DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/08/2019
Página 25, Coluna 1
Assunto ADMINISTRAÇÃO FEDERAL.
Aparteante CORONEL SANDRO
69ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 7/8/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, presidente, deputados presentes no Plenário, trabalhadores da Assembleia Legislativa e todos aqueles que me acompanham, seja nas galerias, seja na TV Assembleia.
Sr. Presidente, eu confesso que gostaria de entender o que se passa na cabeça de um esquerdista, mas eu não consigo; realmente é muito difícil compreender o mundo da lua em que eles vivem. Vêm aqui, bradam chavões, frases feitas, para atacar o governo Bolsonaro, para dizer como o governo é mau, como o governo ataca as pessoas, sem nenhum embasamento nos fatos, sem nenhum senso de realidade. Vêm aqui falar da reforma da Previdência, dizer que estão aqui para defender os mais pobres, que essa reforma é dos banqueiros e que este é o governo dos banqueiros, mas banqueiro nunca ganhou tanto dinheiro no Brasil como nos governos Lula e Dilma. Como este é o governo dos banqueiros se a taxa de juros básica está em 6%? Isso era algo inimaginável anos atrás. Banqueiro ganha dinheiro em cima de juros. Como este é um governo malvado, o governo dos banqueiros?
Falam da reforma da Previdência, que a gente quer acabar com o sistema solidário. “Solidário” é uma palavra muito bonita. O sistema é solidário porque a população trabalhadora ativa paga pela inativa, quer dizer, os trabalhadores de hoje pagam pelos trabalhadores de ontem. Só que este é um modelo feito há muito tempo, quando a expectativa de vida era muito menor e as pessoas tinham muito mais filhos. Peço a quem nos acompanha que faça um esforço e pense: quantos irmãos tiveram seus avós? Quantos irmãos têm seus pais? E quantos irmãos vocês têm hoje? Na minha família, consigo fazer isso. Meu avô tinha muitos irmãos. Minha avó teve seis filhos; minha mãe, dois. Lá em casa, agora, é um para um: dois pais e dois filhos. Existe gente que tem um filho só, e há quem nem filhos tem.
Então, o modelo precisa ser repensado, não se sustenta mais. Até o pessoal da esquerda, da oposição, subiu aqui para dizer que, se não fosse o déficit da Previdência, o Pimentel teria encerrado o ano de 2018 com superávit, porque eles sabem o peso que a Previdência tem no orçamento dos estados e no da União. A reforma da Previdência está justamente buscando uma solução para este cenário porque, se não mexerem, se quiserem dizer: “Ah, não vamos mudar nada porque a gente é muito bonzinho, a gente é maravilhoso”, o País vai quebrar. Nós estamos buscando solução para o País. Fala-se tanto dos desempregados, mas a reforma da Previdência aliada à reforma tributária que virá depois, para diminuir o custo Brasil, será uma maneira de gerar empregos. Os empregos já estão sendo gerados mesmo sem a reforma e mesmo com a oposição do quanto pior melhor, porque o Brasil já gerou, em menos de oito meses do governo Bolsonaro, mais de 408 mil postos de trabalho, o melhor resultado em cinco anos.
Aí, a gente tem que ouvir falar aqui em compra de votos. Eu me pergunto: será que nós estamos falando do mensalão? O mensalão, sim, foi compra de votos; o governo Lula pagava propina para deputado votar com ele; era dinheiro que ia para o bolso dos deputados federais e senadores para garantir a maioria no Congresso e a aprovação de seus projetos.
Isso já está comprovado e condenado na Justiça, como o próprio Lula também é condenado na Justiça. Agora você pagar emenda que está prevista no orçamento agora é compra de voto. O pessoal do mensalão vai olhar para mim e dizer que o presidente Bolsonaro não pode mais executar emenda, não pode mais dar o dinheiro da saúde.
O deputado Coronel Sandro (em aparte)* – Deputado Bruno Engler, fico muito feliz quando vejo V. Exa. aí no palanque fazer a defesa daquilo que nós acreditamos, em especial, do maior presidente que este país já teve, e a história vai registrar isso, o qual se chama Jair Bolsonaro.
