Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)

Discurso

Contesta a afirmação do deputado Cristiano Silveira de que o governo federal estaria cortando 30% dos recursos para a educação, ressaltando que não se trataria de corte, e sim de contingenciamento. Defende a manifestação realizada a favor do governo Bolsonaro.
Reunião 46ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 01/06/2019
Página 45, Coluna 1
Assunto EDUCAÇÃO. EXECUTIVO FEDERAL. ORÇAMENTO.

46ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 29/5/2019

Palavras do deputado Bruno Engler


O deputado Bruno Engler* – Boa tarde, presidente; boa tarde a todos aqui presentes e aos que nos acompanham pela TV Assembleia. Nesta Casa há muita coisa que é falada desta tribuna que é muito séria e que precisa ser falada, como o discurso da própria deputada que me antecedeu, as diversas denúncias dos crimes da Vale. Mas há coisa que é falada aqui de que a gente tem que rir, para não perder o bom humor. Eu não estava aqui no Plenário, estava na Comissão de Segurança Pública, mas me foi informado que foi dito aqui que a população não sabe dos crimes do Lula. A população sabe, ele está condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Bandido, corrupto, é por isso que ele está preso.

E é muito falado aqui em relação aos supostos cortes de 30% na educação. E me permita discordar de V. Exa., presidente, eu não acho que haja uma diferença semântica entre corte e contingenciamento, há uma diferença técnica muito importante. Contingenciamento é quando você segura um dinheiro que está na previsão orçamentária, para que, quando você tiver reposição de recursos, volte a colocar esse dinheiro no orçamento. Corte é quando você retira um dinheiro do orçamento sem previsão de retorno. Corte é o que a Sra. Dilma Rousseff fez em 2015, cortando quase R$10.000.000.000,00 da educação, muito mais do que está sendo contingenciado agora. Agora nós estamos contingenciando não 30% do orçamento da educação, mas 3,5%. Para quem nos acompanha e não sabe, o orçamento da educação é dividido, e 85% dele são gastos obrigatórios. São gastos com salário, com manutenção, que estão sendo mantidos integralmente. Três por cento do orçamento da educação são subsídio, auxílio, bandejão, que também estão sendo mantidos integralmente. Dos 12% restantes, que são os gastos discricionários, não obrigatórios, 30% estão sendo contingenciados. Portanto, do orçamento da educação, estão sendo contingenciados 3,5%.

Aí a gente tem que ouvir aqui que as manifestações são muito bonitas, muito maiores do que as manifestações pró-governo, que as manifestações pró-governo foram um fracasso, que as ruas estavam vazias. Ora, eu estava na rua domingo, eu vi a Praça da Liberdade tomada de pessoas vestindo verde e amarelo, defendendo as nossas cores, a nossa bandeira e o nosso presidente. Mais de 30 mil pessoas na Praça da Liberdade, passando o seu recado de que o Brasil está com Bolsonaro. E pessoas que foram no domingo, por livre e espontânea vontade, sem coerção, sem professor que fez lista de chamada em manifestação, sem professor que deu ponto para quem fez cartaz para manifestação, sem professor que pegou a sala de aula cheia de alunos e levou para a rua. Quem foi às ruas no domingo, foi porque quis e foi porque acredita no governo Jair Bolsonaro, sabe da sua honestidade e sabe que ele tem que governar.

Mas os senhores sabem por que o PT tem tanta raiva do Bolsonaro, das manifestações de domingo do nosso pessoal? Porque o PT um dia já foi o partido que pregou a moralidade, a ética, a idoneidade na política. Eu sou de 1997, não me lembro dessa época. E quando a minha mãe me fala: “O PT, antes de chegar ao poder, era um partido que dizia que ia limpar Brasília, que ia combater a corrupção”, eu falo: mas o PT, esse partido do qual os peixes grandes, a cúpula está na cadeia, e cultua quase como um Deus um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro era o partido da moral e da ética? Era? Pregava moral e ética, criticava a corrupção. Só que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, quando assumiu a Presidência, já aumentou o número de ministérios exponencialmente, para poder colocar pessoas dos partidos do dito centrão, para ter a dita governabilidade. Só que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva comprou o Congresso Nacional através do mensalão. Ele não só aderiu à corrupção, como tomou a corrupção como modelo de governo e governou através dela.

E é por isso que essas pessoas têm tanta raiva de um presidente que prometeu governar com honestidade. E está governando com honestidade. Que reduziu o número de ministérios, que colocou um ministério técnico não por indicação de partidos do centrão, mas por competência, porque não se curva aos velhos conchavos de Brasília. E a população reconheceu isso e foi às ruas dizer: “Nós estamos com Jair Bolsonaro, Jair Bolsonaro foi eleito para governar com honestidade”. E é assim que ele vai fazê-lo, com amplo apoio popular.

E o Congresso Nacional, não todos os congressistas, mas os ratos do Congresso Nacional não vão impedir os avanços do governo Bolsonaro nem esse governo de ser um grande sucesso. Muito obrigado.

* – Sem revisão do orador.