DEPUTADO CARLOS HENRIQUE (REPUBLICANOS)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 12/10/2023
Página 92, Coluna 1
Indexação
67ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 10/10/2023
Palavras do deputado Carlos Henrique
O deputado Carlos Henrique – Sr. Presidente, deputado Duarte Bechir; queridos deputados; deputada Ana Paula, única deputada presente no Plenário; todos que nos acompanham pela TV Assembleia; servidores desta Casa, meu muito boa-tarde.
Eu subo a esta tribuna para manifestar todo o meu repúdio aos atentados que foram provocados pelo grupo Hamas, um grupo palestino que tem um único objetivo, qual seja, dizimar da terra judeus e cristãos. De ontem para hoje, 40 crianças foram mortas, decapitadas em um kibutz em Israel. Soldados israelenses encontraram, em um único momento, 40 crianças mortas e decapitadas. E 260 jovens foram mortos friamente, assassinados friamente por homens bárbaros, cruéis e que pregam tão somente o ódio ao povo judeu. Não se trata tão somente de ocupação de terras, mas de aniquilação e extermínio do povo judeu e do povo cristão também. Eles pregam o ódio. Sequestraram crianças, enjaularam crianças e expuseram isso para o mundo com orgulho. Sequestraram mulheres, estupraram mulheres, idosas, mataram e dizimaram famílias inteiras. Um ato covarde e financiado com recursos deste país, financiado com dinheiro de um partido político que está no poder neste país. Desmintam-me, se tiverem coragem.
O sangue desse povo está correndo na mão de muita gente neste Brasil que defende o estado islâmico do Hamas. O povo judeu quer paz; quer paz, mas esses terroristas não querem paz. Eles controlam e dominam um povo. Quem não deixa esse povo ser livre são os terroristas do Hamas, do estado islâmico. Eles confinam o povo no sofrimento, na dor e na miséria porque querem perpetuar a violência, o ódio, o assassinato, o extermínio de um povo que tem a sua autoindependência.
Eu gostaria aqui de ler um trecho hoje publicado no jornal Estado de Minas, do querido amigo cônsul Dr. Sílvio Musman. Eu gostaria de ler na íntegra para que algumas pessoas pudessem entender o contexto histórico do que acontece, e não ler a mídia comprada, ideológica deste país que quer, em uma narrativa, desvirtuar os fatos, transformar terroristas assassinos em combatentes, em grupo armado, em movimento palestino, deputado Bruno. É assim que a mídia deste país, parte da mídia, quer fazer o povo brasileiro crer: que é um grupo de resistência. São terroristas! Assassinos! Bandidos! E são admirados por muitas pessoas deste país, infelizmente.
Dr. Sílvio Musman, médico e cônsul honorário de Israel em Minas Gerais. (– Lê:) “O mesmo Brasil que hoje ocupa a presidência do Conselho de Segurança da ONU presidiu a Assembleia Geral da ONU que, em 1947, votou e aprovou a partilha da região conhecida como Palestina, determinada à criação de dois novos estados: uma palestina árabe e uma palestina judaica, colocando fim ao protetorado britânico. A população judaica que já habitava a região há séculos e que ainda sofria com muita intensidade os efeitos do Holocausto da Segunda Guerra Mundial imediatamente organizou a criação de seu estado nacional e, em 1948, declarava a independência do Estado de Israel, lar nacional do povo judeu. A população árabe, por sua vez, conduzida por suas lideranças da época, rejeitou a ideia da existência de dois estados vizinhos, reivindicando para si toda a região. Uma mobilização das nações árabes da região culminou com uma invasão militar generalizada ao recém-criado Estado de Israel, que conseguiu se defender e preservar sua identidade. Nascia aí o longo e persistente conflito entre Israel e a Palestina Árabe que se arrasta até os dias atuais. Como consequência dessa guerra de 1948, a Liga das Nações Árabes adotou como lema e dogma os chamados Três Nãos: não ao reconhecimento do direito de existência de Israel como lar do povo judeu; não a qualquer tipo de negociação; e, o pior de todos, não à paz com Israel.
A inexistência de um Estado Árabe Palestino não pode ser atribuída exclusivamente a Israel em função de fatos e políticas ocorridas desde então, mas uma grande parcela de culpa deve-se às lideranças palestinas e ao mundo árabe, que nega o direito de existência de Israel e não abdica da luta armada. A situação se agravou após o grupo Hamas assumir o papel de liderança do povo palestino na Faixa de Gaza, devendo-se lembrar, eleito pela população. O grande entrave é que o Hamas adota posturas extremistas e radicais em relação ao processo de convívio com Israel, tendo inclusive como um artigo, no seu documento de criação, a destruição do Estado de Israel. Ao longo desses anos, houve inúmeros conflitos entre as duas partes, com batalhas entre suas forças militares com repercussões sobre a população civil de ambos os lados. Contudo, o que se vê no momento é algo que extrapola em muito todos os conflitos anteriores, uma vez que as forças do grupo Hamas invadiram por terra, céu e mar o território israelense, praticando atos de selvageria, assassinatos deliberados, invasão de residências, sequestros e atos com requinte de crueldade contra a população civil” – e desarmada –, “não poupando crianças, mulheres, idosos e pessoas doentes.
O mundo civilizado, nações e lideranças não podem, de forma alguma, aceitar, concordar e justificar tais ações em nome de uma legítima luta por independência. Qualquer ser humano decente, mesmo que 100% favorável à causa palestina” – que é justa – “deve repudiar com veemência a opção escolhida pelo grupo Hamas, que, com essas atitudes, reforça e justifica sua classificação como grupo terrorista. Como disse Hannah Arendt: ‘Aqueles que escolhem o mal menor esquecem rapidamente de que escolheram o mal’.
O momento atual é extremamente crítico, e Israel concentra suas energias no resgate de seus cidadãos ainda sequestrados pelos grupos palestinos. A forma escolhida de luta abre um perigoso precedente, podendo ser referência para ações futuras, e em absolutamente nada contribui para o avanço de um processo de paz, apenas aumentando o sofrimento das duas populações. A grande maioria do povo israelense e da comunidade judaica ao redor do mundo se posiciona em prol da criação de um Estado Palestino independente com fronteiras seguras com Israel e para isso preconiza: sim ao reconhecimento de Israel como lar do povo judeu; sim a negociações; e não à guerra como forma de luta”.
Trazendo aqui ainda algumas informações e finalizando, Sr. Presidente, o Hamas, que é uma organização terrorista impulsionada pelo racismo genocida contra judeus, tem como objetivo destruir Israel, como eu disse. Vamos aqui a algumas falas de líderes do Hamas: “Agora o Hamas discutirá quando eliminará Israel”, “Devemos atacar todos os judeus do planeta Terra, devemos abatê-los e matá-los”, Fathi Hammad, alto funcionário do Hamas. “Os judeus são a nação mais vil e desprezível da história”, Marwan Abu Ras, oficial do Hamas. “Oh, Allah, traga aniquilação sobre os judeus”, xeque oficial do Hamas, Dr. Hamad Al-Regeb. “Quando falamos sobre resistência pacífica, estamos enganando o público”, cofundador do Hamas, Mahmoud al-Zahar. Sr. presidente, os vermes morais estão muito próximos de cada um de nós.
Deixo aqui as minhas condolências ao povo judeu, às famílias dos brasileiros mortos, desejando que aqueles que ainda se encontram em Israel voltem para o Brasil de forma segura. Que o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel abençoe o Brasil, abençoe o povo judeu e o povo cristão de todo o mundo. E que Deus abençoe também os palestinos. Muito obrigado.