Só para fazer, dentre outras observações, um adendo, extraído agora do site. Os pagamentos de emendas, as emendas são impositivas, e todos sabem disso. Com base na acusação da esquerda, usou-se a emenda para ter voto, não é? Está aqui. Reginaldo Lopes, R$5.700.000,00. Este deputado é de qual partido?
O deputado Bruno Engler – Reginaldo Lopes é do PT.
O deputado Coronel Sandro* – É do PT. Então os pagamentos de emendas são para todos os deputados, gente, independentemente. Estão aqui outros deputados de oposição como o Caio Narcio, com R$5.500.000,00; Adelmo Carneiro, com R$5.700.000,00, e por aí afora. O que queremos dizer é que, quando a emenda é impositiva, o governo tem que pagar porque ela é destinada a alguma melhoria em alguma região do País e em algum estado. Então não há ilegalidade, não há nada de equivocado nisso.
Agora, na verdade, é porque aqueles que são contra o Brasil, e cito partidos, no Congresso Nacional, votaram contra a Constituição dita Constituição Cidadã e votaram contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, e agora estão votando contra a Reforma da Previdência. Só para citar quatro importantes institutos jurídicos que fizeram – e, no caso da Reforma da Previdência, vai fazer – uma grande mudança no Brasil, em que eles votaram contra. Na verdade, eles não fazem uma oposição que busca a melhoria para o País e, sim, uma oposição ideológica. Isso porque quem teve a coragem de apresentar uma proposta de reforma previdenciária, que traz sacrifício para todo o Brasil – e, no futuro, os nossos descendentes vão nos elogiar e deixar isso registrado na história –, fomos nós hoje e também os congressistas que estão lá, votaram a favor e ajudaram a construir um Brasil melhor.
Então os resultados do governo Bolsonaro estão aí para serem vistos. Agora a extrema imprensa prefere dar atenção ao fato de que o presidente chama o nordestino de paraíba, ou ao fato de ele falar que a Míriam Leitão ficou numa cela com uma cobra e coitada da cobra! Ou ao fato de que ele também diz que o terrorista que participou do atentado no Aeroporto de Guararapes, em 1966, e que matou inúmeras pessoas, é um terrorista assassino chamado Fernando Santa Cruz. A imprensa quer fazer disso uma celeuma. Sobre outras questões menores, só tenho a dizer, deputado Bruno Engler, que, enquanto os cães ladram, cães vermelhos, diga-se de passagem, a caravana do sucesso do Brasil do futuro passa e passa com muita autoridade.
O deputado Bruno Engler – Obrigado, Coronel Sandro.
A outra questão que gostaria de abordar aqui e que foi citada nesta tribuna é o suposto nepotismo porque o Bolsonaro quer indicar o filho dele: “Olhem que absurdo!”. Quer indicar o filho para embaixador nos Estados Unidos. “Ah, é porque fritou hambúrguer”. Eles, que defendem os pobres, fazem questão de denegrir a profissão de chapeiro, quer dizer, fritar hambúrguer não é ser digno. É como se fosse um demérito ele ter fritado hambúrguer. O Eduardo Bolsonaro vai ser indicado embaixador pelo excelente relacionamento que tem com o Donald Trump e com a Casa Branca. Você pode pegar a lista dos últimos embaixadores do Brasil e vai ver que eles não eram recebidos nem pelos secretários de estado, nem pelos ministros, pelos secretaries of states, que seriam os ministros das Relações Exteriores. O Eduardo Bolsonaro já foi recebido até pelo presidente. “Ah, mas é uma boa ideia mandar o Eduardo Bolsonaro como embaixador?” Fico com a resposta do Trump que, quando foi perguntado por uma repórter brasileira sobre o que ele achava de o Bolsonaro indicar o filho para a embaixada nos Estados Unidos, ele disse: “Eu acho fantástico. Eu conheço o Bolsonaro, gosto muito dele, e o filho dele é uma pessoa muito qualificada. Eu acho fantástico”.
