DEPUTADO BRUNO ENGLER (PRTB)
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 21/10/2021
Página 39, Coluna 1
Assunto ADMINISTRAÇÃO FEDERAL. HOMENAGEM. SAÚDE PÚBLICA.
Observação Pandemia coronavírus 2020.
88ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 19/10/2021
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Sr. Presidente, ontem foi comemorado, no nosso país, o Dia do Médico. Inclusive, parabéns a V. Exa., que exerce tão nobre profissão. Aí nós vimos várias pessoas nas redes sociais: “Parabéns aos médicos, guerreiros da pandemia”. Realmente merecem todos os parabéns. Só que hoje vem a notícia de que o vagabundo do Renan Calheiros está dizendo em seu relatório que o Conselho Federal de Medicina teve conduta antiética, temerária e criminosa. Qual a conduta que esse bandido considera criminosa? Respeitar a autonomia do médico, uma resolução do CFM, que diz que o médico tem autonomia para tratar os seus pacientes e pode usar as substâncias que bem entender. Então, talvez, neste Dia do Médico, devêssemos dar os parabéns aos burocratas, aos políticos, aos jornalistas que querem ditar aos médicos do nosso país o que eles podem ou não receitar para tratar uma doença, como o exemplo que a gente viu do Ministério Público querendo proibir os médicos da Prevent Senior de usar certas substâncias. Quer dizer, os promotores sabem mais de medicina do que os próprios médicos. Não adianta nada dar os parabéns no Dia do Médico e desrespeitar a autonomia dessa categoria. O médico sabe juntamente com o seu paciente qual a melhor substância a ser utilizada. E não é senador corrupto que vai dizer o que pode ou não ser usado no tratamento de uma doença.
Quero aproveitar para agradecer às médicas que me trataram quando tive Covid. Tomei os remédios off label, os remédios que não podem ser nomeados, senão os vídeos somem das redes sociais. Tomei os remédios e, graças a Deus, não tive sintoma nenhum, como milhares de brasileiros que tomaram os remédios, que funcionaram, contra a doença, porque os seus médicos tiveram a coragem de colocar a saúde e a vida acima da política e receitar aquilo que eles acreditavam que era melhor no tratamento da doença. Então fica os meus parabéns aos médicos que não se curvam à ditadura da imprensa, do politicamente correto e que tratam os seus pacientes de acordo com as suas convicções.
Por fim, Sr. Presidente, gostaria de tratar de um deputado que me antecedeu, um deputado que preside um partido de esquerda aqui, em Minas Gerais, um partido que destruiu o Estado de Minas Gerais, que assaltou o nosso país. Achei curioso que, no discurso do deputado, na hora de criticar o governador Romeu Zema, para falar que o Zema arrecada mais, ele se lembrou de que boa parte do aumento do combustível se dá por causa do ICMS, porque a arrecadação do ICMS está lá em cima. É claro que, depois, ele fala que a culpa é do Bolsonaro. Mas, para criticar o Zema, ele se lembra de que existe ICMS.
Ele veio aqui e falou do dinheiro que o governo federal mandou para os cofres de Minas Gerais, falou que Minas Gerais está com mais dinheiro. Por quê? Porque o governo federal mandou. Depois disso, que o governo federal não fez nada, não faz nada para combater a pandemia.
Veio aqui criticar o filho do presidente Jair Bolsonaro, porque ele está em Dubai e tirou uma foto vestido de sheik; questionou a viagem a Dubai. Ora, temos uma comitiva do Brasil, em Dubai, por causa de um evento de segurança alimentar, no qual o nosso país é referência. E o nosso país é referência porque tem um agro forte, robusto e põe alimento no prato dos brasileiros e de todo o mundo. Um órgão que é tão covardemente atacado por organizações terroristas e criminosos que o partido do deputado defende, como o MST, que depredou a Associação dos Produtores de Soja. Por isso o Brasil está com representação, em Dubai, e que bom que está. E que bom o filho do presidente, que foi presidente da Comissão de Relações Exteriores, estar lá, construindo acordos e buscando investimentos para o nosso país.
O deputado vem aqui dizer da grave crise econômica que o Brasil enfrenta, do aumento do desemprego, do aumento da miséria. Esse mesmo deputado que, juntamente com os seus partidários, fazia o discurso do “fique em casa; economia, a gente vê depois”. Pois bem, o depois chegou, e o resultado é este caos econômico, este desemprego, esta miséria, culpa de quem parou a economia deste país.
Nós temos um Supremo Tribunal Federal que tirou do presidente da República a responsabilidade sobre a gestão da pandemia, que diz que quem deveria gerir a pandemia eram os governadores e os prefeitos. Pois bem, eles o fizeram, e o resultado é o desemprego, é a miséria e o caos que nós estamos vendo hoje. A parte do governo federal que lhe ficou incumbida, que era distribuir os recursos, foi feita. Como o próprio deputado de oposição aqui falou, o presidente Bolsonaro mandou recurso para os governadores e para os prefeitos gerirem a pandemia, e eles fizeram essa gestão desastrosa, cujo resultado estamos vendo agora e que o governo federal trabalha para consertar.
Eu sei que deve ser muito difícil defender o governo mais corrupto da história deste país e ter que achar argumentos para criticar um presidente honesto, cristão e patriota. Eu não invejo a função do deputado. É bem mais fácil estar ao lado da verdade e defender aqueles que trabalham pelo Brasil. Muito obrigado, Sr. Presidente.