DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 29/06/2023
Página 114, Coluna 1
Assunto ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (ALMG). PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. SEGURANÇA PÚBLICA.
Aparteante CAPOREZZO, CORONEL SANDRO, EDUARDO AZEVEDO
43ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 27/6/2023
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Se a gente puder continuar aqui e depois… Em primeiro lugar, vou corroborar aqui as palavras do deputado Coronel Sandro, grande colega aqui nesta Casa, tanto ele, como o deputado Caporezzo, como o deputado Sargento Rodrigues, policiais militares da reserva, como também a deputada Delegada Sheila, o deputado Delegado Christiano, policiais civis, profissionais da segurança pública. Eu posso dizer aqui, de todos esses cinco que eu citei, que eu nunca vi nenhum deles agir de maneira agressiva ou hostil para com qualquer um dos colegas; pelo contrário, há o debate de ideias, o debate de palavras, mas nunca os vi partir para a agressão. Pelo contrário, o deputado Coronel Sandro já foi aqui quase vítima de uma agressão por parte de um deputado de esquerda, que saiu num rompante atrás dele. Ele teve a cabeça fria de não revidar para evitar que tivéssemos um problema de vias de fato aqui, na Assembleia. Então, da parte dos nossos deputados da segurança pública, nunca vi nenhum tipo de ameaça ou nenhum tipo de problema.
Mas, voltando aqui ao que era a minha intenção de falar desta tribuna, fico surpreso com o fã clube do bandido, com o presidiário FC, que fica aqui sempre fazendo o máximo para puxar o saco do Lula. Aliás, falando até de maneira autoritária. Um deputado subiu a esta tribuna dizendo: “Todo mundo que eu não gosto vai ser preso”, numa sanha autoritária ímpar. Esses é que dizem defender a liberdade e a democracia.
Agora, eu acho engraçado que um deputado do PT subiu aqui, a esta tribuna, para criticar a vaquinha que nós estamos fazendo em favor do nosso capitão Jair Bolsonaro. Eu posso dizer com propriedade: fui, sim, o primeiro a pedir o pix e o fiz com muito orgulho. Agora vem aqui ironizar, dizer que é chacota, mas a memória desse povo é muito curta. Aproxime aqui! (– Mostra impressos.) “PT fará vaquinha para que Lula, o milionário, não morra de fome”; “Lula cumpre pena de corrupção e lavagem de dinheiro.”; “Após mensalão, Dirceu causou polêmica ao arrecadar mais de R$1.000.000,00 em vaquinha para pagar multa”… Mas este aqui é o meu preferido: “PT faz vaquinha para pagar multa dos condenados do mensalão”. Escândalo de corrupção! Porque o deputado vem aqui na tribuna e fala que o presidente Bolsonaro foi multado em mais de R$300.000,00, de fato foi, mas não fala o motivo. Bolsonaro foi multado por não usar máscara, mas por corrupção, por meter a mão no dinheiro público, ele não tem nada. Isso é a turma do PT, é a turma do Lula. E, agora, vem ironizar que nós estamos, sim, levantando recurso para um homem que está sendo perseguido; para um homem que, ao contrário do Lula, não assaltou os cofres públicos, então não tem milhões do nosso dinheiro para pagar as multas. Ele está tendo, sim, ajuda voluntária de patriotas. Até aproveito aqui – vejam, peço mais uma vez que aproximem – para falar que a chave pix do Bolsonaro é essa aqui, é CPF 453.178.287-91. Quem quiser e puder ajudar o nosso capitão nessa perseguição absurda que ele está sofrendo… Toda e qualquer ajuda é mais do que bem-vinda.
Já retornarei à tribuna, mas, se os deputados estão com a memória curta, inclusive, deputado Leleco, faço questão de deixar com você esses papéis aqui para que o senhor se lembre que nós não inventamos a vaquinha para ajudar político. Só que, no nosso caso, não é corrupção, não.
Concedo aqui um aparte ao deputado Caporezzo para que ele possa se defender das acusações.