O presidente dos Estados Unidos acha fantástico ter o Eduardo Bolsonaro como embaixador, mas o pessoal aqui quer bater, quer criticar, quer dizer que ele não tem competência. Olha, quer competência maior do que você conseguir construir relações com o maior líder político do planeta? É isso que um embaixador tem de fazer pelo Brasil: construir relações com a cúpula do poder estadunidense, com a cúpula do poder americano. É o representante do Brasil nos Estados Unidos e aquele que vai construir pontes com a Casa Branca. Inclusive mudamos o nosso viés de relação com a Casa Branca. Temos de ouvir que o Brasil é subserviente aos Estados Unidos, que só atendemos ao desejo deles. Quer dizer, buscar parceria, buscar convergência de interesses comerciais com a maior potência do mundo é subserviência. Agora, você financiar, dar dinheiro para ditaduras, que a gente não cobra… Quero saber que dia vai chegar o dinheiro dos empréstimos do BNDES que foram feitos a juros abaixo do mercado, que foram feitos abaixo de empréstimos para o próprio Brasil, que é a coisa mais absurda do planeta. O empréstimo para o metrô de Caracas teve juros mais baixos do que o empréstimo para o metrô de São Paulo, que vai beneficiar os brasileiros. Mas quero saber que dia, mesmo com esses juros baixos, o empréstimo vai ser pago. Aí, isso aí não é subserviência, não! Você financiar ditaduras de esquerda é parceria, é camaradagem, está ajudando um mundo melhor. Sinceramente, é o cúmulo da hipocrisia.
Gostaria de ressaltar, nas relações exteriores, o brilhante papel que o Brasil tomou se reestabelecendo como liderança do nosso continente. O Brasil abriu mão do seu complexo de vira-lata e assumiu o papel de protagonista que lhe pertence, porque o Brasil é a maior potência da América do Sul. Assumiu a liderança do Mercosul e conseguiu selar um acordo que se construía há 20 anos da União Europeia com o Mercosul, que vai abrir as portas do mercado europeu para os produtos brasileiros, que vai ajudar não só o Brasil, mas também o nosso Estado de Minas Gerais, que é um estado produtor. O Ministério das Relações Exteriores constrói relações sólidas com as grandes potências democráticas do mundo, se aproximou de Israel, se aproximou dos Estados Unidos.
Então, quero aqui, de maneira formal, parabenizar o ministro Ernesto Araújo pelo excelente trabalho que tem feito à frente do Itamaraty. Quero também ressaltar uma questão. Foi dito que o Bolsonaro fez uma ameaça: caso o Senado não aprove o Eduardo Bolsonaro, ele o coloca de ministro das Relações Exteriores. Mentira, até porque não vai tirar o Ernesto Araújo, que é um excelente embaixador. Bolsonaro apenas pontuou que, para embaixador, ele precisa da aprovação do Senado. Agora, se ele quiser colocar o filho como ministro das Relações Exteriores, que comanda todas as embaixadas e todos os consulados do Brasil, ele não precisa do aval do Senado. Foi só isso que ele demonstrou. Ele não está ameaçando nada, até porque ninguém vai tirar o Ernesto da cadeira, pois é o melhor ministro das Relações Exteriores que tivemos nas últimas décadas.
Enfim, há algumas outras coisas que gostaria de ressaltar no final do meu tempo. Já falei ontem, mas faço questão de repetir: o desemprego está em queda; a taxa criminal caiu 20% neste ano; houve aumento de 14,7% no turismo de negócios. Os senhores se lembram de quando o Bolsonaro anunciou que abriria mão do visto para certos países? “Ah, isso é demagogia, está fazendo o Brasil de vira-lata, não sei o quê, não sei o quê lá.” O resultado já chegou em menos de um ano. Tivemos o aumento de quase 15% no turismo de negócios. Temos o maior programa ferroviário dos últimos 100 anos. Temos um Ministério da Infraestrutura que não para de trabalhar. O ministro Tarcísio está de parabéns, asfaltando diversas estradas Brasil afora.
Então, eu até gostaria de entender o que leva essas pessoas a virem aqui dizer que o Brasil está afundando, que estamos caindo. Vivem, sinceramente, no mundo da lua. Aliás, no mundo da lua, não; vivem em Marte, que é o planeta vermelho, porque aqui na Terra o Brasil vai muito bem, obrigado.
* – Sem revisão do orador.