DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 18/02/2023
Página 11, Coluna 1
Assunto EXECUTIVO FEDERAL.
Aparteante BELLA GONÇALVES
7ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 16/2/2023
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente Duarte Bechir; boa tarde, todos os colegas aqui presentes e todos que estão acompanhando esta reunião e este pronunciamento.
Eu gostaria de começar lembrando a quem nos assiste que o governo Jair Bolsonaro foi um governo que respeitou o dinheiro do contribuinte, em que a gente tinha à frente da Secretaria da Cultura o Mário Frias, que passou um pente-fino na Lei Rouanet para que o dinheiro fosse para onde ele é realmente necessário. Mas foi só essa corja retornar ao poder que a primeira coisa que fizeram foi escancarar as portas dos cofres públicos, abrir a torneira do dinheiro público. A mamata de fato está de volta.
O Ministério da Cultura tem aprovado, em média, 30 projetos por dia da Lei Rouanet. Já são mais de R$600.000.000,00 aprovados do dinheiro do contribuinte para financiar esses projetos. Mas aí você fala: "Ah, deputado, pelo menos são projetos de pequenos artistas, gente que está começando, gente que precisa de ajuda". Vamos ver alguns dos projetos aprovados para receber o nosso dinheiro, dinheiro público: Disney Magia, foram aprovados R$3.900.000,00 – Disney é uma empresa pobre, precisa muito do dinheiro do contribuinte; Disney On Ice, R$3.900.000,00 também; Green Day; American Idiot, um show recebendo R$3.700.000,00. Aí eu me pergunto: "Bom, se o poder público está pagando devem ser espetáculos gratuitos, não é?. O poder público já está pagando, a população vai poder ver de graça". Não! Aí é que você se engana. O Disney On Ice tem ingressos que vão até R$400.000,00; Disney Magia, ingressos que vão até R$300,00; American Idiot, ingressos que vão até R$700,00. American Idiot, idiota americano! Ora, idiota é o brasileiro que paga essa conta. É um absurdo o descaso com o nosso dinheiro. A classe artística tem lado porque recebe para ter lado, e trouxa é quem acredita nesse discursinho de que o amor venceu. O amor não venceu, não; o que venceu foi a mamata, foi o gasto irresponsável do seu dinheiro, do dinheiro público.
Agora é complicado, não é? A gente vê todos esses gastos aqui, vê R$5.000.000,00 para Cláudia Raia. Aí, quando a gente vai ver o aumento do salário mínimo do pobre, daquele que realmente precisa, é de R$18,00. São R$18,00 para o camarada comprar picanha e cervejinha? Que picanha é essa que ele vai comprar com R$18,00? Pensando bem, R$18,00 dá para comprar uns três miojos de sabor picanha. Não sei se dá para fazer churrasco, não, mas é assim que eles cumprem a promessa. É uma coisa que o governador Romeu Zema tem dito com muita propriedade: “Fazer o discursinho do social é fácil. De fato, fazer as coisas darem resultado é um pouquinho, um pouquinho só mais difícil”. Mas, no discurso, pessoal, no discurso a turma é muito boa. O nosso dinheiro já está sendo prometido para a América Latina afora. Já está sendo prometido para as ditaduras amigas, já está sendo prometido para a nossa querida Argentina.
Eu acho engraçado que, quando o governo do Estado, juntamente com o governo do presidente Jair Bolsonaro, conseguiu viabilizar o projeto da Linha 2 do Metrô de Belo Horizonte, o pessoal do partido que hoje ocupa a Presidência da República ameaçou até ir à Justiça para derrubar a ampliação do nosso metrô, para, logo depois, o presidente Lula ir à Argentina e prometer obra de infraestrutura com o nosso dinheiro, do BNDES, que tanto calote tomou desses narcoestados, dessas ditaduras esquerdistas, que são amiguinhas do partido que hoje ocupa o poder. A gente vê, na Nicarágua, o absurdo que ocorre, e que o atual presidente simplesmente se recusa a condenar. Se recusava já na campanha, quando precisava de voto, agora é que se recusa mesmo. Recentemente, a gente teve um bispo preso por defender a sua fé, por pregar a fé católica, por pregar a fé cristã, e nem uma palavra de condenação do governo brasileiro, um silêncio ensurdecedor. Uma falta de respeito com os cristãos, com os católicos, no nosso país.
