DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 13/04/2023
Página 105, Coluna 1
Assunto ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (ALMG). DEPUTADO ESTADUAL. ELEIÇÃO.
24ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 11/4/2023
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Art. 164, Sra. Presidente.
A presidenta – Obrigada, deputado Leleco. Deputado Bruno, estou aqui lendo o Regimento Interno que diz assim: “Ao deputado que tenha sido citado em pronunciamento e para defender-se de acusação à própria conduta ou contradizer o que lhe tenha sido indevidamente atribuído como opinião pessoal”.
O deputado Bruno Engler – Eu fui citado nominalmente e acusado de sexista, presidente.
A presidenta – Calma! Eu só estou dizendo que, na nossa análise, não houve ofensa, mas, democraticamente, nós vamos conceder o tempo regimental que lhe cabe no art. 164 do Regimento Interno.
O deputado Bruno Engler – Eu lhe agradeço, Sra. Presidente. Não vou usar o tempo aqui para ofender ou atacar o deputado que me antecedeu. Ele disse aqui que eu fiz uso de expressão sexista contra a deputada, mas de forma nenhuma. Eu falei que a deputada pode ter uma fixação por outro deputado de tanto falar nele, e isso não tem conotação sexual. Um homem pode ter fixação por outras pessoas, e “fixação” não é um termo sexual. A fixação política pode ser pelo Lula, pelo Bolsonaro, pode partir de homem, de mulher, sim. Mas, aqui, num ambiente político, quando a gente está falando, é política. Não houve, em hora nenhuma, conotação sexual alguma na minha fala. É importante que isso seja ressaltado aqui.
Voltando a dizer, eu não trouxe nenhuma mentira, tudo que eu falei aqui foi fato. É fato que o Nikolas bateu o cociente de vereador. O cociente, em Belo Horizonte, foi 28.500 votos, e ele teve mais de 29 mil votos. Então, dizer aqui que ele foi uma fraude? Ele não fez uso de nenhum voto da chapa de vereador. Então, o que a gente está trazendo aqui é verdade.
Quando eu trago aqui o assunto da minha votação não é para desmerecer nenhum dos colegas aqui, não, até porque eu sei que todos os 77 deputados têm aqui a sua legitimidade, chegaram aqui de maneira legal e têm o direito de exercer os seus mandatos. É só para ressaltar que tanto eu quanto o Nikolas, na condição de mais votados, temos toda legitimidade para trazer o nosso discurso. Quando um parlamentar sobe à tribuna e diz que o discurso que me elegeu, que me colocou aqui, com 637.412 votos, é criminoso, que eu preciso ser censurado, que eu preciso ser calado, é deslegitimar o mandato do parlamentar mais votado. Se é o mais votado, é porque mais pessoas confiaram a ele a missão de representá-los. Não é diminuindo aqui o mandato de ninguém, eu tenho plena consciência de que cada um aqui, nesta Casa, tem 1 voto, e é assim que nós decidimos as coisas no Parlamento. Nunca ataquei nenhum parlamentar. Nunca ataquei nenhum parlamentar, citando votação ou coisa que não valha a pena. Ressalto que sou, sim, o mais votado e tenho legitimidade para estar aqui, como o Nikolas o é. E nós vamos manter o discurso que nos elegeu e que nos fez ser, felizmente, os mais votados na eleição, no ano passado.