Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)

Questão de Ordem

Comenta plano do Primeiro Comando da Capital - PCC - para executar o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro, questionando sobre possível relação do presidente Lula com o crime organizado.
Reunião 19ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/03/2023
Página 31, Coluna 1
Assunto SEGURANÇA PÚBLICA.

19ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 23/3/2023

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Obrigado, Sra. Presidente. Uma boa-tarde a todos aqueles que estão acompanhando. Sra. Presidente, pedi a palavra hoje para falar de coincidências. É uma coincidência que o atual presidente, o Lula, tenha dito que só vai ficar feliz – e aqui eu abro aspas – “quando foder o Sérgio Moro”, e logo depois aparece um plano do PCC, do Primeiro Comando da Capital, para matar o Sr. Sérgio Moro e toda sua família. Inclusive, eu queria até reproduzir um áudio de uma das lideranças do PCC, que fala exatamente dessa relação. Esse áudio não é de agora, é de 2019, se eu não me engano, do início do então governo Jair Bolsonaro. (– Aproxima o celular do microfone.) Isso aí é uma liderança do PCC, do Primeiro Comando da Capital, reclamando do governo Jair Bolsonaro, reclamando do então ministro da Justiça Sérgio Moro, dizendo que, com ele, não havia diálogo, que ele veio atrasar e que começou a atrasar quando foi para cima do PT porque, com o PT, havia um diálogo cabuloso. Mas deve ser só coincidência, como deve ser só coincidência que o Marcola, líder do PCC, foi transferido de volta para Brasília pelo governo Lula, ele que havia sido transferido para Rondônia pelo então presidente Jair Bolsonaro; como deve ser coincidência que o ministro da Justiça do atual governo pode adentrar as Favelas da Maré, uma área dominada pelo crime organizado, em que a polícia só entra de camburão, da maneira mais tranquila do mundo, para conversar com ditas lideranças que ele não apresenta quais são. Por que esse pessoal não foi ao Ministério da Justiça se reunir com ele em Brasília? Por que ele foi lá se reunir com essas pessoas e entrou com tanta tranquilidade onde a Polícia Militar do Rio de Janeiro não entra? Também deve ter sido coincidência o assassinato do Celso Daniel, do Toninho do PT; como deve ter sido coincidência que o jatinho de Teori Zavascki, na época, relator da Lava-Jato, caiu; como deve ter sido também coincidência que, quando finalmente surgiu um candidato de direita, conservador, viável a ser eleito presidente da República, ele sofreu um atentado aqui, em Juiz de Fora, numa tentativa de assassinato por um ex-filiado de um partido de esquerda. É muita coincidência! São coincidências que surpreendem. Eu acho no mínimo curioso e quero aqui lamentar a ligação do atual governo do Brasil com o crime organizado. É profundamente angustiante para quem ama este país ver a situação em que a gente se encontra.