Então, a gente vê, infelizmente, que a farra voltou. É muito discurso! Sempre que tem algum problema, sempre que alguma coisa dá errado: “Ah é culpa do Bolsonaro, é herança do Bolsonaro”. Pelo contrário, o governo Bolsonaro foi o primeiro governo, em muito tempo, a entregar as contas no azul, a entregar um país organizado. Só que a turma que entrou aí não quer organização, quer roubalheira, quer esculhambação. Daí a nossa dificuldade. O alvo principal, hoje, é o presidente do Banco Central, competentíssimo Roberto Campos Neto, que foi eleito o melhor presidente de Banco Central do mundo. É uma pessoa competente, técnica, mas, justamente por não estar ali no esquema, ele precisa ser retirado. Felizmente o governo Jair Bolsonaro conseguiu aprovar a independência do Banco Central. E o mandato então é uma das travas que a gente tem, pelo menos por enquanto, até acabar o mandato, porque o resto já foi, não é? O BNDES na mão do Mercadante, prometendo dinheiro para a Argentina, as nossas estatais voltando para a mão de partidos políticos. Infelizmente voltou tudo a ser do jeito como era e sempre foi, e que a gente não deveria, mas já está acostumado. Trinta e sete ministérios, nenhum, absolutamente nenhum ministro técnico, só indicações políticas para agradar partido aqui e ali, para que se possa fazer um esqueminha, para que todo mundo tenha uma harmonia regada a corrupção.
O pessoal costumava dizer que a corrupção é o óleo que faz a engrenagem do Brasil girar, e, durante quatro anos do governo Jair Bolsonaro, a engrenagem rangeu, e rangeu muito, porque estava faltando óleo. Agora o óleo está aí em demasia, e a gente volta a ter a paz, a harmonia entre os Poderes, aquele clima de tranquilidade. Quem não gosta de uma tranquilidade, de uma paz, de uma harmonia? Isso é uma coisa que a gente vê tranquilamente no cenário aqui, de Minas Gerais. Recentemente estivemos, e foi assunto nesta Casa, na retomada, na assinatura da retomada das obras do Hospital Regional de Divinópolis, o hospital regional que foi parado em 2016 pelo desgoverno Pimentel – não só o hospital regional de Divinópolis, mas todos os hospitais regionais, que agora o governador Romeu Zema, através de um trabalho competente, através de um trabalho honesto, está retomando.
Isso muitas vezes é comumente esquecido. Aqui, em Minas Gerais, como o governador já falou na época da campanha, a gente tem de ser um partido "esquerdofóbico", a gente tem de tomar uma posição “esquerdofóbica”, porque a gente viu o que de fato é o governo desses caras, a gente viu o dinheiro das prefeituras sendo apreendido, a gente viu o servidor, que eles tanto dizem defender, sem receber seu salário em dia, sem receber 13º. Aí vem o governo dos ricos, dos empresários, o governo malvado e coloca salário em dia e paga o que é devido às prefeituras e volta a pagar o Fundo Estadual de Assistência Social, que eles cortaram. Mas esse é o governo dos ricos, é o governo mal, é o governo que está contra o povo. O pessoal que defendia o povo só ferrava o povo. Mas tudo bem, o importante é o discurso, não é a realidade. A gente vive é de narrativa, não é? A política parece que é só narrativa.
