DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 02/11/2019
Página 52, Coluna 1
Assunto SEGURANÇA PÚBLICA.
Aparteante SARGENTO RODRIGUES
100ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 30/10/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde, deputados que nos acompanham e todos aqueles que nos assistem. Antes de começar meu discurso, Sr. Presidente, gostaria de conceder aparte ao deputado Sargento Rodrigues.
O deputado Sargento Rodrigues (em aparte)* – Obrigado, deputado Bruno Engler. Agradeço a V. Exa., que tem acompanhado nossa luta junto ao governo na busca da regularização do pagamento integral no quinto dia útil e do 13º salário. Primeiro porque é uma questão de direito, de direito. E é justo. O cidadão que trabalha tem de receber o seu salário no final do mês.
Infelizmente, o deputado ao qual eu pedi aparte por duas vezes não teve a coragem de enfrentar o contraditório, deputado Osvaldo Lopes, como fiz quando concedi aparte aqui ao deputado Virgílio Guimarães, do PT. Talvez ele não gostaria de ouvir o que este deputado tinha para falar. Pedi a nossa assessoria da Mesa para levantar o projeto que ele dizia ser a mesma coisa da Codemig. Antes disso, ouvi o deputado falar aqui que nunca me viu defender servidor público. Minha história no Parlamento, a minha chegada no Parlamento, deputado Cleitinho Azevedo, foi na defesa do servidor público. Eu sou fruto de uma greve da Polícia Militar, greve esse da qual eu era um dos líderes. Em pós-greve, fui eleito na defesa dos salários dos servidores da segurança pública. De lá para cá, de 1997 para cá, foram seis eleições. Em todas elas fui eleito por servidores públicos. Muitos deles são servidores aqui da própria Assembleia, que votaram neste deputado porque entenderam que eu tinha as qualidades e a qualificação para representá-los.
Mas eu quero aqui, deputado Bruno Engler, trazer ao conhecimento de V. Exa., do deputado Coronel Sandro e dos demais colegas deputados que o que o governo do deputado que aqui não me permitiu um aparte fazia no governo era muito diferente. Eu não sou deputado da base deste governo. É a primeira coisa que quero deixar clara. Minha preocupação, deputado João Vítor Xavier, é com os servidores públicos. Vou repetir aqui quantas vezes forem necessárias que não é salário de deputados que está parcelado. Não é de desembargador, de juiz, de procurador, de promotor, de conselheiro. Nenhum deles está recebendo parcelado há quatro anos. Imaginem, imaginem o que é uma família com salário parcelado! Como vive essa família?
Vi o deputado que me antecedeu dizer que fará emendas. Não foi isso que nós fizemos no projeto da educação. Ao projeto que dizia da reposição dos salários dos profissionais da educação não fizemos emenda, não atrapalhamos sua tramitação por duas vezes. Diferentemente, nós vimos aqui o governo do PT meter a mão em R$6.000.000.000,00 dos particulares. Nós ajudamos a votar Refis. Foram R$14.000.000.000,00 arrecadados pelo governo do PT. Nós também ajudamos, como deputado da oposição, diferentemente do que ele falou. Só que ele não queria ouvir o contraditório.
Agora, dizer que no PL nº 4.996, em sua fundamentação que está aqui, há alguma coisa para pagar salário do servidor... Esse é o projeto do governador Fernando Pimentel em 2018.
Muito pelo contrário, deputado Cleitinho Azevedo, queria era botar a mão no dinheiro para fazer campanha, escancaradamente, e, aí, é óbvio que nós não podíamos deixar. Nós, da oposição, os bravos e poucos deputados da oposição, não poderíamos deixar, deputado João Vítor. Não poderíamos!
