Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)

Questão de Ordem

Comenta sobre a questão da segurança pública, em resposta a pronunciamento do deputado Cristiano Silveira sobre a maneira como o assunto é abordado na Assembleia Legislativa. Critica pronunciamento de deputada sobre postagem em rede social do ministro da Educação, Abraham Weintraub, a respeito de droga transportada em avião da Força Aérea Brasileira - FAB - que integrava comitiva do presidente da República em viagem ao exterior, em que são citados os ex-presidentes Lula e Dilma. Elogia o posicionamento do presidente da República em relação ao assunto.
Reunião 57ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 29/06/2019
Página 32, Coluna 1
Assunto ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (ALMG). DROGA. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. SEGURANÇA PÚBLICA.

57ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 27/6/2019

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Sr. Presidente, quero adereçar a fala dos últimos oradores do Grande Expediente que ocuparam aquela tribuna. Primeiro, em relação à questão que foi levantada pelo deputado Cristiano, que falou da maneira como abordamos segurança pública nesta Casa. Ele desqualificou a defesa da segurança pública como um discurso classista e disse que aqui ninguém defende segurança pública, que o pessoal que trabalhava na área de segurança pública vem simplesmente defender a sua classe. Acho que essa afirmação é muito leviana. Hoje nós temos, sim, competentes deputados que integraram forças de segurança pública. Por serem do meio e conhecerem a realidade na ponta da linha, vêm aqui e fazem essa defesa de maneira muito competente. Então, deputados como Sargento Rodrigues, Coronel Sandro, Delegado Heli Grilo e Coronel Henrique, que é do Exército, mas também lida com segurança pública, falam com propriedade porque integraram as corporações e conhecem a realidade. Agora, eu sou um deputado que nunca tive a honra de integrar a força de segurança pública e sou visto, nesta Casa, como um deputado da segurança pública, porque bato nessa tecla e carrego essa bandeira. A gente faz aqui, sim, um debate de segurança pública. Ontem o deputado Cleitinho subiu à tribuna e falou da questão de que ele apoia o armamento civil e de que, para alguns bandidos, livro não é solução; solução é bala na cabeça. Até onde sei, o deputado Cleitinho nunca integrou a força de segurança pública. Ele acaba de afirmar que nunca integrou. Então, fazemos, sim, um debate de segurança pública. Pode não ser a posição do deputado, mas nós queremos mais rigor, nós queremos punições mais severas, nós queremos uma polícia que tenha mais autonomia para que possa agir de maneira mais enérgica. Quem dera se o Brasil fosse o País que ele descreveu: o País do prende e arrebenta, o País em que a polícia pode bater no vagabundo, o País em que a polícia tem autonomia para fazer o que bem entende. Mas infelizmente não é. O Brasil tem sido o País dos direitos humanos, o País que passa a mão na cabeça do marginal, o País onde o marginal filma um policial para dizer que vai mandar para o deputado amigo nosso a fim de garantir que terá a sua integridade física e os seus direitos respeitados; um marginal que horas antes tinha amarrado uma pessoa no capô de um carro para garantir que não ia tomar tiro da polícia. Então, é preciso respeitar, sim, a bancada aqui chamada de bancada da segurança pública, que faz um competente trabalho não só em defesa das categorias da segurança pública, mas lutando por uma segurança pública melhor para o nosso Estado de Minas Gerais. Quero adereçar também a fala de outra deputada, que trouxe aqui um tuíte do ministro da Educação como se fosse um ato de governo; um pronunciamento em rede social não é nenhuma portaria do MEC. O ministro da Educação fez uma piada. Ela pode não ter gostado, pode ter achado que foi de mau gosto e que não foi engraçada. Mas só uma piada não reflete a atividade do Ministério da Educação, mas foi usada como trampolim para criticar o MEC e a atuação do ministro. Vou falar também do avião que foi encontrado com 39kg de cocaína. Não era um tripulante do avião do presidente da República. Esse sargento já fez mais de 20 viagens junto à equipe da Presidência da República, já viajou junto da presidente Dilma, junto do presidente Temer e agora foi descoberto na Espanha que ele traficava drogas. A posição do presidente Bolsonaro foi exemplar: cobrou investigação e cobrou punição severa. Vocês podem ter certeza de que, se a Espanha decidir puni-lo severamente, nós não vamos ver o governo federal se prestar àquele papel patético que ele prestou quando tivemos um traficante brasileiro preso na Indonésia. O nosso governo ficou pedindo pela vida do vagabundo. Então, é lamentável que esse episódio tenha ocorrido, como já ocorreu em 1999, durante o governo de Fernando Henrique. É lamentável que aviões do governo sejam usados para o tráfico de drogas. Inclusive, o ministro Mandetta anteriormente já tinha feito a denúncia de que aviões do SUS, em governos anteriores, estavam sendo usados para o tráfico de drogas. Isso precisa ser apurado e combatido. Mas essa é a posição do governo Bolsonaro. Portanto, em relação ao ocorrido, só lamento que o vagabundo... Não vou chamá-lo de sargento da Aeronáutica porque não é digno de ser reconhecido como membro dela. É uma pena que o vagabundo não tenha sido pego na Indonésia, porque lá eles sabem lidar com traficante de drogas.