DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 21/03/2019
Página 26, Coluna 1
Assunto EXECUTIVO. POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PMMG). SEGURANÇA PÚBLICA.
17ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 19/3/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Presidente, só queria pontuar, como fui respondido, que todos – e o senhor conhece bem isso – os que votaram em mim e acompanham o meu trabalho sabem que sou contra invasões criminosas do MST às terras alheias. Mas entendo que a criança não tem culpa nenhuma de invasão e tem o direito, sim, de ser levada à escola. Toda criança tem direito à educação, mas, como bem pontuei naquele microfone, não estava entrando no mérito da solicitação, mas que ela tem de ser feita de forma ordeira. Reitero que a Polícia Militar não entra numa câmara de vereadores para pressionar ninguém. Ela entra para garantir que a lei seja cumprida, porque essa é a sua função. Então vir aqui colocar o MST de vítima e a Polícia Militar como a grande vilã é algo que não vai se sustentar nesta Casa. Se você quer requerer um direito não vai ser na marra, vai ser democraticamente, vai ser numa posição correta, como os vigilantes então fazendo hoje. Eles estão aqui de maneira democrática, de maneira ordeira, e ninguém vai tirá-los daqui. A Polícia Militar não virá atrapalhar, pois inclusive estão recebendo o apoio dos deputados. Todos os deputados que se manifestaram sobre o tema demonstraram apoio. Queria apenas rebater a afirmação leviana de que eu estava relevando o fato de uma criança andar 10km, pois acho um absurdo. Estou aqui apenas defendendo a honra da instituição Polícia Militar, que está sendo atacada covardemente por um deputado. Quero aqui reiterar, como disse no aparte ao deputado Heli Grilo, o apoio aos manifestantes presentes, aos vigilantes. Pego carona no discurso do Sargento Rodrigues, que falou do déficit da Polícia militar. E digo: quem me dera fôssemos um estado que não precisasse de vigilante, onde o efetivo da Polícia Militar fosse pleno, onde a violência não fosse tão alarmante, onde a gente não precisasse dessas pessoas, mas precisamos, e muito. Eu concordo com a política do governador de redução do tamanho do Estado, de acabar com cabide de emprego, mas os senhores aqui presentes não são cabide de emprego. São pessoas que trabalham muito para garantir a segurança nas nossas escolas, e o ato de retirar um vigilante da escola prejudica a educação e a segurança pública. Acho que há outras áreas em que esse corte pode ser feito. O governador é uma pessoa humilde, uma pessoa sensível aos requerimentos desta Casa. Tenho a convicção de que ele vai rever sua decisão e cortar onde precisa ser cortado, e não retirando os vigilantes das escolas.