Para quem não sabe, eu estive lá, na semana retrasada, com o conselheiro Doutor Viana. Fui conversar com ele para saber qual era o problema nesse projeto do governo, e ele me disse, claramente: “Deputado Sargento Rodrigues, no governo passado, eu oficiei, ameacei multar, e os secretários do governo Pimentel vieram aqui e não conseguiram explicar para que era o projeto. Não conseguiram explicar para que era o projeto, mas eles queriam botar a mão. Uma pena que o deputado, ainda com ar de sarcasmo e ironia, disse que não ia ficar aqui. Sabe por que nós não deixamos? Porque não íamos deixar um chefe de quadrilha, como era o Pimentel. A maioria dos seus secretários estavam todos enrolados na Operação Acrônimo. Se algum deputado desta Casa quiser cópia da Operação Acrônimo, ela está lá no meu gabinete, e vocês vão conhecer os cinco inquéritos em que boa parte do secretariado do Pimentel está enrolada na Operação Acrônimo. Então nós não íamos deixar que o Pimentel vendesse esses ativos, e sabem para quê? Para se manter no poder a qualquer preço e a qualquer custo. Não, e eu fui um dos que obstruíram. Em momento algum, nenhum projeto de Pimentel tinha, na mensagem, a fundamentação que seria para pagar servidores. Nenhum deles tinha.
Então, deputado Bruno Engler, eu quero agradecer a V. Exa. porque entendi que, em que pese o deputado não ter tido a coragem de enfrentar o contraditório, como concedi um aparte ao deputado Virgílio Guimarães, talvez tenha sido porque ele não queria ouvir isso. Ele não queria ouvir que eu chamei o Pimentel de bandido, de ladrão e de chefe de quadrilha, e continuo chamando: ladrão, bandido, chefe de quadrilha.
Digo isso, caso ele tenha dúvida quanto ao meu posicionamento. Agora qualquer deputado que obstruir o PL nº 1.205 pode ter certeza de que eu estarei nas redes sociais, porque o servidor não aguenta mais, deputado Cleitinho Azevedo.
Não aguenta mais parcelarem o salário dele. Muito obrigado, presidente.
O deputado Bruno Engler – Obrigado, deputado Sargento Rodrigues. Não estive aqui, na legislatura passada, mas, como cidadão, achava ridículo o governo terrorista Fernando Pimentel envolvido em diversos escândalos de corrupção.
Sr. Presidente, eu ainda tenho 2min30s, e, de maneira muito breve, já que meu tempo está próximo do fim, eu gostaria de abordar o absurdo que foi veiculado ontem pela TV Globo, pela família Marinho, no Jornal Nacional, tentando, de maneira canalha, vincular o nome do presidente ao assassinato da então vereadora Marielle Franco. Uma história sem pé nem cabeça, em que supostamente o presidente atendeu o interfone, no Rio de Janeiro, no mesmo horário em que ele estava em Brasília, votando. De que o Bolsonaro era um super-herói, eu tinha suspeita, mas que ele era The Flash, eu aprendi ontem. O cara sair da Barra da Tijuca para votar meia-hora depois, em Brasília, ele tem que ser sobre-humano porque nem de avião você chega.
Enfim, uma matéria ridícula, tendenciosa, canalha, que só mostra o viés dessa rede de televisão porca, que não aceita que perdeu os contratos de publicidade do governo, e que não aceita que vai enfrentar, sim, dificuldades para renovar a concessão porque não vai ter privilégios. Se não apresentar todas as certidões necessárias, a concessão não vai ser renovada. Eles estão desesperados e por isso fazem esse tipo de ataque. Onde é que estava a dona Rede Globo quando o Marcos Valério indicou Lula como mandante do assassinato de Celso Daniel? Estava fazendo alarde? Não estava. Estava quietinha, na dela. E agora quer vir com essa história idiota, tentando manchar a reputação do presidente, com evento com o qual nada teve relação.
Ora, façam um exercício de raciocínio: o ano é 2018, Jair Bolsonaro pré-candidato à Presidência da República com grande chance de vitória. Por que ele se envolveria no assassinato de uma vereadora desconhecida do Rio de Janeiro? Ninguém no Brasil sabia quem era Marielle Franco antes da sua execução. Eu não sabia, e a grande maioria dos brasileiros não sabiam. Ela ganhou repercussão e se tornou símbolo devido ao ato brutal que fizeram contra ela. Não faz sentido! Tem que ser muito idiota para acreditar numa história dessa, porque, se a pessoa for pouco idiota, ela não engole essa balela! É uma vergonha o que a Rede Globo tenta fazer com a nossa política e com o nosso país. Mas a população não vai mais cair nas lorotas dos canalhas da família Marinho. Globo lixo!
* – Sem revisão do orador.