DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/09/2019
Página 18, Coluna 1
Assunto CRÉDITO. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (DPMG). EXECUTIVO. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS (MPMG). PESSOAL. SEGURANÇA PÚBLICA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS (TJMMG).
Proposições citadas MSG 40 de 2019
MSG 41 de 2019
MSG 42 de 2019
84ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 18/9/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Sr. Presidente, subo à tribuna, neste momento, porque estou perplexo com as comunicações que esta Casa recebeu do governo de Minas Gerais. Acabamos de receber um pedido de R$117.000.000,00 de suplementação orçamentária, para que esta Casa autorize o uso desses R$117.000.000,00, sendo R$3.000.000,00 para o Tribunal de Justiça Militar; R$2.500.000,00 para a Defensoria Pública e R$111.500.000,00 para o Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Desde o início do mandato, estamos negociando com o governo, pedindo os direitos dos servidores da segurança pública; pedindo o pagamento no quinto dia útil; do 13º salário e a recomposição das perdas inflacionárias. A resposta do governo é sempre que não tem dinheiro, que a gente tem que ter paciência, que a gente tem que entender que o Estado está quebrado. Só que o governo manda para esta Casa um pedido para liberar R$117.000.000,00 em suplementação orçamentária. O que me incomoda não é a postura do Ministério Público, todo mundo ouviu o áudio de um procurador falando do “miserê” ou do Tribunal de Justiça Militar ou da Defensoria Pública. Todo mundo tem o direito de pedir. O que me incomoda é que quem mandou esses projetos de lei para a Assembleia foi o governo de Minas Gerais, o mesmo governo que olha para os seus servidores e diz “não tem dinheiro para vocês. Tem que ter paciência, tem que esperar”, pede dinheiro para suprir o orçamento do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça Militar. É preciso ter senso de proporcionalidade. Se estamos com o Estado quebrado, se é hora de apertar o cinto, tem que apertar o cinto para todo mundo. Por que só o policial, o bombeiro, o professor, o enfermeiro, os servidores do Executivo vão sofrer as consequências das mazelas econômicas do Estado? E os outros Poderes vêm e pedem suplementação? Eu gostaria que o governo de Minas explicasse isso, porque foi ele que fez esses pedidos aqui. Então, não adianta a gente criticar o Ministério Público, o Tribunal ou a Defensoria. Eles pediram, como todo mundo pede. Mas, a eles, o governo tem interesse de atender e manda os projetos de suplementação a esta Casa. Aos servidores do Executivo, ele diz que têm que ter paciência, têm que esperar porque o Estado não tem dinheiro. Isso, a meu ver, é um total desrespeito a essas pessoas que trabalham por Minas Gerais.