Hoje mesmo, pela manhã, eu estive com o governador Romeu Zema numa cerimônia de entrega de título de regularização fundiária. O governador estava entregando mais de 800 títulos de regularização de terra no Município de Santa Luzia, justamente porque ele sai do discurso e vai para a prática. Você quer uma coisa mais social do que isso? E volto atrás: nos últimos quatro anos, o presidente Jair Bolsonaro deu mais títulos de regularização fundiária do que os governos anteriores. A gente teve, em João Pinheiro, uma cerimônia em que, se eu não me engano, foram entregues trezentos e poucos títulos. Nos últimos 12 anos, só tinha sido entregue um. Mas é mais fácil fazer discurso, instrumentalizar, fazer política em cima dessas pautas do que de fato ir lá e fazer o que precisa ser feito.
Deputada, V. Exa. é a próxima. Não sei se... Não, mas... Em 6 minutos, eu lhe concedo aparte. Fique à vontade.
A deputada Bella Gonçalves (em aparte) – Está bem. Acho que a primeira coisa é que eu acredito que, para fazer falas aqui, no Plenário, não precisa ficar ofendendo o atual presidente da República, que, além de tudo, concedeu, acho que é importante dizer, reajuste do salário mínimo, a partir de maio, para R$1.320,00. É um governo que tem feito, deputada Macaé, um estímulo à ciência e à tecnologia, promovendo 40% de reajuste, finalmente, nas bolsas Capes. É hoje que a gente tem o Ministério da Cultura, de fato, retomando o protagonismo e orçamento para fortalecer esse que é um dos setores que mais movimenta a economia do Brasil, o setor cultural, ao invés de fazer o que o Mário Frias fazia. E aí é bom lembrar, é bom lembrar que Mário Frias foi exonerado depois de uma viagem a Nova York para visitar super-herói, o que custou R$39.000,00, deputada Macaé. Custou R$39.000,00 visitar super-herói em Nova York. Todo mundo se lembra disso, assim como se lembra do escândalo do Casinha Games: R$4.600.000,00 foram destinados do dinheiro da cultura para um projeto de games, de gamer, que não tinha o seu plano de trabalho no Portal do Transparência, Macaé.
Então assim, vamos lá. Que bom que o governo Lula está de volta, que bom que a gente vai conseguir voltar a ter as coisas no Portal da Transparência, que bom que agora a gente tem mais transparência nas informações e uma retomada séria na cultura. Obrigada pelo aparte.
O deputado Bruno Engler – Por nada, deputada. Pois é, a gente tem aí R$5.000.000,00 para a Cláudia Raia, quase R$8.000.000,00 para a Disney, quase R$4.000.000,00 para o Green Day e R$18,00 para o trabalhador comprar picanha. Mas, se o pessoal acha que está satisfeito... Tem nada de fake news não. Quando eu estiver com a palavra, o senhor não pode interromper. O senhor está chegando agora, e é bom aprender como funciona a Casa. Isso aqui tudo é do site do Portal da Transparência, isso aqui tudo é do Portal da Transparência. O nosso dinheiro sendo gasto... É a farra do dinheiro público que voltou. Lembro que o Mário Frias não foi exonerado por viagem, não; o Mário Frias foi exonerado para se candidatar e foi eleito, muito bem eleito como deputado federal de São Paulo. Hoje ele nos representa no Congresso Nacional porque o povo assim decidiu.
A gente via uma política de realmente fazer um pente fino e respeitar onde o dinheiro era aplicado. E hoje a gente vê que voltou, a gente sempre teve Green Day e Disney recebendo o seu dinheiro, o dinheiro do contribuinte. Você paga imposto para financiar as megacorporações, que eles dizem que são contra. O trabalhador financia corporação bilionária norte-americana. Se essa é a ideia da esquerda, realmente a gente está vivendo num mundo muito, muito inverso. Mas, querendo ou não, tem que ter quem defenda, não é? A política é isso, apesar de ser complicado defender. Agora, é curioso dizer que a gente não deveria subir na tribuna para ofender o governo, o governo do maior ladrão da história deste país, condenado em três instâncias diferentes, condenado na 1ª Vara de Curitiba, condenado no TRF-4, condenado no STJ, cujas provas nunca foram anuladas. O Supremo Tribunal Federal... Art. 164, presidente, é partido, coligação e parlamentar. Não é o Lula, não. (- Intervenção fora do microfone.) Partido, coligação ou parlamentar. (- Intervenção fora do microfone.)