O deputado Caporezzo (em aparte) – Eu acabei de ficar sabendo que eu fui acusado de estar com a arma de fogo aqui. Bem, isso é uma acusação muito séria. Então eu peço à Polícia Legislativa que pesquise todas as filmagens da Casa, desde a minha entrada até a minha presença em Plenário. Eu peço à polícia que pesquise junto à Gol se eu entrei armado na companhia aérea esta semana para ir para Uberlândia, porque eu não posso portar a minha arma de fogo no avião sem mostrar que eu estou com ela. A minha arma se encontra, neste momento, na cidade de Uberlândia. Eu vou até para missa armado, mas aqui, não, porque não pode, não é?
Então o deputado fez essa acusação aqui, e eu não consigo entender de onde ele tirou isso, é algo, assim, injustificável. Se é uma estratégia política para me atacar ou alguma coisa, isso é uma molecagem. Saiba que eu vou acionar o Conselho de Ética por causa disso, você vai ter que provar o que você não viu. Prove o que não viu, ou procure um médico porque você está vendo o que não existe. Obrigado, deputado.
O deputado Bruno Engler – Por nada.
Eu vou passar a palavra, de maneira breve, ao deputado Coronel Sandro. Peço que seja breve, porque prometi também um aparte ao deputado Eduardo Azevedo.
O deputado Coronel Sandro (em aparte) – Obrigado, deputado Bruno Engler.
É importante e eu tomei a liberdade de fazer sua defesa aqui, Caporezzo, porque você não estava no Plenário. Dizer uma leviandade dessa é, no mínimo – V. Exa. disse muito bem –, molecagem. Molecagem quando se faz uma acusação de algo inverídico, que não aconteceu. Eu acho que V. Exa., diretamente atingido, tem que processá-lo no Conselho de Ética e tem que processá-lo na Justiça comum. Ele tem que responder para aprender que palavras para ofender pessoas não podem ser ditas sem nenhuma punição quando não são verdadeiras. Isso serve de lição.
E você disse “milico”, e eu tenho orgulho dessa expressão pejorativa que V. Exa. usou aqui. V. Exa. não é militar sabe por quê? Porque não passaria no concurso. Eu fui aprovado no concurso com muita honra! Eu sou milico com muita honra! Eu criei minha família com o salário que eu recebia da Polícia Militar de Minas Gerais. Então não venha aqui nesta Casa ofender a mim e ofender a todos os militares de Minas Gerais, não, porque aqui tem sangue que corre na veia.
Então, V. Exa. que é neófito aqui nesta Casa, aprenda a respeitar as pessoas; aprenda a não fazer acusação leviana, inverídica; aprenda a respeitar as profissões. Militar é uma profissão de respeito. Militares de Minas Gerais trabalham 24 horas, dia e noite, para proteger V. Exa. e sua família, proteger todos aqui neste Plenário e proteger as famílias mineiras. Então não faça isso, deputado! Não faça isso porque a ofensa a mim, como um militar, é uma ofensa a todos os militares. V. Exa. deveria ter vergonha de fazer isso aqui. E, olha, – realmente V. Exa. falou – os indisciplinados no meu quartel eram pouquíssimos e eles tinham a reprimenda que mereciam.
Eu não ajo como V. Exa., não, viu? Eu respeito as pessoas. V. Exa. fez uma acusação aqui hoje contra o Caporezzo gravíssima!
Eu esperei a palavra dele para eu ser mais incisivo: mentirosa. V. Exa. falou mentira! Mentira! Eu fico observando, Sr. Presidente, que há deputados nesta Casa que soltam um trovão, um rojão poderoso quando se trata de atos de deputados conservadores, de direita, do governo Zema, do governo Bolsonaro. Mas, quando é da “tchurma”, eles dão um petelecozinho, como se não fosse nada.
Então, Sr. Presidente, eu vou encerrar. Bruno Engler, desculpe por ter-me alongado. A polícia vai checar que a arma do cabo Caporezzo está lá na casa dele, em Uberlândia. E esse caso, esse, não vai passar batido, porque isso é gravíssimo. Deputado Bruno Engler, muito obrigado, viu?
O deputado Bruno Engler – Obrigado, deputado Coronel Sandro. Na verdade, deputado Caporezzo, a sua arma está “transpresente” em Plenário. Na verdade, ela se encontra em Uberlândia, mas se sente presente no Plenário. Passo a palavra ao deputado Eduardo Azevedo.
