Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)

Discurso

Lamenta agressões sofridas por professores no Vale do Mucuri e no Bairro Alípio de Melo, no Município de Belo Horizonte. Comenta pronunciamento da deputada Beatriz Cerqueira a respeito da Petrobras e do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Elogia o decreto federal que facilita o acesso de agentes de segurança pública a armas de fogo particulares.
Reunião 90ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 08/10/2019
Página 28, Coluna 1
Assunto EDUCAÇÃO. PETRÓLEO BRASILEIRO S/A (PETROBRAS). SEGURANÇA PÚBLICA.
Aparteante BARTÔ

90ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 3/10/2019

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde aos deputados aqui presentes, àqueles que nos acompanham aqui das galerias e também através da TV Assembleia.

Primeiramente quero lamentar as agressões que foram feitas a professores no nosso estado. É uma vergonha a gente ver os docentes sendo agredidos pelos seus alunos. O vídeo que está rodando no WhatsApp, nas redes sociais é chocante, chocante demais. Incomoda muito saber que isso ocorreu aqui, em nosso Estado de Minas Gerais. Mas, como foi dito e bem dito, não basta lamentar. É preciso buscar os responsáveis. É preciso que eles sejam punidos, mesmo que menores de idade, que serão punidos de maneira muito branda devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas precisam, sim, serem punidos.

E é preciso também pensar como é que a gente chegou a esse ponto, o que foi feito da nossa educação para que as pessoas achem normal agredir um professor ou que os alunos achem que isso é uma coisa que pode ser feita. Mas é porque esculhambaram a nossa educação, acabaram com o senso de hierarquia, de disciplina. É por isso que nós defendemos tanto o modelo da escola cívico-militar, porque não se vê esse tipo de absurdo acontecer no Colégio Tiradentes, não se vê esse tipo de absurdo acontecer no Colégio Militar do Exército. Por quê? Porque são colégios onde há hierarquia, há disciplina e portanto há respeito ao professor. E é esse tipo de prática que não ocorre.

E aproveito a oportunidade aqui para comentar que diversos estados aderiram ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, e Minas Gerais é um deles. Nesse ponto, parabenizo o governo de Minas por ter aderido ao programa e aviso aqui aos prefeitos mineiros que está aberto o prazo de as prefeituras aderirem ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Faço um apelo aos prefeitos mineiros que peçam ajuda ao governo federal para que tenhamos aqui, em Minas, mais escolas com hierarquia, com disciplina e com um bom funcionamento.

Gostaria aqui também de falar, já que foi levantada, sobre a questão da Petrobras. Eu acho cômico, Sr. Presidente, deputados de esquerda virem aqui falar de desmonte da Petrobras, falar de desmanche, dizer que aqueles que defendem a bandeira verde e amarela não podem apoiar a privatização da Petrobras. O problema é que aqueles que balançam a bandeira vermelha assaltaram a Petrobras. A Lava Jato está aí para comprovar isso. Foi um roubo bilionário. Os governos deles valeram-se de uma empresa aparelhada para fazer propinodutos em vez de gasodutos e resolverem seus problemas políticos com o dinheiro do povo. Foi isso que aconteceu. É isso que é ser patriota? É isso que é defender o nosso país? Vender a Petrobras não pode, não, mas roubar a Petrobras? Fiquem à vontade! E ainda temos que ouvir aqui a carta do presidiário, que comandava o esquema, como se fosse um pobre coitado, uma vítima do sistema. Luiz Inácio Lula da Silva é um ladrão, um bandido, que cumpre pena por corrupção e vai continuar cumprindo essa pena. Inclusive, ele nem quer sair da cadeia porque em regime semiaberto tem que trabalhar. E ele falou: “Trabalhar? Jamais. Prefiro ficar preso na minha cela, solitária, sem ninguém me incomodando, com televisão, com tudo a que tenho direito”. Acho que é a melhor cela do Brasil. Nunca vi um preso com tantas regalias. Mas, infelizmente, é a realidade desse bandido.

Concedo a palavra ao deputado Bartô.

O deputado Bartô (em aparte) – Parabéns pelas palavras. Primeiramente queria levantar aqui o caso da professora que foi agredida. Realmente devemos buscar, cada vez mais, harmonia no nosso povo, sem nenhum tipo de agressão, seja contra professor ou contra quem for. Quero lembrar que o assunto em que você tocou, sobre a falta de hierarquia, realmente ajuda muito nisto: pessoas que não compreendem o valor da lei, o valor de que uma organização deve ser seguida. Elas agem do jeito que bem entendem, como fez aquela senhora agredindo a professora, e a isso realmente cabe aqui todo o nosso repúdio.

E segundo, venho enaltecer V. Exa. por estar aí combatendo, mais uma vez, aquele bandido do Lula, que realmente não deveria ter espaço algum em lugar nenhum. Ouvi aqui a carta dele sendo lida em nosso Plenário, e realmente me entristece muito, porque, enquanto estamos aqui debatendo se aquele bandido deveria estar livre, solto, o que é ou deixa de ser, tantos outros estão aí livres. Muito se dá por estarmos aqui gastando energia ao discutir, entre nós mesmos, a situação de um bandido, cujo nome nem deveria estar sendo lembrado, em vez de estarmos caçando os outros que estão soltos.

Então me entristece muito o fato de a nossa população não entender que não deveríamos ter, de forma alguma, nenhum bandido de estimação. Os corruptos têm de ficar pagando as suas penas quietos na cadeia, que é o lugar deles. Nós, aqui fora, não deveríamos estar colocando o nosso nome, seja lá quem for, em defesa de qualquer tipo de corrupção e, sim, buscar aqueles corruptos que estão atrapalhando tanto a nossa nação. Obrigado.

O deputado Bruno Engler – Obrigado, deputado Bartô. Em que pese o direito de cada parlamentar proferir seu discurso da forma como bem entender e fazer as defesas que acha necessárias, corroboro o pensamento de V. Exa.: é lamentável ver a tribuna desta Casa sendo usada para passar mensagem de um bandido condenado por corrupção, por ter assaltado o nosso país. A tribuna, o Plenário e esta Casa merecem mais do que servirem de palanque para criminoso.

Por fim, Sr. Presidente, gostaria aqui de comentar mais um decreto relativo à arma de fogo, editado pelo nosso presidente Jair Bolsonaro, desta vez contemplando as nossas polícias e facilitando aos policiais o acesso a sua própria arma, à arma privada, porque muitas vezes há empecilhos para o policial obter a sua própria arma de fogo. Quer dizer, ao policial, que pode estar armado para defender a população mineira, impõem dificuldades para que ele tenha uma arma para si, para se defender e defender a sua família.

Então, esse decreto vem no sentido de seguirmos com o discurso que temos de confiança nos nossos policiais, nos nossos agentes de segurança pública e da garantia do direito à legítima defesa. Que os policias possam ter mais facilidade para obter o seu armamento e, dessa maneira, se defenderem de forma eficiente.

Então, venho a esta tribuna parabenizar o governo Jair Bolsonaro pelo decreto e encerro, assim, a minha fala. Muito obrigado.