Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)

Questão de Ordem

Manifesta repúdio ao especial de Natal do programa Porta dos Fundos.
Reunião 117ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 13/12/2019
Página 67, Coluna 1
Assunto RELIGIÃO.

117ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 11/12/2019

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Sr. Presidente, fiz questão de vir a esta tribuna corroborar o tema que foi trazido aqui pelo deputado Carlos Henrique, um tema importantíssimo, que é o vilipêndio da fé cristã. O especial de natal do Porta dos Fundos e da Netflix é uma vergonha para o nosso país. Ao contrário do deputado Carlos Henrique, não cancelei a Netflix porque eu não tinha. Se tivesse, com certeza cancelaria esse lixo, que se propõe a dispor em sua plataforma uma obra de zombação da fé das pessoas. Acho ridículo que esses humoristas incompetentes, que não conseguem fazer piada e, então, têm de partir para denegrir a fé das pessoas, não façam piadas com a religião islâmica, por exemplo, não façam piadas com as ditas minorias. Fazem piadas com os cristãos. Por quê? Porque nós somos maus, nós somos opressores. A igreja cristã, tanto a católica quanto a protestante, é a que mais tem ações de caridade no Brasil. E somos maus, e eles são bonzinhos, atacando a fé das pessoas. É ridículo! Acho fundamental que, enquanto agentes políticos, nos posicionemos, sim, em repúdio a esse tipo de atitude e passemos uma mensagem, como V. Exa. se posicionou muito bem, de que não devemos deixar isso aí crescer, porque, em nome da liberdade de expressão, a gente diz: “Não. Não vamos falar nada. Cada um faz o seu”. Em nome da liberdade de expressão, a gente não censura, mas se posiciona, deixa de consumir e de bancar, porque ninguém é obrigado a financiar esse lixo. V. Exa. está de parabéns em cancelar a assinatura, e todos que cancelarem as assinaturas estão de parabéns, porque não temos de aceitar o desrespeito a nossa fé como se fosse algo normal. É uma palhaçada e precisa, sim, ser combatida. A imensa maioria dos mineiros é cristã e esta Casa não poderia ficar calada diante de tamanho absurdo. Posteriormente, eu gostaria também de manifestar aqui, desta tribuna, o meu repúdio ao Sr. Felipe de Santa Cruz, presidente do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, que declarou, hoje, que quem apoia o governo Bolsonaro tem desvio de caráter. Sr. Felipe de Santa Cruz, o senhor não tem moral para falar do caráter dos apoiadores do Bolsonaro. Quem tem desvio de caráter é quem defende e apoia as organizações terroristas que agiram durante o Regime Militar, como o senhor faz, colocando-os como vítimas. Quem tem desvio de caráter é quem se vale do posto de presidente do Conselho da OAB para fazer militância política barata. Um cidadão que não conseguiu se eleger vereador no Rio de Janeiro e aí – não sei se ressentido – decidiu valer-se da sua posição, enquanto membro da OAB, para atacar o governo e falar asneiras. Mas, enquanto ele emitia a sua opinião sobre ações do governo, por mais que fosse errado se valer da posição da OAB para isso, ainda era algo legítimo. Agora, dizer que as pessoas que apoiam o nosso presidente tem desvio de caráter é um absurdo. As pessoas que apoiam um Brasil mais seguro, com menos 22% de homicídios, não têm desvio de caráter. As pessoas que apoiam um Brasil que voltou a crescer antes do esperado não têm desvio de caráter. As pessoas que apoiam um governo que não tem nenhum escândalo de corrupção não têm desvio de caráter. Quem tem desvio de caráter é esse palhaço desse Felipe de Santa Cruz, militante petista, sem caráter, sem vergonha na cara, que acha que pode apontar o dedo para os outros. Não tem um pingo de moral para falar sobre o presidente Bolsonaro nem sobre os seus apoiadores. Muito obrigado.