O deputado Eduardo Azevedo (em aparte) – Obrigado, deputado Bruno Engler. É porque a sua arma se sente uma arma trans, ela está em Uberlândia, mas, ao mesmo tempo, está aqui.
Deputado Bruno Engler, primeiramente, quero lhe parabenizar pela iniciativa do pix, que foi muito bem-feita mesmo. O nosso ex-presidente Jair Bolsonaro, que é o nosso eterno presidente, está sendo perseguido de forma muito injusta. Quero deixar aqui o meu respeito a todos os militares que trabalham nesta Casa, e posso mencionar o Cb. Caporezzo, o Coronel Sandro, o Sargento Rodrigues e também o Coronel Henrique.
Bom, vamos lá, né? Quando a gente percorre todo o Estado de Minas Gerais, como eu tenho percorrido, nós deparamos com situações inusitadas – situações inusitadas como justamente a falta de medicamentos. Eu fui fazer uma pesquisa junto à Secretaria de Estado de Saúde, e me foi relatado agora, na parte da manhã, que faltam mais de 17 medicamentos para o povo mineiro, medicamentos de responsabilidade sabe de quem? Do governo federal. Mas o que mais me chama a atenção é essa incoerência e essa hipocrisia do governo federal. Enquanto, em Minas Gerais, está faltando medicamento, que é responsabilidade do Ministério da Saúde, vejam a matéria que saiu aqui novamente: “Governo Lula doa milhares de remédios para a ditadura cubana”. Então é impressionante o quanto esse governo do Lula é mentiroso, hipócrita e não olha para o povo. Enquanto, em Minas Gerais, faltam mais de 17 medicamentos – eu posso mencionar – para depressão, Alzheimer, o governo Lula doa medicamentos, através do Ministério da Saúde, para a ditadura cubana. É muita incoerência, muita hipocrisia, e isso aqui não é falado no Plenário.
Eu quero encerrar aqui, agora – sabe, Coronel Sandro? –, dizendo o seguinte: para aquelas pessoas que são tão contra o armamento, que não defendem isso, que querem desarmar a população, quando o bandido entrar à sua casa, afrontar a sua família, afrontar a sua esposa e os seus filhos, não ligue para a polícia, não; ligue para a bibliotecária. Sabe por quê? Porque, já que você defende mais livros e menos armas, não ligue para a polícia; ligue para a bibliotecária. Obrigado, Bruno.
O deputado Bruno Engler – Obrigado, deputado Eduardo Azevedo. Exatamente. Quero, continuando nessa discussão, solidarizar-me com o deputado Caporezzo, que já veio aqui prontamente dizer que não esteve armado em Plenário, e também com o deputado Coronel Sandro. Aliás, recentemente, lá, na CCJ, um colega nosso com quem até tenho uma boa relação disse que estava sendo ofendido ao ser chamado de petista. Isso, de fato, pode caracterizar uma fiança, mas milico, não. Por mais que eles estejam tentando ofender, tenho certeza de que V. Exa. é muito honrado pela sua vida e pela sua carreira militar. Agora é engraçado dizer que se falta com respeito quando se questiona a maneira de se requerer. Não custa nada fazer um requerimento por escrito. Que o faça então, até para deixar registrado, e que o deputado Caporezzo possa se defender. Agora, vir aqui dizer que não estamos no quartel, que os milicos isso e aquilo… Qual a necessidade disso, de faltar com respeito com pessoas que, de fato, trabalham pela nossa segurança? Agora, não dá uma turma que defende vagabundo que invade terra, que defende terrorista do MST vir aqui apontar o dedo na cara dos militares. Isso é um absurdo completo.
Então deixo aqui toda a solidariedade a V. Exa., a toda a nossa Polícia Militar, porque a gente segue trabalhando pela defesa e pela valorização. E, como V. Exa. e o deputado Caporezzo bem colocaram, se acusou tem que provar. E o deputado Caporezzo afirma categoricamente que a arma dele se encontra em Uberlândia. Então é um pouco complicado ela estar lá em Uberlândia e aqui, no Plenário, ao mesmo tempo.