DEPUTADO BRUNO ENGLER (PRTB)
Declaração de Voto
Legislatura 19ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 05/05/2020
Página 23, Coluna 1
Assunto CALAMIDADE PÚBLICA. CALENDÁRIO. EXECUTIVO FEDERAL. FINANÇAS PÚBLICAS. HOMENAGEM. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS). SAÚDE PÚBLICA. TRABALHO, EMPREGO E RENDA.
Observação Pandemia coronavírus 2020.
12ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 30/4/2020
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Obrigado, Sr. Presidente. Primeiramente, quero cumprimentar V. Exa. e todos aqueles que estão nos acompanhando e parabenizar os autores dos projetos e esta Casa pela aprovação dos importantes projetos que nós aprovamos hoje. Presidente, considerando que amanhã é 1º de maio, Dia do Trabalhador, eu gostaria de cumprimentar e parabenizar todos os trabalhadores que estão na linha de frente do combate ao coronavírus – os trabalhadores da saúde, da segurança pública, da limpeza urbana, os porteiros, todos aqueles que estão trabalhando durante essa crise. E gostaria também de me solidarizar com todos aqueles trabalhadores que estão perdendo seus empregos ou já os perderam por causa dessa quarentena total e irrestrita. Eu acho que é importante, presidente, reestabelecer a verdade. Diversos deputados de esquerda aqui hoje criticaram o governo Bolsonaro e responsabilizaram o governo Bolsonaro pela crise na saúde e até pelo desemprego e pelas mortes. Primeira coisa: o STF tirou do presidente Bolsonaro o poder para decretar ou não a quarentena. Quem tem esse poder, no momento, são os governadores e prefeitos. Então, é impossível responsabilizar o governo Bolsonaro pelo cenário em que a gente se encontra. Um deputado veio aqui, do partido comunista, dizer que este governo mata empregos, é contra os trabalhadores, é contra empregos. Ora, o que está matando os empregos é essa quarentena total e irrestrita, que não pode ser questionada sem alguém ser acusado de ser contra a vida. Mas vamos fazer uma análise simples: o estado que está com maior problema de crescimento do coronavírus é o Estado de São Paulo, que está, há mais de um mês, em quarentena total. Minas Gerais está na melhor situação do Sudeste. E quando o governador apresenta um plano responsável de retomada da atividade econômica, com todas as medidas sanitárias, ele é acusado de estar indo contra a vida. Ora, outro dia, uma deputada veio aqui criticar o governador pelo atraso no pagamento dos salários e perguntou se Minas não está mais arrecadando imposto. Eu digo: Não! Não está, porque as pessoas não estão gerando riqueza e não têm de onde arrecadar imposto. Se o cidadão não abastece o seu carro, porque ele não está saindo de casa, o governo não arrecada o ICMS do combustível, que é a maior fonte de receita do Estado, dentre outras diversas atividades que estão paradas e, portanto, não estão gerando imposto. Infelizmente a gente vê uma politização dessa crise, com grupos de esquerda querendo se colocar como os defensores da vida e trazendo o colapso econômico. Infelizmente a gente observa que esses que se dizem defensores dos trabalhadores não vão descansar enquanto a grande massa dos trabalhadores brasileiros não estiver desempregada, enquanto não gerarem o total colapso econômico do nosso Estado, da União e, consequentemente, o desemprego, a miséria, a fome e a morte. Isso porque a economia quebrada, em colapso, também gera morte, e é por isso que há necessidade da preocupação com a economia. Graças a Deus Minas Gerais tem gerido bem essa crise. O governo construiu um hospital de campanha no Expominas que ainda não precisou ser utilizado porque o nosso sistema de saúde ainda está conseguindo manter dentro do sistema todos aqueles que estão enfrentando o coronavírus – e nós torcemos muito para que nem seja preciso utilizar o hospital de campanha. Mas ele está lá pronto para a hora em que ele precisar ser utilizado. E aí, quando o governo de Minas propõe uma abertura responsável, o pessoal diz que o governador está sendo irresponsável, que ele está indo contra a vida. A mesma coisa dizem sobre o presidente Bolsonaro, de quem foi retirado o poder de decretar a quarentena ou não. Tendo esse poder retirado, o governo federal tem trabalhado, e muito, contra essa crise, com grandes investimentos na área da saúde, comprando material hospitalar, comprando respiradores, ajudando governos estaduais e prefeituras com dinheiro para combater o coronavírus. Só que infelizmente a gente vê essa politização da crise, uma tentativa de demonizar o presidente da República. Então, considerando que amanhã é Dia do Trabalhador, cumprimento e parabenizo todos aqueles que trabalham contra o coronavírus e me solidarizo com todos aqueles que estão perdendo o seu trabalho e o seu ganha-pão por causa da politização dessa crise. Obrigado, Sr. Presidente.