Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)

Declaração de Voto

Transcurso do Dia Internacional da Mulher. Justifica emenda apresentada ao projeto de lei que cria o Programa de Enfrentamento ao Assédio e Violência Política Contra a Mulher, no âmbito do Estado.
Reunião 1ª reunião EXTRAORDINÁRIA
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/03/2023
Página 24, Coluna 1
Assunto CALENDÁRIO. HOMENAGEM. MULHER. SEGURANÇA PÚBLICA.
Proposições citadas PL 2309 de 2020

1ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 8/3/2023

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Bom dia, Sr. Presidente. Bom dia a todos os colegas. Quero começar este dia parabenizando todas as mulheres de verdade, aquelas que realmente são mulheres. Sr. Presidente, quero falar aqui do projeto de combate à violência política contra a mulher, um projeto que foi emendado - eu assinei a emenda - e que vai ser discutido posteriormente aqui, na Casa. Um projeto que, além de trazer a questão da expressão de gênero, de identidade de gênero que banaliza o conceito de mulher, é um projeto que coloca as mulheres como verdadeiro sexo frágil, incapazes de participar plenamente da arena política. Alguns dos artigos ali colocados colocam que não se pode constranger uma candidata mulher, que isso seria violência política contra a mulher. Ora, se a candidata é incompetente, a gente não pode falar? Eu trago o exemplo aqui, de Minas Gerais, quando a Sra. Dilma Rousseff foi candidata ao Senado. Seria violência contra a mulher a gente apontar incompetência, corrupção e a total inaptidão daquela pessoa em assumir um cargo no Senado mineiro? Não, ora. Nós, como políticos, temos a prerrogativa de apontar, sim, quando não concordamos com a pessoa, com as suas ideias e com as suas políticas. Agora, chega a ser cômico o pessoal que fica o ano inteiro falando aqui da força da mulher, do feminismo, como a mulher é forte e independente dizer que precisa de uma proteção, de uma lei que não pode ser atacada, que não pode ser discutida. Imagine, neste Parlamento, se a gente não concordar com um projeto de lei, com uma proposição de uma deputada mulher, se a gente não puder discutir porque isso seria violência política contra a mulher. Ora, todos os 77 parlamentares que aqui estão, as 15 mulheres e os 52 homens, chegaram aqui através do voto e têm a mesma representatividade e têm o mesmo direito. Aprovar uma lei dessa seria dizer que a mulher é deputada café com leite, que não pode participar do debate, que não pode ser questionada. Isso seria um absurdo. Encerro aqui, Sr. Presidente, dizendo que foi dito aqui, desta Casa, que a emenda foi feita com medo, medo de acabar com a violência contra a mulher. Ora, a emenda foi assinada por quatro mulheres. Será que essas quatro mulheres têm medo de acabar com a violência contra a mulher? Inclusive, quero aqui parabenizar a deputada Chiara Biondini, a deputada Delegada Sheila, a deputada Marli, a deputada Alê Portela, que assinaram justamente por entender que elas são deputadas plenamente, como todos nós, e que podem participar plenamente do debate político não precisando de uma lei para se colocar ali em uma posição frágil e que precisam ser protegidas de ser atacadas porque não têm condição de discutir com os deputados homens. Não é nisso que eu acredito. Todos os parlamentares aqui têm plenas condições de discutir e debater os projetos desta Casa. Muito obrigado, Sr. Presidente.