DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/03/2020
Página 20, Coluna 1
Assunto CALAMIDADE PÚBLICA. EXECUTIVO FEDERAL. SAÚDE PÚBLICA.
Observação Pandemia coronavírus 2020.
12ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 17/3/2020
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Sr. Presidente, eu me vejo obrigado a ocupar esta tribuna para lamentar a politicagem feita em cima de uma pandemia para atacar o nosso presidente Jair Bolsonaro. É evidente que o coronavírus é uma ameaça, que precisa ser levada a sério e que medidas precisam ser tomadas, inclusive, evitando grandes aglomerações. Foi isso que o presidente fez na quinta-feira, quando desconvocou os atos do dia 15 de março, justamente em preocupação ao coronavírus. E eu assim também o fiz: desconvoquei os atos do dia 15 de março nas minhas redes sociais. Só que a população queria ir para a rua, e quem somos nós para proibir. Então a população foi, sim, às ruas, manifestou-se a favor do presidente Jair Bolsonaro, e o presidente Jair Bolsonaro, em reconhecimento a essas pessoas que o estavam apoiando, após testar negativo para o Covid-19, foi cumprimentar os seus apoiadores, que o esperavam na porta do Palácio do Planalto. Eu vi aqui, de maneira covarde, um deputado usar a frase do presidente Bolsonaro: “Ah, se eu me contaminei, é responsabilidade minha”. Agora, não coloca o contexto. Era um repórter tentando insinuar que o Bolsonaro não poderia ter ido cumprimentar as pessoas, porque há um risco de coronavírus, como se ele tivesse sido irresponsável. Ele não está ali arriscando a contaminação de outras pessoas. O teste dele já saiu, e o resultado foi negativo. Ele estava ali cumprimentando os seus apoiadores, e, segundo o repórter, expondo-se a risco. Ele disse: “Olha, se eu estava em risco e me contaminei, é responsabilidade minha”. Vem aqui criticar as ditas irresponsabilidades, porque o governo pede que não haja histeria e que não haja pânico. E não pode haver mesmo. O Luiz Felipe Pondé, que não é apoiador do governo, foi muito feliz numa entrevista, quando falou da necessidade de combatermos o pânico, e principalmente do papel da mídia nesse combate ao pânico. Porque, quando a gente gera o pânico, a histeria, nós geramos mais problemas do que soluções. Nós geramos hospitais lotados, com pessoas que não precisariam estar no hospital, e tiramos vagas de pessoas que efetivamente precisam; nós geramos pessoas estocando alimentos, acabando com o estoque dos supermercados e deixando os alimentos mais caros para os mais pobres; nós deixamos pessoas estocando álcool em gel e acabando com os estoques de álcool em gel, ou então jogando o preço lá em cima. É preciso tratar esse tema com responsabilidade. Entender, sim, que o coronavírus é uma ameaça; entender, sim, que precisamos tomar as medidas de precaução necessárias. Mas não tratar como se fosse algo que vai matar todo mundo, todo mundo tem que ficar preocupado, é o fim do mundo, porque esse pânico, essa histeria gera mais problema do que soluções. E isso, sim, precisa ser combatido. Então passemos o recado: tome cuidado; você que tem uma pessoa idosa em casa tome todo o cuidado; ou alguém de um grupo de risco. Agora, colocar o pânico para deixar as pessoas com mais medo não vai ajudar a solucionar o problema. E aí vem aqui criticar que o presidente não toma ações contra o coronavírus. É só entrar nas redes sociais do presidente que você vê. Ontem mesmo o decreto criou o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos do Coronavírus. Ele já disponibilizou R$83.400.000.000,00 para a população mais vulnerável; R$23.000.000,00 para antecipação de parcela do ISS; R$21.500.000.000,00 de valores não sacados do PIS-Pasep; R$12.800.000,00 de antecipação do abono salarial; R$3.100.000.000,00 de reforço para o Bolsa Família; R$23.000.000.000,00 de antecipação da primeira parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas; e a redução do teto de juros do consignado. Então as medidas estão sendo tomadas aqui. E mais um: R$432.000.000,00 a estados, para reforçar as ações contra o coronavírus. Não é com politicagem, com sugestões que não são do poder do presidente... Ora, o PT sugere que a gente acabe com o teto para a saúde. Isso depende do Congresso. Uma PEC se revoga com outra PEC. O presidente não tem poder para fazer isso, e é covardia querer jogar isso nas costas do presidente. Ora, a gente já passou por uma crise de saúde pública no tempo do PT, em 2009 – a H1N1, gripe suína –, e não havia ninguém querendo atrapalhar. Até a oposição se juntou para buscar soluções para o problema. E é isso que a gente precisa, de uma oposição que venha para ajudar, não para usar uma pandemia de saúde para fazer ataques políticos rasos ao presidente Jair Bolsonaro. Isso não acrescenta nada e não ajuda o nosso país a sair da crise. Muito obrigado.