DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 06/06/2019
Página 53, Coluna 1
Assunto DROGA. EDUCAÇÃO. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG).
48ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 4/6/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Olha, Sr. Presidente, até admiro o trabalho de alguns colegas em defender o indefensável, porque é muito complicado. Aí surgem subterfúgios, dizem da grande manifestação do dia 30, que foi maior que a do dia 15, e ela não foi. Falam aqui que nenhum estudante foi obrigado a ir às manifestações, sendo que chegam diversas denúncias, que serão apuradas. Obrigar não é você amarrar o estudante e levá-lo, mas é você dizer ao estudante que ele vai ter uma falta se ele não estiver na manifestação. Isso é coerção, isso é obrigar um estudante a estar na manifestação, é você virar para o estudante e dizer que ele vai ganhar ponto se ele fizer um cartaz para a manifestação. São muitos os estudantes que precisam de ponto e que se sujeitam a isso, porque, naquela situação, não veem problema e vão à manifestação coagidos. Isso é coação. Mas a gente fica aqui ouvindo subterfúgios, explicações, como a universidade pública é boa e há pesquisa. Parabenizo a parte boa da universidade pública. Acredito que devemos, sim, valorizar as pesquisas desenvolvidas na universidade pública. O que não pode é a gente passar pano na questão do laboratório de drogas dentro da universidade, por transformarem a Universidade Federal de Minas Gerais em uma boca de fumo, porque é isso o que está acontecendo. E o que foi cobrado aqui é que a direção da universidade tem que ter, sim, um posicionamento. Como isso acontece debaixo do nosso nariz e não é percebido? Foi preciso a Polícia Civil fazer um competente trabalho e desvendar esse problema, porque a direção da universidade não resolveu nada. Essa mesma direção que reclama do contingenciamento – que não é corte –, porque precisa dos recursos e tem extrema competência para geri-los, não tem competência para descobrir que há um laboratório de drogas dentro da universidade que comanda. Não existe isso. Estão degradando a nossa universidade, transformando a Universidade Federal de Minas Gerais, não toda, mas parte dela, em uma boca de fumo, e isso é a balbúrdia, como o nosso ministro da Educação muito bem colocou, e é indefensável.