DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 04/05/2019
Página 7, Coluna 1
Assunto PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.
35ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 2/5/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Sr. Presidente, venho a esta tribuna porque o deputado Cristiano Silveira, que me antecedeu, falou no Grande Expediente, proferindo aqui um dos discursos mais absurdos que ouvi nesta Casa desde a minha posse. Quem escuta esse discurso, pensa que o PT não passou 13 anos no poder e que o Bolsonaro deve estar no fim do segundo mandato e não com quatro meses completos de governo, agora indo para o quinto. Todas as mazelas do Brasil são colocadas na conta do Bolsonaro. Veio aqui falar do Dia do Trabalhador e reclamar do desemprego. Pegamos esse desemprego da ex-presidente Dilma Rousseff. O Bolsonaro está tentando resolver o problema do desemprego, mas ele não é milagreiro. Não é só sentar na cadeira, que vai surgir emprego para as pessoas. Precisamos de mudanças, precisamos do apoio do Congresso Nacional e de reforma da Previdência para que possamos gerar emprego e aí, sim, combater o desemprego e ter o que comemorar no Dia do Trabalho. Falou também da reforma da Previdência, criticou, disse que a reforma da Previdência é cruel, que não precisa disso, que o negócio é taxar lucros e dividendos. Ora, são 13 anos no poder. Por que o PT não taxou lucros e dividendos? Lembro que o PT comprou o Congresso Nacional. O escândalo do Mensalão mostra isso. Nos primeiros anos de seu governo, o ex-presidente e hoje presidiário Lula aprovava o que queria, porque tinha o Congresso comprado. Isso quem diz não sou eu, quem diz isso é a Justiça. Isso está mais que comprovado. Não passou a reforma tributária porque não quis e agora quer jogar no nosso colo. A própria presidente Dilma, no início do seu segundo mandato, falava da necessidade da reforma da Previdência. O presidiário Lula também falava que precisávamos reformar a Previdência, porque essa Previdência foi pensada num tempo em que a expectativa de vida era muito menor, mas no estado atual ela não se sustenta. E ela vai quebrar o País. Veio aqui e criticou também a nossa ajuda humanitária à Venezuela, a nossa solidariedade ao presidente Juan Guaidó, que chamou de golpista. Tem a cara de pau de chamar Juan Guaidó de golpista e de defender aqui o ditador Nicolás Maduro, o ditador que mandou tanque atropelar sua própria população. É esse tipo de gente que o PT está defendendo aqui dentro. O PT financiou essa ditadura. O PT tem sangue em suas mãos. Queria saber onde estava essa indignação, quando o BNDES fez empréstimo para o metrô de Caracas, a juros mais baixos do que para o metrô de São Paulo. É isso que queria saber. Cadê a prioridade do brasileiro lá? Naquela época não havia problema, porque aí é companheiro, é amigo, é evolución. Hipocrisia pura! E aqui também temos de ouvir: “Ah, Bolsonaro não tirou o PT. Bolsonaro substituiu o Temer”. Mas o Temer foi eleito na chapa de quem? Na chapa do PT, da Dilma. O Temer foi eleito com o 13. Ele não foi eleito com o 15, quer vocês queiram ou não. Representava a chapa do PT, que conseguimos expurgar e colocar um presidente verdadeiramente conservador, no Palácio do Planalto. Criticou também a educação. Disse que nós estamos tirando dinheiro das universidades federais para dar para a Venezuela, numa desonestidade intelectual sem tamanho, porque o orçamento da União não é único, mas dividido. O dinheiro da universidade está sendo tirado para a educação básica. Vamos inverter a pirâmide de investimento. O Brasil é um País que investe muito em ensino superior e pouco em ensino básico. Os pobres que eles dizem tanto defender estão mais preocupados se o filho vai ter uma creche do que se vai ter curso de humanas nas universidades. É a isso que Bolsonaro está dando prioridade: ensino básico, criancinha, alfabetização. O pior de tudo para mim foi quando ele veio aqui criticar o Bolsonaro pelo aumento na gasolina, como se fosse responsabilidade do Bolsonaro. Por que não falou que o governo Pimentel, na última legislatura, aprovou o aumento do ICMS, que incide diretamente no preço da gasolina. Gostaria que falasse isso aqui também. Cobram memória dos outros, mas não têm memória nenhuma. O PT é muito bom para bater, mas é péssimo para reconhecer os seus próprios erros. E o governo Bolsonaro tem a dura missão de tentar consertar um País que eles destruíram. Muito obrigado.