DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 09/11/2019
Página 18, Coluna 1
Assunto LEGISLATIVO FEDERAL. SEGURANÇA PÚBLICA.
103ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 7/11/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Sr. presidente, primeiramente, quero lamentar o brutal atentado que ocorreu hoje, em Caraí, e o uso politiqueiro desse tipo de atentado para fazer uma discussão irresponsável sobre armamento, baseando-se em emoções e não em dados e fatos. Nós todos, em Minas Gerais, ficamos estupefatos, recentemente, com outro atentado, que ocorreu, em Betim. Um assassinato de uma criança de 5 anos, em que o marginal usou uma faca, não precisou de uma arma de fogo. Esse marginal já havia sido preso, já havia sido condenado, e o Judiciário ordenou que ele fosse solto. Disso ninguém fala. A gente não questiona a política do Judiciário, baseada em direitos humanos, de ficar soltando bandidos e expondo a sociedade a riscos. Enquanto a gente continuar com essa ideia de culpar os objetos, arma de fogo ou o que quer que seja, em vez de culpar criminosos, não vamos chegar a lugar nenhum. Em relação à Meta 21, sinto-me na responsabilidade de comentar, porque foi derrotada na CCJ. Era uma meta que afrontava a família mineira, instituía nas escolas conteúdo baseado em diretrizes aprovadas na III Conferência Estadual LGBT de Minas Gerais. Os pais não são obrigados a aceitar que os seus filhos recebam esse tipo de conteúdo nas escolas. Mas eu não vou me delongar nesse assunto. O objetivo dessa questão de ordem não é promover debate com o deputado que ali estava. Sr. Presidente, eu pedi a palavra para falar sobre a CPMI das Fake News, que está ocorrendo em Brasília, ou seja, essa palhaçada com o dinheiro público, que nada mais é que uma tentativa de velhas raposas da política de censurar as redes sociais que os expõem como o que são: bandidos e sanguessugas, inimigos da população brasileira. E, quando eu vejo aquele show de horrores, eu fico indignado de saber que o dinheiro do contribuinte, que poderia estar sendo investido em questões mais sérias, e que o tempo dos parlamentares, que poderia estar sendo usado para questões realmente relevantes para o País, estão sendo usados com essa bobagem. Fico até feliz porque, em muitos pontos, foi um tiro no pé. O Allan dos Santos foi lá esta semana e deu um show. Os parlamentares mostraram o seu total despreparo e desconhecimento da matéria. E o Allan atuou de maneira perfeita, expondo a idoneidade de seus atos. Mas eu faço questão de fazer uso da palavra porque eu fui citado na CPMI. A deputada Luizianne Lins, do PT do Ceará, quando foi fazer a sua intervenção, mostrando um total despreparo, veio, em tom acusatório, questionar ao Allan dos Santos se uma das repórteres do Terça Livre não trabalha no gabinete do deputado estadual, do PSL, Bruno Engler. Trabalha, sim. Inclusive, isso já foi publicado por diversos veículos de mídia em março. É uma informação pública. Está no Minas Gerais o dia em que ela foi contratada, o tempo que ela trabalha e quanto ela ganha. Nós temos transparência. ”Então, deputado, o senhor é a favor de fake news”. Não. Eu não sou a favor de fake news. Eu sou contra fake news. Inclusive, eu já fui vítima de fake news, processei o Estadão e ganhei. Houve uma sentença condenatória do Estadão e do jornalista José Nêumanne Pinto, que publicou isto no dia 11 de março, se eu não me engano: “A notícia falsa tuitada pelo site Terça Livre foi escrita por Fernanda Salles, assessora do deputado estadual Bruno Engler, do PSL de Minas, investigado por suspeita de desvio de verbas públicas”. A redação dá a entender que eu sou investigado por desvio de verbas públicas. E eu não sou. Então, fui à Justiça, acionei o Estado de S.Paulo, acionei o José Nêumanne Pinto e ganhei a causa. Recebi R$4.000,00 em indenização. Então, quem é praticante de fake news e condenado por fake news é o Estado de S.Paulo, é o Sr. José Nêumanne Pinto. E nem a D. Luzianne Lins e nem ninguém, na CPMI das Fake News, tem moral para dizer quem eu devo contratar ou não para trabalhar em meu gabinete. Fernanda Salles é, sim, minha assessora de imprensa. Essa informação é pública, e ela faz um excelente trabalho. Eu tenho muito orgulho dela. Muito obrigado.