Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)

Questão de Ordem

Critica congratulação, aprovada na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, ao Sr. Diney Lenon de Paulo, diretor de escola estadual. Defende o contingenciamento na área da educação federal.
Reunião 49ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 07/06/2019
Página 20, Coluna 1
Assunto EDUCAÇÃO.
Proposições citadas RQC 2338 de 2019

49ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 5/6/2019

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Presidente, como já disse aqui anteriormente, há coisas que a gente escuta aqui e que são dignas de riso para a gente não perder a paciência. O discurso que me antecedeu foi algo completamente patético. Primeiro, a congratulação, aprovada na Comissão de Educação, ao diretor Diney Lenon de Paulo, provavelmente em resposta a um requerimento que eu fiz para que o governo tenha uma sanção punitiva com relação a ele e faça até a remoção do seu cargo porque ele é um diretor que instrumentaliza esse cargo para manifestação política; já recebi denúncias, o Escola sem Partido recebeu denúncias de que ele, como diretor, induzia os alunos a irem às manifestações contra o governo porque é muito difícil pôr gente na rua por livre e espontânea vontade; eles não dão conta, então precisam usar a máquina. E aí ouvimos aqui ataques aos contingenciamentos; contingenciamentos que todo o governo faz para se adequar à legislação orçamentária – todos os governos anteriores fizeram; contingenciamento que é muito menor do que o corte de R$10.000.000.000,00 que a Dilma fez na educação, logo no início do seu segundo mandato. Eles querem igualar corte a contingenciamento, mas é diferente, porque, se for contingenciamento, quando a gente fizer a reforma da Previdência passar – e vai passar – e o governo tiver dinheiro, o recurso voltará à Pasta; corte é tirar em definitivo, como o governo do PT muitas vezes fez. Mas aí dizem: “Não, você precisa parar de pagar a dívida externa”. Ora, o PT esteve 13 anos no governo e nunca parou de pagar a dívida externa, sabem por quê? Porque essa é uma estupidez de todo tamanho que nem o PT seria capaz de fazer. O pessoal do PSTU diz: “Ah, vamos parar de pagar a dívida”. Isso não é a porta de entrada para o caos financeiro, não; isso é pular de cabeça no caos financeiro; é tornar o Brasil um País caloteiro, acabar com o crédito e o investimento externo e deixar a gente com uma economia parecida com a da Venezuela – eles tanto gostam do companheiro Maduro. Mas eu acho que o mais grave… Ficamos estarrecidos ao saber que funcionava, dentro da Universidade Federal de Minas Gerais, um laboratório para a fabricação de drogas e que essas drogas eram vendidas dentro universidade. Viemos aqui, como representantes do povo, cobrar explicação dos reitores e dos administradores da universidade – eles precisam dar explicações, pois isso estava acontecendo dentro de uma universidade pública –, e a gente tem de ouvir que a UFMG não tem de dar explicações, quem tem de dar explicações é quem defende o contingenciamento. Ora, estão vendendo drogas dentro da nossa faculdade, e a faculdade, a universidade não precisa dar explicações. Está certinho! A universidade federal foi feita para vender droga; para fabricar e vender droga. É esse o objetivo da universidade federal. Eu pensei que era ensinar, educar, mas agora aprendi, neste Plenário, que o objetivo da universidade federal aqui, em Minas, é a fabricação e a venda de drogas. Portanto, a administração da faculdade não deve nenhuma explicação ao povo mineiro e ao contribuinte brasileiro, que banca essa palhaçada.