DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/09/2019
Página 34, Coluna 1
Assunto PESSOAL. SEGURANÇA PÚBLICA.
83ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 17/9/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde àqueles que nos acompanham pelas galerias e pela TV Assembleia e aos deputados aqui presentes.
Assim como os colegas que me antecederam, eu subo a esta tribuna hoje para falar da lamentável reunião que tivemos ontem com o governo de Minas para tratar da perda inflacionária dos servidores da segurança pública. Chegamos à Cidade Administrativa às 14 horas: eu, o Delegado Heli Grilo, a Delegada Sheila, o Coronel Sandro, o Sargento Rodrigues, além de diversos presidentes de associações e deputados federais, entre eles o Subten. Gonzaga, o Cabo Júnior Amaral, o Charles Evangelista e, se não me engano, tinha mais um.
Ficamos lá reunidos, desde as 2 horas, sem avançar em absolutamente nada na negociação com o governo. A primeira coisa que o governo fez foi tentar reduzir o índice de recomposição inflacionária de 28,83 para 23 ponto alguma coisa. Questionamos e dissemos que esse não era o índice. O governo voltou atrás e já classificou isso como uma grande vitória para nós. Tínhamos exatamente o que já tínhamos antes, mas a gente já tinha conquistado muita coisa. Depois…
E aí, disseram para nós que já tínhamos conquistado muito e foram apresentar o cronograma de recomposição com a primeira parcela em setembro de 2020, a segunda em setembro de 2021, a terceira em setembro de 2022 e a quarta e última para 2023. Dividiu essa recomposição em quatro vezes, numa data extremamente longe da que a gente precisa. Em setembro do ano que vem já estarão completados 5 anos e 9 meses de defasagem salarial e não apresentaram percentual do quanto será pago em cada data.
Quer dizer, se o governo quiser pagar 2%, 3% na primeira e deixar o final para a última parcela, que não será mais nem para o governo Zema, mas para o próximo que irá sucedê-lo... Querem jogar no lombo do próximo governo. Ora, uma proposta simplesmente ridícula! A gente disse que essa proposta era inaceitável, e os secretários pegaram o helicóptero e foram conversar com o governador. Voltaram do encontro. E alguma melhoria? Não. Zero. Não conseguiram mudar uma vírgula no encontro com o governador.
Aí eu me pergunto: do que adianta isso, se o governador não consegue movimentar alguma coisa para ajudar a classe da segurança pública, para atender cinco deputados estaduais que estavam ali presentes com essa demanda? Porque o governo acha que não precisa desta Casa e que tem tudo o que quer aqui - a gente já sabe e acho que todos os parlamentares desta Casa sabem. Mas, realmente, o pessoal, para mostrar serviço, mostrar que está bem, joga cinco deputados contra o governador? Olha, se isso é um bom serviço, imagino o que seja desserviço! É simplesmente lamentável o descaso com os servidores da segurança pública. Observamos isso ontem.
Mas, os senhores que nos acompanham podem ter certeza de que vai ter resposta das forças de segurança pública. Estamos mobilizados para a manifestação do dia 19, às 14 horas, na Cidade Administrativa. E vai ter resposta aqui, nesta Casa também. O governador vai ter que começar a entender que, quando cinco deputados saem daqui para levar uma demanda da segurança pública, é porque essa demanda importa. Não é porque estamos fazendo joguinhos políticos ou porque a gente quer arrancar dinheiro do governador; é porque realmente há uma massa de servidores da segurança pública que precisa dessa recomposição porque está sofrendo muito.
Ao fim do dia, chegando em casa, recebemos mais uma notícia muito triste: um cabo da Polícia Militar foi assassinado em Ibirité. (- Pausa.) O Cb. Sérgio Ricardo Silveira Cavalcanti, 35 anos, assassinado. Ele estava no carro com o irmão, a cunhada e um bebê, e os marginais, de moto, passaram, deram uma rajada de tiros e mataram o militar.
Não se preocuparam com as outras pessoas do carro, não se preocuparam ao menos com o bebê, que, graças a Deus, sobreviveu, apenas com escoriações. Mas o militar foi assassinado, muito provavelmente em virtude da função, assim como muitos outros servidores da segurança pública, que têm um alvo nas costas, pois está cheio de criminosos querendo matá-los por realizarem o seu trabalho. É por isso que a gente cobra o respeito e cobra a valorização.
E qual não foi a nossa surpresa quando, em uma notícia postada sobre o lamentável assassinato desse policial, um servidor da Secretaria de Educação, professor, Pablo Emanuel, comentou: “Parabéns ao menino da moto”, parabenizando o assassino. Olhem a que ponto nós chegamos: um servidor da Secretaria de Educação, um professor comemora o assassinato de um policial militar. Que absurdo é esse? Como a gente deixa uma pessoa dessas ensinar para as nossas crianças? É uma irresponsabilidade, é um desrespeito.
Esse cidadão, graças a um excelente trabalho da Polícia Militar, foi preso por apologia ao crime e irá responder a processo. Mas eu espero do governo de Minas uma resposta firme; eu espero que esse cidadão, além de responder criminalmente, seja exonerado, responda com a sua carreira. Nós não podemos admitir, no nosso estado, que servidores comemorem a morte de um policial militar. É um escárnio com a nossa polícia, com aqueles que dão a vida para nos proteger e que estão sendo tão desvalorizados pelo governo. Muito obrigado.