasileiro em nível municipal, estadual e federal.
Sem contar que as nossas contas são aprovadas há mais de onze anos, sem ressalvas, e auditadas por essas quatro grandes auditoras, inclusive a KPMG. O Ministério Público de Fundações, hoje representado pelo Dr. Bruno – a Dra. Valma foi, durante muitos anos, a nossa promotora -, fiscaliza e confirma as contas que foram auditadas. Enfim, a gente cumpre a lei e faz acontecer o que está escrito: filantropia na educação e na saúde. Manteremos a disciplina, com responsabilidade fiscal e social, principalmente na gestão da nossa casa. Ela está estável, e tudo o que vier, como o ato gigantesco que o senhor promoveu, é bem-vindo e nos ajuda a fazer melhor toda essa ação social.
Os nossos alunos, por meio desses pacientes que são acolhidos por nós, aprendem a fazer a ciência da saúde. Nós não temos só a medicina. Nós temos medicina, odontologia, enfermagem, psicologia, fisioterapia, e agora terapia ocupacional, o mais novo curso, cujas primeiras aulas já começaram. Na verdade, é fonoaudiologia. O Josué me corrigiu. Terapia ocupacional tivemos no passado. Temos a honra de dizer que, por meio dos cursos da área da saúde, cuidamos do povo mineiro. Na saúde coletiva, os nossos alunos frequentam aproximadamente trinta municípios, por meio do internato de saúde coletiva, também chamado de internato rural. Os nossos alunos vão aos municípios acompanhados dos professores e prestam serviços à população. Enfim, estamos prestando serviços.
Nós, do conselho diretor, até bem pouco tempo atrás – cerca de 2, 3 anos desses últimos 21 anos -, não recebíamos sequer um centavo de salário. Fazíamos o trabalho por abnegação de todos nós. De acordo com a Lei da Filantropia, a gente hoje recebe um valor, como manda a lei: 70% do valor do que recebe o presidente da República ou do teto, sem os adicionais.
Estamos aí. Continuamos abertos a receber de toda esta Casa, da vereança, da Câmara dos Deputados e do Senado… Estou pedindo mesmo. Temos tido sucesso, porque apresentamos contas honestas e sérias. Pode estar certo de que o que o senhor fez redundará em um retorno social e de saúde importante para a nossa comunidade. Oxalá! Que Deus proteja e ilumine a todos para que consigamos fazer desta cidade uma cidade mais feliz para se viver, com mais saúde, mais educação, mais cultura e mais arte, abraçando os mais necessitados.
Muito obrigado. Agradeço a todos os que nos honraram com suas presenças. Não citei o nome de todos, mas aqui só há pessoas queridas. Costumo terminar – não é, José Celso? – com um beijo no coração de todas e de todos. Muito obrigado à Mesa. Obrigado, deputado. A sua ação será revertida em benefícios enormes. Obrigado.