Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)

Discurso

Elogia a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais - PMMG - por antecipar a ação de uma quadrilha no Município de Salinas. Defende um "endurecimento" do Código Penal, ao comentar o assassinato de Mariana Bazza, de 19 anos, no Município de Bariri (SP). Manifesta repúdio aos parlamentares federais que votaram para derrubar os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de abuso de autoridade.
Reunião 87ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 03/10/2019
Página 89, Coluna 1
Assunto POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PMMG). SEGURANÇA PÚBLICA.

87ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 26/9/2019

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde, deputados aqui presentes, funcionários desta Casa e aqueles que nos acompanham tanto nas galerias como pela TV Assembleia. Talvez o meu discurso, para quem esteja acompanhando o Plenário, possa soar como repetitivo, porque eu vou repetir algumas coisas que já foram faladas aqui, devido à importância dos temas.

Primeiramente, eu gostaria de parabenizar a nossa Polícia Militar de Minas Gerais, pelo excelente trabalho realizado em Salinas. Os bandidos vieram, mais uma vez, aterrorizar a população mineira, mas encontraram a nossa polícia preparada, competente, que os respondeu na mesma moeda e conseguiu cancelar seis CPFs. São seis bandidos a menos, para infernizar a população de Minas Gerais. Então estão de parabéns os policiais militares pela atuação em Salinas.

Eu gostaria, aqui também, de falar de outro crime brutal, que o deputado Cleitinho muito bem trouxe aqui, o assassinato da Mariana, uma jovem, lá em Barueri, que, ao ter o pneu furado, pediu ajuda para trocá-lo e foi brutalmente assassinada por um marginal que já tinha diversas passagens pela polícia, por um bandido que, se nós tivéssemos um código penal duro, se nós tratássemos bandidos da maneira que devem ser e que são tratados em países sérios, ele estaria preso até hoje! E a Mariana estaria viva, porque esse demônio, como diversos outros vagabundos, estão aí na rua por causa da leniência do nosso Legislativo, do nosso Poder Judiciário, que criam e usam leis garantistas em nome dos direitos humanos para favorecer esses vagabundos. Ele não estaria na rua, ele estaria preso. E aí a Mariana estaria viva, como diversas outras vítimas poderiam estar vivas com suas famílias, se não fosse essa mania imbecil de tomar conta de bandido.

É sabido que quem poupa o lobo sacrifica a ovelha, mas, infelizmente, para muitos dos nossos políticos e alguns dos nossos juízes, dane-se a ovelha, o importante é tomar conta do pobre coitado do bandido, que é uma vítima da sociedade. Por falar em tomar conta de bandido, eu quero, aqui, também, deixar registrado o meu repúdio a todos os parlamentares federais que votaram para derrubar os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de abuso de autoridade. O projeto de abuso de autoridade deveria se chamar projeto da impunidade, porque é um projeto para defender toda a sorte de bandido, desde o bandido que está na rua armado até o bandido de colarinho branco. É uma lei que quer engessar a ação das polícias, a ação de todos aqueles que atuam contra criminosos em nosso país. Ninguém aguenta mais que fiquem passando a mão na cabeça de bandido. Elegeram o nosso presidente Jair Bolsonaro para que desse um basta nessa política de tomar conta de marginal. Aí, fizeram a lei de abuso de autoridade, e logo começou a campanha “Veta, Bolsonaro”. Bolsonaro vetou diversos pontos dessa lei, os mais absurdos, só que não adianta o Bolsonaro vetar se os ratos do Congresso Nacional vão lá e derrubam o veto para favorecer os criminosos do nosso país. Isso me deixa muito indignado.

Quando nós vemos as ações dos bandidos, naturalmente a gente clama por respostas duras, a gente clama, a gente quer que a polícia tenha mais autonomia, a gente quer que os bandidos tenham penas mais duras e não que os legisladores comecem a perseguir aqueles que perseguem bandidos. É inaceitável. Infelizmente, a gente observa um Congresso Nacional completamente desconexo da população, que faz o oposto daquilo que o povo anseia e que em nada representa os brasileiros, que só atrapalha as mudanças que o povo quer que o nosso país tenha.

Não é o Bolsonaro que quer, porque o Bolsonaro não chegou lá sozinho. Ele não acordou um dia e falou: “Ah, a partir de amanhã, eu sou presidente da República”. Não, Bolsonaro teve 58.000.000 de votos, e essas pessoas votaram nele não porque ele é um cara muito simpático, muito bacana, votaram nele justamente por desejarem, por quererem essas mudanças, e fica a nossa frustração. Eu me coloco entre essas pessoas, porque também, graças a Deus, sou eleitor do presidente Bolsonaro. Fica a nossa frustração de ver o Bolsonaro tentando, e o Congresso atrapalhando; de ver o presidente mandar o pacote anticrime para a Câmara, e o pacote anticrime não andar, porque o pacote anticrime é duro com os bandidos. O que anda é a lei da impunidade, chamada de lei de abuso de autoridade.

Para encerrar, presidente, para não dizer que fui covarde, que me omiti, eu quero fazer a leitura de todos os parlamentares mineiros que votaram pela derrubada do veto do nosso presidente Jair Bolsonaro. Eu acho que o povo tem o direito de saber quem votou pela derrubada do veto, para cobrar dos seus representantes.

Começo pelos senadores Antonio Anastasia e Rodrigo Pacheco, que, na época da campanha, fizeram o possível para ligar a imagem deles à imagem do Bolsonaro, para ver se eram eleitos. O Rodrigo conseguiu, o Anastasia não, porque era candidato a governador. E agora seguem atrapalhando o governo.

Além dos senadores, os deputados federais de Minas Gerais que votaram pela derrubada dos vetos, a favor dos bandidos. São eles: Aécio Neves, Aurea Carolina, Diego Andrade, Dimas Fabiano, Eduardo Barbosa, Euclydes Pettersen, Fábio Ramalho, Gilberto Abramo, Lafayette de Andrada, Leonardo Monteiro, Marcelo Aro, Margarida Salomão, Mário Heringer, Mauro Lopes, Misael Varella, Newton Cardoso Júnior, Odair Cunha, Patrus Ananias, Paulo Guedes, Pinheirinho, Reginaldo Lopes, Rodrigo de Castro, Stefano Aguiar, Vilson da Fetaemg, Zé Silva e Zé Vitor.

Faço a leitura aqui não porque quero atacar nenhum desses parlamentares em específico. Acho que alguns deles, até certo ponto, fazem um bom trabalho na Câmara. Mas acho que, cada vez mais, o povo tem que ser vigilante, para ver quem vota de acordo com os interesses da população e quem usa o seu mandato como instrumento de defesa de bandido. Muito obrigado, Sr. Presidente.