DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 07/09/2019
Página 16, Coluna 1
Assunto PREVIDÊNCIA SOCIAL.
80ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 5/9/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – É uma questão de ordem, Sr. Presidente. Só queria fazer um comentário sobre a reforma da Previdência, que, finalmente, está em vias de ser aprovada. Reforma que não caminha a toque de caixa; pelo contrário, foi enviada ao Poder Legislativo logo no início da legislatura do Congresso Nacional. Mas, infelizmente, tem sido obstruída por algumas partes e negligenciada por outras, uma vez que estamos agora em setembro e ainda não conseguimos consolidar essa reforma. Reforma que é, sim, muito necessária para o nosso país. A Previdência é deficitária. Qualquer estudo sério mostra isso. Fala-se que não podemos atacar a Previdência solidária. “Solidária” é uma palavra muito bonita: uns ajudando os outros. Então, as pessoas pensam: “Por que vai atacar o modelo solidário?”. Só que o modelo solidário é basicamente o seguinte: os trabalhadores da ativa, de agora, pagam a Previdência dos trabalhadores do passado, que já se aposentaram. Só que a expectativa de vida e de sobrevida no nosso país aumentou exponencialmente e as pessoas estão tendo menos filhos. Você que está em casa pense um pouco: “Quantos irmãos têm a sua mãe? Quantos irmãos têm a sua avó? Quantos irmãos você tem?”. Dou um exemplo lá de casa. A minha mãe tem cinco irmãos, e eu tenho uma irmã. Então, a Previdência não se sustenta e está quebrada e quebrando o nosso país. Não é uma reforma que ataca os mais pobres, mas, sim, ataca privilégios e estabelece um teto previdenciário para todos os servidores, a fim de acabar com aquela história de que se aposentam servidores do Judiciário e do Legislativo ganhando R$30.000,00, R$40.000,00, enquanto o trabalhador assalariado se aposenta com um salário mínimo. É uma reforma que diminui a alíquota mínima e quase dobra a alíquota máxima. Quer dizer, os que mais ganham vão ter a sua contribuição aumentada. Portanto é uma reforma mais do que necessária. É uma nova Previdência para permitir a retomada econômica do nosso país. É um milagre que o governo Bolsonaro tenha conseguido fazer o nosso país crescer 0,4% sem a reforma da Previdência. Crescimento além do esperado pelos especialistas em economia, mas que foi conseguido com muito trabalho e muita dedicação. Tenho certeza de que, após a aprovação da reforma, o crescimento será muito maior.