DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 02/07/2019
Página 87, Coluna 1
Assunto POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PMMG). SEGURANÇA PÚBLICA.
Aparteante CLEITINHO AZEVEDO
Proposições citadas PL 837 de 2019
57ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 27/6/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Obrigado, Sr. Presidente. Antes de começar o meu discurso, vou conceder aparte ao deputado Cletinho, para ele não perder a linha de raciocínio.
O deputado Cleitinho Azevedo (em aparte)* – Bruno, só para pegar essa discussão que a gente está fazendo e que até o Coronel Sandro colocou… Recebi uma mensagem de um cidadão de Timóteo, dizendo que uma das casas que está sendo alugada lá – a gente vai ter de investigar, não sei se o Coronel Sandro já pediu audiência pública, porque acho que a gente deveria pedir essa audiência pública… Uma dessas casas, parece, se não me engano – foi ele quem mandou para mim, quero até ver, estava caçando a mensagem aqui, mas é mensagem demais –, foi alugada por um executivo do Novo. Parece que a casa é do filiado do Novo, presidente do Novo de Timóteo. Então, a gente tem de investigar a situação aí. É importante a gente saber.
Essa casa de Timóteo que está sendo alugada para colocar esse pessoal é de um filiado do Novo. Então a gente tem de investigar. Beleza, Bruno? Muito obrigado.
O deputado Bruno Engler – Realmente precisamos investigar, Cleitinho. O deputado Coronel Sandro colocou a opinião dele – acho que é até um desejo – de que isso seria uma política do antigo governo e que o novo governo, o alto escalão, não teria conhecimento e que isso poderia cessar de maneira rápida. Se isso for uma política do governo Romeu Zema, realmente é lamentável. A gente precisa investigar, sim, e precisa buscar mudanças.
Acho que, enquanto não houver dinheiro para o cidadão de bem; enquanto não houver dinheiro para as escolas – e todos os deputados aqui brigaram pela escola em tempo integral –; enquanto não houver dinheiro para a segurança nas escolas, que o governador cortou, a gente não pode ficar gastando milhões com casa de luxo para vagabundo mirim brincar.
Mas eu vim aqui e subo nesta tribuna hoje para parabenizar a Polícia Militar de Minas Gerais, a melhor polícia do Brasil, pelo brilhante trabalho que está sendo realizado em Uberaba. Infelizmente, um grupo criminoso de São Paulo veio para Minas Gerais aterrorizar uma de nossas cidades. Isso é prática comum na região do Sul de Minas e do Triângulo e, como o Coronel Sandro bem colocou, estão cada vez mais folgados. Antes era em cidade pequena, onde certamente não tem nem batalhão de polícia, apenas um destacamento. Eles iam lá roubar agências de banco. Mas tiveram a audácia de atacar Uberaba, uma cidade com mais de 100.000 habitantes, uma cidade muito grande e importante do Triângulo Mineiro.
A Polícia Militar fez um competente trabalho de contenção e já conseguiu prender, até agora, 10 marginais. Só que essa ação é simplesmente inaceitável. Quem tem acesso às imagens vê o que ocorreu, vê a monstruosidade desses cidadãos. Fala-se em direitos humanos, mas aqueles ali não têm humanidade alguma! Não cabem direitos humanos para quem não tem humanidade, para bandido que amarra uma pessoa no capô de um carro para poder dar tiro na PM e não levar, para poder trocar tiro com a PM, sabendo que ela não vai poder revidar para preservar a vida do refém. É isso que está acontecendo em Minas Gerais.
Aí, quando o deputado Sargento Rodrigues vem aqui e diz que o policial tem que atirar para matar, quando os deputados defendem punições mais rigorosas e até a pena morte, aí é extremista, está passando do ponto. Não está passando do ponto! Esse tipo de gente se resolve é na bala! Esse tipo de gente só conserta com caixão! Esse pessoal não merece a nossa pena, não merece o nosso carinho e não merece direitos humanos!
Um dos fatos que me chocou, além, é claro, da violência, foi um vídeo no qual um coronel da nossa Polícia Militar está negociando a rendição dos bandidos. E o bandido vira para ele e diz: “Olha, estou filmando aqui a palavra do coronel. Vamos mandar para o deputado amigo nosso”. Eu gostaria de saber quem é o deputado amigo nosso. É daqui? É de São Paulo? É federal? É estadual? Quem é o parlamentar que é amigo de gente que amarra pessoa em capô de veículo? Eu quero saber quem é o parlamentar que se presta a ser intermediador desses demônios que vêm aqui aterrorizar Minas Gerais! Porque essa pessoa, seja lá quem for o deputado “amigo nosso”, não é digna de exercer atividade parlamentar! O que aconteceu em Uberaba foi uma vergonha!
E depois continua: “Estou filmando e vou postar no Instagram, porque vão prender a gente, mas eu não quero esculacho. É só prender e levar para a delegacia”. Ora, o marginal que veio aterrorizar Minas Gerais, estourar caixa eletrônico, que amarra o refém no capô do carro, não quer tomar esculacho, tem que ter a sua integridade e os seus direitos respeitados? Faça-me o favor! Tem de cortar no couro mesmo! E, se preciso for, tem que matar, porque, aí, não gera mais problema para ninguém. Enfim, fica aqui expressa a minha indignação.
Por último, gostaria de falar das armas apreendidas. Foram apreendidas armas potentes, de grosso calibre, e apreendidos 10 fuzis e carabinas. Além disso, uma arma antiaérea ponto 50 foi apreendida em Uberaba.
Apresentei, nesta Casa, o projeto de lei que tramita sob o nº 837/2019, que cria uma regulamentação para que a Polícia Militar ou a Polícia Civil, a polícia que apreender armas ilegais nas mãos de bandidos possa requerer ao comando do Exército o uso desse armamento para a própria corporação. Muitas vezes a arma dos bandidos é melhor do que a arma da polícia, porque eles têm material de qualidade, não têm restrições de licitação, compram as melhores armas disponíveis e têm até a ponto 50, como o deputado Sargento Rodrigues muito bem colocou. Acho que a polícia, conseguindo se sobrepor a esse armamento superior, prendendo os vagabundos e apreendendo as armas, tem que ter o direito de ter em seu acervo essas armas para melhor combate ao crime.
Então, o projeto está ainda na CCJ, mas vai tramitar nas comissões e vir ao Plenário desta Casa. Já deixo um apelo aos nobres colegas para que, quando este deputado vier para a votação, que tenham atenção e carinho com o projeto, que é muito importante e vai ajudar a melhorar o equipamento da nossa Polícia Militar. Muito obrigado.
* – Sem revisão do orador.