O presidente – Eu só peço que, quando o orador estiver usando a palavra, não haja manifestação, principalmente contrária à fala do parlamentar. Ela será concedida se o art. 164 do Regimento Interno for suscitado e se a presidência achar que é cabível. Ela será dada na forma regimental, O.K.? Eu vou acrescer 1 minuto ao tempo de V. Exa. Dê-se mais 1 minuto ao deputado Bruno Engler pelo prazo da interferência. Pode continuar, deputado.
O deputado Bruno Engler – Obrigado, deputado Duarte Bechir. Eu acho engraçado que fiquei quatro anos ouvindo tudo quanto é coisa do presidente Jair Bolsonaro e nunca houve um 164. O 164 é partido, coligação ou parlamentar. Agora, se toda vez que falarem mal do Bolsonaro eu puder pedir o 164, de repente a gente muda a regra do jogo, mas aí será preciso emendar o Regimento, porque não é o que está escrito. Mas tudo bem. Tem que haver quem defenda esse pessoal. E volto a dizer: foi o maior corrupto da história deste país, condenado em três instâncias, condenado em Curitiba, condenado no TRF-4, condenado no STJ, cujo mérito, cujas provas nunca foram anuladas. Isto é uma grande mentira: “Ah, o Lula foi inocentado”. Não foi inocentado, não. O Lula foi descondenado. Anularam o processo dele sem avaliar o mérito, sem avaliar as provas. É um homem que foi condenado em três instâncias diferentes. “Ah, porque o Sérgio Moro é suspeito”. Está bem, o Sérgio Moro é suspeito. E todo mundo do TRF-4 também é? Todo mundo do STJ também é? Não foi uma pessoa condenada por uma instância, não; foi uma pessoa condenada em três instâncias.
A gente está falando aqui de bandido. Agora, se eu, que sou o mais votado da história desta Casa, tive mais de 637 mil votos, não puder vir à tribuna falar mal de bandido, não tem porque ter Assembleia Legislativa. Fechem a porta, fechem a porta. A gente está aqui, sim, fazendo o nosso papel, a gente ataca com a verdade, e a verdade dói, porque a gente teve que ouvir durante quatro anos muitos ataques mentirosos e infundados ao nosso presidente Jair Bolsonaro, que, ao contrário de quem está hoje no poder, é um homem honesto, é um homem patriota, é um homem que quer o bem do nosso Brasil e que fez um brilhante trabalho. Por isso a gente entregou um governo com as contas no azul, que agora está sendo dilapidado novamente para a infelicidade do nosso país; por isso a gente sai de um governo que, em vez de gastar o nosso dinheiro fazendo obra em Cuba, na Venezuela e na Argentina, viabilizou junto com o governo de Minas a expansão do nosso metrô, a criação da Linha 2, que é tão esperada pelo pessoal do Barreiro. Aliás, a situação do metrô aqui, em BH, é tão curiosa que a última estação que foi entregue em outubro de 2002. Foi justamente antes de o Lula assumir o poder, e, depois que esse cara assumiu o poder, nunca mais houve 1cm de metrô em Belo Horizonte, mas também o nosso dinheiro estava muito ocupado sendo empenhado nas ditaduras amigas e não podia sobrar para nós, de BH, para os "mineirim", porque tinha que fazer porto em Havana, metrô em Caracas. O metrô de Caracas, feito com o nosso dinheiro, ficou bonitão, e o metrô de Belo Horizonte, desde outubro de 2002, não tem nenhuma estação nova inaugurada.
Então é lamentável, para quem ama este país e para quem quer o bem do nosso país, ver a volta desse desgoverno à Presidência da República. Há quem defenda, mas é difícil defender. Eu não consigo entender o pessoal da esquerda defendendo o trabalhador brasileiro, através de seus impostos, e financiando corporações bilionárias, como a Disney, com dinheiro da Lei Rouanet. No meu entender, é muito hipocrisia. Obrigado, Sr. Presidente.