Pronunciamentos

DEPUTADO PROFESSOR CLEITON (PV)

Discurso

Lamenta entrevista concedida ao programa Roda Viva pelo governador Romeu Zema. Afirma que as falas do governador revelam aporofobia e podem estimular violência contra pessoas em situação de rua, além de constranger a imagem de Minas Gerais. Manifesta solidariedade às jornalistas mineiras presentes na entrevista. Enumera uma série de adjetivos pejorativos para criticar o governador.
Reunião 52ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 20ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 28/08/2025
Página 80, Coluna 1
Indexação

52ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 26/8/2025

Palavras do deputado Professor Cleiton

O deputado Professor Cleiton – Boa tarde a todos e a todas. Boa tarde, deputado Doutor Jean Freire. É muito bom ver V. Exa. mais uma vez presidindo o Plenário da Assembleia Legislativa de Minas. Boa tarde a todos aqueles que nos acompanham pelos canais de comunicação da Assembleia Legislativa. Boa tarde, de forma muito especial, porque nós temos notícias, deputado Caporezzo e deputado Bruno Engler, que a imprensa nacional está acompanhando esta reunião. E, aproveitando a presença da imprensa nacional, eu gostaria de, como mineiro, pedir desculpas por uma das piores entrevistas, senão a pior entrevista da história de um dos grandes programas de entrevista da nossa TV aberta no Brasil, que é o Roda Viva. Peço desculpas aos brasileiros, em nome de todos os mineiros, pelo constrangimento, pela vergonha que passamos, a cada dia, ao identificarmos a pequenez e a mediocridade desse sujeito que nos governa.

Eu gostaria ainda de chamar a atenção para algo que é muito triste, deputado Leleco Pimentel. Aos 10 anos de idade, eu comecei a acompanhar meu pai em um trabalho que a associação que ele fundou faz até hoje com moradores de rua. Se existe algo que é nojento e que me cria asco é a aversão que muita gente tem aos pobres – a famosa aporofobia. Esse sentimento de aversão ao pobre não é apenas uma atitude asquerosa, mas também, como diz uma grande socióloga espanhola, um perigo para a democracia. A minha solidariedade a todos aqueles, homens e mulheres, que estão em situação de rua, porque, diante das falas irresponsáveis desse inominável que governa o Estado de Minas, eles podem se tornar vítimas de violência, intolerância e do ódio propagado pelos cortes feitos pelos algoritmos que espalham esse ódio entre as pessoas. Ao mesmo tempo, vindo de um governador de Estado, isso empodera aqueles gestores municipais que querem combater a pobreza e a miséria da forma mais fácil, que seria a exclusão. O meu pedido de desculpas à população brasileira. Também em relação a ontem, Doutor Jean Freire, registro a minha solidariedade a duas mulheres, jornalistas mineiras: Edilene Lopes e Bertha Maakaroun, que estavam no Roda Viva. Mas ainda bem que o governador não é “beliscoso”, porque, se fosse “beliscoso”, ele poderia beliscar as duas jornalistas, achando que se tratava de Adélia Prado.

Mas eu queria corrigir uma fala. Na verdade, Romeu Zema não é inominável. Trouxe alguns adjetivos que representam muito bem a pessoa que ele é. O cérebro ainda pensa. Ignorante, burro, idiota, imbecil, retardado, analfabeto, boçal, bronco, estúpido, iletrado, ignaro, ilegível, obscuro, sombrio, onagro, atrasado, inculto, obsoleto, retrógrado, beócio, rude. O cérebro ainda pensa.

Besta, cavalgadura, quadrúpede, tolo, alarve, grosseiro, jalofo, lorpa, desajeitado, peco, tapado, teimoso, chucro, intratável, desalumiado, escuro, asnático, brutal, bruto. O cérebro ainda pensa.

Desaforado, descortês, duro, estólido, inepto, lambão, obtuso, palerma, sandeu, selvagem, toupeira, cavo, incapaz, insensato, incompetente, imperito, impróprio, inapto, inábil, insuficiente. O cérebro ainda pensa.

Abagualado, bárbaro, labrusco, sáfaro, insciente, inepto, insipiente, imprudente, alheio, estranho, estulto, fátuo, mentecapto, pateta, toleirão, írrito, vão, oco, chocho. O cérebro ainda pensa.

Frívolo, fútil, vazio, definhado, enfezado, frustrado, abeutalhado, chambão, cavalar, desabrido, escabroso, fragoso, incivil, inclemente, indelicado. O cérebro ainda pensa.

Roto, ríspido, rombudo, severo, silvestre, tacanho, tosco, covarde, poltrão, safado, baldo, infundado, mentido, nugativo, supervacâneo, bordegão, asinário, bordalengo, calino. O cérebro ainda pensa.

Indouto, sinistro, arrogante, desinformado, alvar, atoleimado, estúpido, boçal, disparatado, rude, azêmola, desajeitado, lanzudo, asselvajado, bestial, protervo. O cérebro ainda pensa.

Irracional, javardo, malcriado, desaforado, atrevido, insolente, descortês, inconveniente, indelicado, intratável, confragoso, cru, cruel, despiedado. O cérebro ainda pensa.

Penoso, tirano, estólido, estouvado, néscio, abarroado, abrutalhado, achamboado, achavascado, chaboqueiro, desabrido, grosso, labrego. O cérebro ainda pensa.

Mal-educado, reles, rugoso, rústico, soez, tarimbeiro, abestalhado, aluado, babão, bobalhão, bobo, bocó, demente, descerebrado, desequilibrado, desmiolado, lerdaço, paspalhão, pastrano. O cérebro ainda pensa.

Sendeiro, toupeira, vão, bestialógico, insociável, ranzinza, soberbo, apedeuta, anômalo, acéfalo, apanema, embotado, escabroso, inclemente, safado, entupido, obducto, boto, ogro, balordo. E o melhor de todos: homúnculo. Obrigado.